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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

quantas pessoas precisam pra trocar uma lâmpada


Peruas
Duas: uma chama o eletricista e a outra prepara os drinques.

Psicólogos
Apenas um, mas a lâmpada PRECISA QUERER ser trocada.

Loiras
Cinco: uma para segurar a lâmpada e outras quatro para girarem a cadeira.

Bêbados
Um só pra segurar a lâmpada, enquanto o teto vai rodando.

Ativistas Gays
Nenhum: A lâmpada não precisa mudar, o que precisa e que seja aceita pela sociedade..

Cantores sertanejos
Dois: um troca a lâmpada e o outro escreve uma canção sobre os bons tempos da lâmpada antiga…

Machões
Nenhum: macho não tem medo de escuro.

Patricinhas
Duas: uma pra segurar a Coca Light e outra pra chamar o papai.

Mulher com TPM
Só ela! Porque ninguém, dentro desta casa sabe como trocar uma lâmpada! São um bando de IMPRESTÁVEIS! Eles nem percebem que a lâmpada queimou! Eles podem ficar em casa no escuro por três dias antes de notar que a bosta da lâmpada queimou! E quando eles notarem vão passar mais cinco dias esperando que EU troque a lâmpada porque acham que eu sou a ESCRAVA deles! E quando eles se derem conta de que eu não vou trocar a lâmpada, ainda vão ficar mais dois dias no escuro porque não sabem que as lâmpadas novas ficam dentro da merda da dispensa! E se, por algum milagre, eles encontrarem as lâmpadas novas, vão arrastar a poltrona da sala até o lugar onde está a lâmpada queimada e vão arranhar o piso todo, porque são INCAPAZES de saber onde a escada fica guardada! É inútil esperar que eles troquem a lâmpada, então sou eu mesmo quem vai trocá-la! E como eu sou uma mulher independente, vou lá e troco! INFERNO!!!!





 Deisi Perin


Praça





Ah, essa remodelada praça...
Costumava passear por aqui.
Quando minha vida não precisava ser perfeita. Nem imperfeita.
Quando minha sensibilidade regia as regras e o prazer não precisava ter utilidade.
Quando eu amava matéria e espírito; palavras e poesia.

Ah, essa  praça...
Com seus transeuntes interagindo ou não continua a mesma,
e por não ter consciência de que ela precisa ter razão para ser,
ela existiu, existe e existirá.

E eu, dissolvido
entre o passado e a mim mesmo,
passeio pela praça que eu costumava frequentar
quando eu costumava estar vivo.


 Deisi Perin

sábado, 25 de maio de 2019

Brumadinho




Vale de lágrimas.
Vale de corpos.
Vale de lama.

Quem tem as mãos limpas?
Quem lavou as mãos?
Quanto vale a vida?

De um vale de dor
surge solidariedade,
surge amor.

Mulheres e homens de profissão limpa
com alma desprendida de si
e olhos para outros.

Não se escondem sob roupas limpas
e desculpas remendadas.
Mergulham na dor.
Mergulham na lama
com força e suavidade,
com fome e delicadeza.
Trabalham demais.
Trabalham quietos.
Trabalham com louvor.
Heróis do dia a dia.
Heróis nos desastres,
anunciados ou não.
Bombeiros!
Um grande abraço!
Um obrigado
de todo um País
que os acompanhou
chorou e rezou!
Deise Perin

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Férias




Atravesso meus desejos.
Visto-me de areia,
troco minha pele branca
por uma dourada.
Nado no sal ao sol.
O pensamento voa longe.
Quero cores, sabores, chuva.
Cabeça nas nuvens, e
meus pés perseguem o arco-íris,
e encontram conchinhas...

Jaguatirica.

Haverá inteligência fora do bom senso?




Bom senso é oposto da ignorância.

