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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018


canto e folio

se desequilibro
é que o mundo é
rodopio bruto

novo ano
levanto e luto

(poema da Juliana Meira, do livro Na língua da manhã silêncio e sal, 2017, Modelo de Nuvem)

terça-feira, 16 de junho de 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Poe...maranhão ...didã cunha
todas as palavras
com suas mutações
contagiam meu corpo
por isso sofro
desde a sombra
até o osso


poema de JULIANA MEIRA. Poeta gaúcha,é advogada e vive em Curitiba. Seus poemas foram publicados pela primeira vez em caixas de fósforo, coleção Fogo do Verbo, em 2008. O primeiro livro, poema dilema, foi publicado em 2009. O segundo, sem título, integra o projeto Instante Estante de incentivo à leitura. Recentemente publicou seu terceiro livro: poema pássaro (2015). JULIANA MEIRA está na 61ª postagem da série AS MULHERES POETAS...Se quiser ler mais, clique no link 

domingo, 19 de janeiro de 2014

todas as palavras
com suas mutações
contagiam meu corpo

por isso sofro
desde a sombra
até o osso.

Juliana Meira.
Jornal Relevo.Novembro 2013
assinei contrato
com a lua

se ela não assomar
no poema

sofro multa

talvez receasse
o salto

fato
querendo viver viveu

do décimo ao
asfalto

sol rompendo nevoeiro
paisagem que conheço

sueño

Juliana Meira
Jornal Relevo.novembro de 2013.



pra escrever poesia
não é necessário saber
de árvores e de pássaros

além da solidez do caule
e da sutileza do voo

tampouco saber do mar
que dele só quem sabe são os peixes
e as embarcações que se foram

pra escrever poesia
não é necessário ar ou água

o necessário é que se saiba
que a poesia já está escrita
em tudo o quanto haja.

Juliana Meira
Jornal Relevo novembro de 2013.p9

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Instante Estante



 

chove
ontem também choveu
amanhã vai rolar água

tem tanto satélite
a previsão é sempre mais exata
massa polar frente fria geada

mas o que me preocupa
e pra o que ninguém me prepara
é quando e onde virá a próxima página
 
Juliana Meira