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sábado, 9 de março de 2013
Vício de dor
Paulino Verguetti Neto
Meus pedaços são pedaços de mim
que ouvem a noite:
cheia de lua,
cheia da rua,
seca de mim.
A solidão abre minha porta
e tanta gente há no quarto
e choro
e parto
para parir bem longe a minha dor.
Na fome, apanho o pó do pão.
No medo, a solidão dos segredos.
Em mim, apenas tudo e nada acho.
Ah! essa dor noite e dia,
meu vício de ser feliz
minha dor....
toda a agonia.
http://www.paulinovergettineto.com.br/
domingo, 1 de março de 2009
Despoema
Vim saber onde mora o mar
e para onde me levam essas ondas
cheias de águas, cheias de pompas, cheias de mim.
Acordo molhado em altos mares
quando o sonho navega sobre meu corpo alisando-o,
já quase corpo, já quase morto, já quase náufrago.
Do mar vejo o céu,
quando o horizonte me olha finito
como se as águas que eu visse fossem vivas
e este poema em que acredito
pudesse ser declamado.
Vou-me embora para o deserto
e de lá saber que destes versos
saem-me mares distintos
como se me fosse absíntico
o cheiro formal dos meus inversos.
Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 01/03/2009
e para onde me levam essas ondas
cheias de águas, cheias de pompas, cheias de mim.
Acordo molhado em altos mares
quando o sonho navega sobre meu corpo alisando-o,
já quase corpo, já quase morto, já quase náufrago.
Do mar vejo o céu,
quando o horizonte me olha finito
como se as águas que eu visse fossem vivas
e este poema em que acredito
pudesse ser declamado.
Vou-me embora para o deserto
e de lá saber que destes versos
saem-me mares distintos
como se me fosse absíntico
o cheiro formal dos meus inversos.
Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 01/03/2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Inversos do Surrealismo
Os elefantes voam alto
e algum condor rasteja
e a chorar de alegria
para mim verseja,
e se faço a poesia,
ponho o poeta na mesa
a comer feijão com passas.
Retorno para onde nem sei
e se cheguei foi tarde.
Os elefantes dançam,
são atrevidas artes
e os que aqui ponho
são brinquedos que componho
para de mim achar graça!
Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2008
e algum condor rasteja
e a chorar de alegria
para mim verseja,
e se faço a poesia,
ponho o poeta na mesa
a comer feijão com passas.
Retorno para onde nem sei
e se cheguei foi tarde.
Os elefantes dançam,
são atrevidas artes
e os que aqui ponho
são brinquedos que componho
para de mim achar graça!
Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2008
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