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sábado, 13 de outubro de 2012

FRONTEIRAS




Havia um compasso de espera
Um tanto estranho
Fronteiras de silencio
Demarcam o tempo
Onde estou eu nessa estrada?
Caminho desatento
De encontro ao vento
Desalento
Iludo meu coração
Afogado em solidão
Hummm.. hummmm
Um blues baixinho
Ressoa em meus ouvidos
Onde estará o cantor?
Alma aprisionada
Agonia-se com o lerdo passar das horas
Caminho desatento
De encontro ao vento
Fronteiras de silencio e solidão
Demarcam meu coração
No fim da linha do arco-iris
Perde-se a voz do cantor de blues

Sayonara Melo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Tropecei nos mistérios de ser gente
Sacudi o mar e as montanhas em busca de respostas
Havia no azulado do céu, a desconformidade dos dias não aproveitados,
dias estranhos, vãos, onde a juventude se esvai no calor de uma manhã, num sopro, num suspiro de vento...

Consultei então os astros, luzeiros guias da existência,
que também nada me disseram e quietos, solitários, impávidos continuaram pendurados no amplo espaço
Só a lua, paciente, fitou-me sorridente e, ternamente, pediu-me:
Silêncio!

 Sayonara Melo

O DERVIXE


 
No meu céu sem estrelas
Não brilha o sol
Não surge a lua
A noite é sempre escura

Eu choro o tempo todo
Por dentro de mim
Eu chovo o tempo todo
Por fora de mim

Choro e chovo
Por dentro de mim
Chovo e choro
Por fora de mim
Por fora e por dentro
Por dentro e por fora
Rio de lágrima que se forma e
Escorre da nascente dos olhos
E passa correndo ao longo de mim

Homem/mulher/rio...
O frio me consome
Assim como as noites insones
E as saudades e os amores sem fim

Carpideira solidária
Às dores alheias
Vou entre lamentos e cantos
Misturar-me aos desabrigados
Da sorte, servir de escudo
Ao guerreiro deixado a morte

Sob o meu céu inacabado
Ao longo das eras
Lanço a sorte por terra
Num jogo de dados viciados
Ou num baralho de cartas marcadas
Serei eu rei de ouros ou de espadas, de paus ou de copas?
Rainha senhora dama louca de um mundo inventado?
Ás, “joker”, coringa, tolo, idiota
De um reino maravilhoso e distante

Vou...rumo ao desconhecido
Com a cabeça latejando...
Sem um instante de descanso
A solidão me serve de manto

Vou...em silêncio, ao abandono do tempo que não passa
Ao sabor das horas amargas
A escuridão é minha única morada

Por enquanto... Em círculos, por esse mundo, vou girando...

 Sayonara Melo