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sábado, 28 de novembro de 2015

Somos reféns de nossas angústias diárias

Somos reféns de nossas angústias diárias
Todos os dias morremos um pouco
Esquecemos, perdemos, desistimos
Procurando por algo que está dentro de nós
Difícil manter-se a salvo de tanta dor
E que remédio poderia curar tantas feridas
Já não acreditamos no tempo
E muito menos em nós mesmos
Sufocar sonhos se tornou uma rotina
E preferimos sempre aquela cômoda mentira
É mais quente e seguro aqui
Nos braços de nossas velhas desculpas
Devemos tantas satisfações ao mundo a nossa volta
Que mal temos tempo pra mudar de direção
É o convencional, o metódico, desviando nossa atenção
As pessoas te dizem: "Não saia do riscado"
Covardes somos e muito caro pagamos
O que sacrificamos por um pouco de aceitação
Muito mais valeria empregado em novas buscas
Algo que certamente nos traria mais motivação.

Evandro Sugahara

Estive certo?


Medi limites, mudei de ares
Criei, destruí, menti, desmenti e caí
Fui a lona, levantei mais uma vez
Mas a troco de que? Em nome de quem?
Fiz por amor, por dinheiro ou por orgulho
Errei, reconheci e errei de novo
Duvidei, confiei, acreditei e perdi a fé
Mas ainda estou aqui sem saber pra onde ir
Nunca deixei de questionar
A contestação esteve sempre no meu destino
Nada saiu do lugar e ainda perdi muitos amigos
Me dê uma boa razão pra continuar
Começo a crer que estou no caminho errado
Que fiz as escolhas erradas
E que vou pagar caro, o preço é alto
Duro admitir, mas os outros que estão certos
Minhas razões já não valem nada
Visto que nunca estive certo
O correto é baixar a cabeça e ser mais um
A submissão é uma forma de felicidade
Em meio a um circo de piadas sem graça
O que me resta é rir com os demais E bater palmas pra quem me manipula do picadeiro
Pois o show tem que continuar.

Evandro Sugahara