Ignorância = preconceito


Em 1874 o Dr Edward Clarke, especialista em EDUCAÇÃO, dizia que quando o cérebro das mulheres era forçado a trabalhar no processo de aprendizado, gastava o sangue necessário à menstruação, gerando problemas de saúde, como anemia e distúrbios nervosos.
Uma lógica, sem nenhum senso, numa época em que era negado às mulheres o estudo, a voz e vários direitos.
Isso não é fato somente do passado. Há homens e mulheres em demasia que ainda hoje não dão o mínimo valor ao feminino.
É árdua a tarefa de combater o preconceito, em qualquer nível, em qualquer direção.
Cuidado!
O Encontramos em todas as raças e classes sociais.
Nem especialistas escapam de dizer tolices quando falta bom senso.
Gente!
Pela Paz, não busquem somente dinheiro. Ele vale só dinheiro.
Busquem bom senso, esse vale ouro!
Feliz 2019!

Jaguatirica

quinta-feira, 4 de outubro de 2018


Jamais num aniversário
tive um que não gostasse
Sem contagem nem diário
Não há caminho que eu não trace.

Muitas mensagens de amigos
iluminaram minh'alma
Gratidão e amor antigos
demonstro paixão com calma.

Resolvi em quadra poetar
e em contagem silábica
A palavra oracular
uma sensação atávica.

Perdoem a brincadeira (de)
poetisa não simétrica
que ama e joga capoeira
por vezes com rima e métrica!

Jaguatirica/2018

domingo, 27 de agosto de 2017

Um pastor de ovelhas estava cuidando de seu rebanho, quando
surgiu pelo inóspito caminho uma Pajero 4x4 toda equipada.
Parou na frente do velhinho e desceu um cara de não mais que 30 anos, terno preto, camisa branca Hugo Boss, gravata italiana, sapatos moderníssimos bicolores, que disse: -
Senhor, se eu adivinhar quantas ovelhas o senhor tem, o senhor me dá uma? -
Sim, respondeu o velhinho meio desconfiado.
Então o cara volta pra Pajero, pega um notebook, se conecta, via celular, à internet, baixa uma base de dados, entra no site da NASA, identifica a área do rebanho por satélite, calcula a média histórica do tamanho de uma ovelha daquela raça, baixa uma tabela do Excel com execução de macros personalizadas, e
depois de três horas, diz ao velho:
- O senhor tem 1.324 ovelhas, e quatro podem estar grávidas..
O velhinho admitiu que sim, estava certo, e como havia prometido,
poderia levar a ovelha.
O cara pegou o bicho e carregou na sua Pajero.
Quando estava saindo, o velho perguntou:
- Desculpe, mas se eu adivinhar sua profissão, o senhor me devolve a ovelha?
Duvidando que acertasse, o cara concorda.
- O senhor é advogado ?!?! diz o velhinho...
- Incrível! Como adivinhou?
- Quatro razões:
- Primeiro, pela frescura;
- Segundo, veio sem que eu o chamasse;
- Terceiro, me cobrou para dizer algo que já sei.
- E quarto, nota-se que não entende coisa nenhuma do que esta
falando:
devolve já o meu cachorro !!!!

deisi

*N A R I Z T U P I D O**



No Interior de Minas, um casal de amigos caminhava pelo pasto de uma fazenda, até que viram um cavalo transando com uma égua, e a amiga logo perguntou... .
- Carzarbertoo...., o que é aquilo?
- Elis tão casalano, sô!
A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e ta mandano brasa!!!
- Mais cumé co cavalo sabe que ela tá no cio, 
Arbertoo?
- Aaara!!, é co cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô!
Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a amiga perguntou de novo, e o amigo deu a mesma resposta.
Mais na frente, lá estava um touro pegando uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio.
Foi aí que a amiga perguntou:
- Ô Carzarbertoo, se eu perguntá uma coisa pr'ocê, ocê jura que num vai ficá chatiado?
- Craro que não, miga! Ocê pode perguntá!
- OCÊ TÁ COM O NARIZTUPIDO???

Deisi

domingo, 1 de janeiro de 2017

A morte perpassa a existência.


