Mostrando postagens com marcador joel lira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador joel lira. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MARQUÊS DE POMBAL



Sebastião e Melo, Marquês de Pombal,
que foi Ministro d’el Rei D. José primeiro,
homem influente nas leis de Portugal,
tem porta aberta em Lisboa ao forasteiro!

É majestosa a estátua lá na praça,
e com seu nome dão ao sítio o lugar.
Será que o Leão e ele, acham graça,
do metro que por debaixo está a passar?

Marquês, dás sempre mais alma a quem lá passa.
És palco principal das manifestações!
E os que de ti ainda hoje dão chalaça

são de Lisboa a incúria e a desgraça…
E tu, Marquês, na figura de tanta raça,
dás a todos os Lisboetas as Saudações!

Joellira
28.06.2011
(soneto) . bilhete postal


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

EMIGRANTE


Também eu caminhei
com destinos (in)certos,
montes, vales,
mares e desertos
- como o Caracol –
ao frio e ao Sol!

Também eu encontrei
povos diferentes,
costumes, culturas,
regimes, Invernos,
em cada palmilhar
negócios de infernos!

Também me cruzei
com ateus, crentes,
descrentes,
árabes, hindus, cristãos,
aprendendo e ensinando,
e, de braços abertos, cantando!

Por tal,
eu sorri, eu chorei,
neste mundo imundo.
Com uma mão cheia de vida,
longe da brisa da “Mãe”,
e sem uma voz amiga,
corri sob um Céu cintilante…
Assim,
Também eu fui o que tu hoje és:
- Emigrante!

Joel Lira             




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SOU

  
Creiam-me. Acreditem-me. Eu sou assim:
Tenho defeitos como todos os mortais.
Nasci para dar amor e uma paz sem fim
a todos os que me amam e a outros mais.

Gosto de todos vós. Vocês, estão comigo.
São parte da minha vida e convosco estou.
Não sei o que é viver em paz com um inimigo?!
Só sei que vos amo a todos. Sou como sou!

Para uns serei mais um anjo aqui na Terra.
Para outros, talvez, seja alguém especial?!
Alguém que se deseja, como eu também desejo…

Creiam-me que também eu erro, mas sem guerra.
Sou homem simples, humilde, pouco normal…
Sou pessoa que, como eu, eu mal as vejo!

Joellira
(soneto)
13.9.2011


sábado, 9 de setembro de 2017

ENFARTADO


Desculpem lá este mau feitio do meu ser,
quando digo ao mundo que dele me fartei…
Fartei-me da enfartação de ouvir maldizer,
daqueles que andam cá sem roque, sem rei!

E dos empatas, nem vos falo. São horrorosos.
Não fazem, nem deixam fazer. São empecilhos.
Enjoei-os. Se não suporto ver preguiçosos,
muito menos tê-los comigo em andarilhos.

Estou fartinho desta fartura desumana,
que à minha mesa não se senta, não engana.
Perdoem-me. Não os quero sentir por cá, nem vê-los.

Se eu fosse Aleixo, talvez lhes escrevesse,
aquela máxima que todos bem a conhece:
Conhecê-los, amá-los e depois, come-los…

Joellira
( soneto )

2.09.2011 – Estados d’alma

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

AMOR SEM GUARDA!



Deixa que te diga o que tu queres saber:
Eu sempre soube que o teu olhar é meu
e que a tua alma está dentro do meu ser,
no ser do mundo que é tanto meu como teu.

Viemos ao mundo novamente para viver.
o que ficou suspenso, renasceu agora.
Não há leis que contrariam o nosso querer
por isso desejamo-nos a toda a hora!

Não há proibições no desejo que anda à solta,
nem o proibido do fruto do mais apetecido,
nos proíbe de amar o que está à nossa volta!

Esta loucura louca, está louca e tem sentido,
porque voltámos ao tempo atrás já vivido
neste tanto amor louco que não faz escolta!

Joellira
( Soneto )