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sábado, 30 de julho de 2016

sexta-feira, 6 de novembro de 2015


quem dera em
plainos desertos
de braços abertos
sentirmos a água
que cai excessiva
e encharca as finas
e grossas areias
transborda oásis
e sacia...

nossa sede animal.

Ades Nascimento .

domingo, 10 de fevereiro de 2013


O que se busca além
dos prazeres do sexo?
Além do silêncio
cênico do gesto?
Além do que penso,
vendo ou empresto?
Além do lancinante
esplendor do verso?
O que se busca,
senão o estranho,
extenuante e desconhecido
complexo?

Ades Nascimento

quarta-feira, 28 de novembro de 2012


Quero um poema com sabor
de regozijo que cachorro não lambe,
com cheiro de crime hediondo,
bestial – uma lâmina que tange –
precisa e ao bem se opondo.

Ades Nascimento