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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O filósofo




Quando penso nos tempos de outrora
Meu olhar se perde em desventura
Triste vejo o vago desta hora
Sou um lago sereno de amargura.

Minha boca não sabe de outro beijo
Sem desejo ativo morto - vivo
Sou um vulto pálido doutro tempo
Que saiu de algum livro asombrativo

E se choro as lágrimas são de plástico
Quando batem no chão ninguem escuta
Sou filósofo, não sei de metafísica
Alma tísica à espera da cicuta.

Evan Do Carmo 

terça-feira, 8 de outubro de 2019



Intelectuais se perdem em suas retóricas
Intelectuais se perdem em suas retóricas para no final do discurso admitir que nada sabem, enquanto que poetas não se esforçam para dizer aquilo que não compreendem... fazem poesia.


Evan Do Carmo

 10 de março de 2011

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Findo o inverno


Chegou o fim do inverno
Aquelas noites serão esquecidas
Onde braços e bocas se entendiam
Findo o tempo, quando almas e corpos
Flutuavam num único pensamento.

Chegou o fim do inverno
Resta-nos a primavera
Quando florescerão as flores
E os amores, que entre cores
Desenharão sonhos... Quimera.

A saudade repousa junto ao mar
Junto ao fogo da nossa incandescente lareira
Onde nossos corpos se uniram
Se derretendo, formando gotas
De vida de uma imponente cachoeira.

Por que fomos tão rápido,
Do paraíso ao inferno?
Ou foi pequeno nosso empenho
De inverter as estações
De mudar a posição dos astros
E perpetuar nossa paixão

Em eterno inverno?


Evan Do Carmo 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O filósofo


Quando penso nos tempos de outrora
Meu olhar se perde em desventura
Triste vejo o vago desta hora
Sou um lago sereno de amargura.

Minha boca não sabe de outro beijo
Sem desejo ativo morto - vivo
Sou um vulto pálido doutro tempo
Que saiu de algum livro asombrativo

E se choro as lágrimas são de plástico
Quando batem no chão ninguem escuta
Sou filósofo, não sei de metafísica
Alma tísica à espera da cicuta.


Do quase possível.

A ideia de um mundo quase possível
onde as flores falassem,
e que as mulheres fossem só perfume.

No quase possível os homens não falariam de paz,
não! Apenas viveriam em paz... Sem ditador
sem guerra ou discidentes.

A praça seria dos namorados
e não dos meninos abandonados.

Em um mundo quase possível
poetas não morreriam,
se encantariam...


 Evan Do Carmo