Vive-se ainda e se envelhece.
Temos muitos fins e tantos começos
que nem nos damos conta.
A morte, porém, é o Nunca mais
que conscientemente percebemos.
Somos vida, somos morte,
morte em vida,
vida na morte.
Nossa aurora, exuberância e espírito
passeiam entre sombras.
Em nossas refinadas formas de pensar
não cabe a ideia do Adeus
que nos obriga a dar tchau
sem brinde nem risadas.
Entre choro e abraços
percebemos a felicidade de ter convivido
com tantos amigos.
E prometemos que o próximo encontro
há de ser numa festa.
Tomara.

Jaguatirica!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ah, essa remodelada praça...
Costumava passear por aqui.
Quando minha vida não precisava ser perfeita. Nem imperfeita.
Quando minha sensibilidade regia as regras e o prazer não precisava ter utilidade.
Quando eu amava matéria e espírito; palavras e poesia.

Ah, essa  praça...
Com seus transeuntes interagindo ou não continua a mesma,
e por não ter consciência de que ela precisa ter razão para ser,
ela existiu, existe e existirá.

E eu, dissolvido
entre o passado e a mim mesmo,
passeio pela praça que eu costumava frequentar
quando eu costumava estar vivo.





texto e foto Deisi Perin

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Sabor

Nuances de rumores incompleto silêncio

nas sombras das dores.




Passagens da vida

em nuances de cores

do amargo ao doce.




A vida tem diversos sabores




Deisi Perin
po&teias

domingo, 8 de maio de 2016

Perdoem-me meus filhos.
Mas é chegada a hora
E preciso confessar-vos
Sou vossa mãe e nunca tive medo de sê-la.
Porém, há medos que nos assolam e amedrontam nossas almas.
Amei-vos em demasia como todas as mães. E amar provoca medos. E estes sim nos fazem parecer loucas. Assumo, tomei muitas atitudes por medo.
Tomei? Ainda... talvez...
Digo-vos que a idade parece trazer-me juízo.
E juízo não é garantia de não errar.
Penso, às vezes, que sei o que é melhor para vós.
Vejam só que pretensão!
Sempre houve, e sempre haverá, respostas que não encontrarei.
Não me atrai o vulgar, muito menos para vós.
É... a idade nos prega peças. O que é bom é que não nos deixa no automático.
E assim poderemos fugir do estúpido senso comum
Creio que o simples seja a chave para a felicidade possível.
E para finalizar... o pior de tudo: Amo-vos, do jeitinho que sois.
Só por serem quem sois. E ponto final.
Mãe, eis aí os vossos filhos.
Filhos eis aí as vossas mães.

Deisi Perin

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Mais um caso de (s) amor
Ambos jovens.
Ela desamarra e amarra nervosamente o biquini para deixar a bunda empinada.
Ajeita ansiosamente os seios no top.
Troca a face enfadonha por um sorriso facebook.
Bunda, areia e sorriso do lado esquerdo.
Bunda, mar e sorriso, lado direito.
Volta a cara enfadonha para verificar a selfie.
Logo ao lado, ele!
Para mostrar a cueca, puxa mais para baixo a bermuda de surfista cheia de bolsos. Ela fica abaixo dos joelhos e é dois números maior que o corpo esbelto.
Demora pra decidir o que fazer com as mãos: "positivo", "rock" ou "hang loose".
As outras fotos são mais rápidas: mortal na água, derrubando os amigos, pulando na areia e na água.
os berros e palavrões ficam fora das fotos.
Ele fala delas.
Ela pensa neles.
Pena que não olharam ao redor.

