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sábado, 11 de janeiro de 2014

A POESIA DE AGORA PODERÁ VIRAR A POESIA DE OUTRORA


A POESIA DE AGORA PODERÁ VIRAR A POESIA DE OUTRORA -- Walter Benjamin, em 1926, predizia: “No futuro, antes que alguém abra um livro, desabará sobre seus olhos um turbilhão de letras móveis, coloridas, conflitantes. Nuvens de letras-gafanhotos. As chances do mundo do livro serão reduzidas a um mínimo. E os poetas terão que se tornar especialistas em grafias e diagramas para enfrentar o desafio das novas tecnologias.” (trecho da entrevista do poeta Augusto de Campos, feita pelo poeta Claudio Daniel).

fonte : Rubens Jardin

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Augusto de Campos, 14/2/1931. O nosso poeta maior fala em entrevista ao Claudio Daniel, sobre o fazer poético.

"— Trabalho todos os dias, mas poemas, mesmo, faço muito poucos. Traduzo muito mais poemas alheios do que faço os meus próprios. É uma forma de aprendizado, de crítica criativa e de conversa inteligente. Armazeno informações e me preparo, sem pressa. Mas não planejo racionalmente poemas. Uma forma, uma frase, uma imagem, um fato, uma emoção, uma palavra podem constituir um indício e precipitar um momento de tensão, a partir do qual se desencasula o poema, que, então sim, depois da chispa inicial, pode ser controlado, desenvolvido e aperfeiçoado com o know how adquirido. Não desdenho o acaso, ao qual até já dediquei um poema.


Fonte:  Alice Ruiz