Deisi Perin

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Viciados em gerundismo


Você pode estar falando assim sem se dar conta que pode estar se viciando e estar passando adiante essa praga terrível.
Você pode estar se comunicando modernamente sem usar o gerundismo.
Os adictos podem estar parando de estar passando por fax, estar enviando por email, ou estar enviando pelo correio. Eles podem estar se curando e estar deixando de ser usuários de excesso de gerúndio.
Enfim, o que quero estar dizendo é que é desagradável ter que estar ouvindo palavras desse jeito.
Isso pode estar vindo, ou estar surgindo, ou estar se propagando pelas traduções de texto do inglês para o português. Não estou garantindo.
Gentem... vou estar continuando a conversar amanhã... ou depois.
Vou estar mandando beijos a vocês todos!!!!



Deisi Perin.

domingo, 19 de julho de 2015

Ser



Crânio e face.
Corpo e alma.
Protegidos por ossos e cinto de segurança,
das cinturas escapular até a pélvica.
Braços,mãos e tórax,
sustentados por coxas, pernas e pés.
Unidos por articulações e cartilagens.
Seguindo o fluxo das sinapses
e das substâncias branca e cinzenta.

Humano e desumano.
Anjo e demônio.
Contradições de uma mesma matéria em decomposição.


Deisi Perin. 291106

terça-feira, 16 de junho de 2015

Nossa eu nem sabia que poeta tinha dia
pensei que fossemos só noite,
entardecer,
ou se esconder.
Um pó aqui,
uma teia ali.
A trama toda armada para nos fazer desistir.

Mas não,
deram-nos um dia.
Um dia.
Que seja
Sejamos poetas pois neste dia.
Lembrados talvez por nós mesmos.
Nada mais.
Pois é o que somos.
Nada mais.


Deisi
2006

entre o tanque de roupa e da pia de cozinha:






Universo de espuma
Água fria
banho, limpeza.
Roupas jogadas,
úmidas de suor.

Sobras do jantar
a luz de velas.
Taças de vinho tinto,
xícaras de café.

Pilhas de pratos e panelas.
Limpeza e arrumação.

Quem dera um jantar romântico.
Apenas faltou luz no dia a dia.

Deisi perin

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Para ler, peço licença
Gosto de escrever
conto, crônica e poema
de amores, amigo e maldizer
Falo de todos, me arrisco
Não falo mal de ninguém
poema de escárnio não preciso
não sou melhor que ninguém
Vovó na capoeira
respira fundo
sai da beira
e dá a volta ao mundo
Rato com a macaca
perfeito, perfeccionista
ensina com a alma
gente que cisma
Clássico de jogo
embate "Sagueto" ( Sagui com Pigueto)
em volta o côro
de centro ou do gueto
Sorriso, Alicate
Garça e Cachoeira
Franjinha no ataque
Marjorie mandingueira!


Jaguatirica

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Queima, fogos e luzes
Nem praia, nem vila
Ao longe, barulho de fogos
anunciam que mais um janeiro me alcança
Meus cães se refugiam em minhas pernas,
cavalos relincham,
há gritos de outros bichos.
Só as galinhas dormem tranquilas.
Bebo um frisante suave moscato
para não perder o costume
e sorrio maleficamente
pensando no sucesso
do fogo no balão e
na queima completa (ou quase)
das vespas
qua ameaçavam o galinheiro.
Um chuvisco e nuvens
não deixam as estrelas se mostrarem.
Porém a luminosidade delas
foram substituídas por dezenas
de vagalumes
anunciando à bicharada e a mim
que hoje é uma noite de verão!
Feliz 2015 a todos
seres animados e inanimados!!!
Amo-vos e sou grata!

Deisi perin 

domingo, 30 de novembro de 2014

Profes Kinder


Aprendemos sempre coisas novas.
Conversas, risadas,
chá, café e bolo.
Sorvete numa esquina
cerveja na outra.
Recados, abraços,
problemas parecidos.
Regras, cálculos
Música, Poesia
Alemão, Português
História, Arte, Geografia
Matemática, Inglês
Deutsch, Ciências, gritaria
Leseprojekt. Educação Física
Sachkunde, pátio, enfermaria.
Canto, alfabetização e dança
para mim e para as crianças.

Deisi Perin