Mostrando postagens com marcador roberto prado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador roberto prado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de março de 2017

a volta triunfal


aqui vamos fazer nossa casinha
ali a fábrica não ficará muito longe
uma escola com vista pra montanha
e o templo sem imagem nenhuma
desta vez não vamos sujar o rio
nem inventar leis desalmadas
apenas novamente simples heróis
descobrindo mundos, trocando fraldas

(Roberto Prado)
pobreza na velocidade máxima
não dá para acelerar mais
agora já preciso de óculos
não consigo enxergar quais
pra onde vai o brasil?
cisco no olho
ou torpedo no céu de anil?
miséria na velocidade mínima
será que não vai parar mais ?
agora já preciso de músculos
não consigo segurar tais
pra onde vai o brasil?
cisco no olho
ou torpedo no céu de anil?
.

(Walmor Frank Goes, Roberto Prado, Antonio Thadeu Wojciechowski e Marcos Prado)

domingo, 21 de junho de 2015

panorama da ponte que partiu



eu tinha lá minhas dúvidas
naquele tempo nada mais normal
passaram toneladas cúbicas
debaixo da ponte sobre o rio tao
guardo ainda uma ponta de súbitas
o tempo teima em não me fazer mal
ideias doem, algumas ainda úmidas
vai, água suja, ardo mas digo tchau


(Roberto Prado)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Imperativo da primavera


humano, assuma o ar silvestre
época de amor conforme o calendário
flores façam tudo o que não digo
coração, aceite o eixo terrestre
ninho esta vida leve no bico
viva de brisa o papo sozinho
estações, aqueçam seu poeta
primaveras, passem com carinho

(Roberto Prado)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

sim e não


os problemas ficaram pequenos
penderam entre o sim e o não
quando tudo era mais ou menos

a dúvida nunca foi o meu cruel
há muito perdi a conta
de quantos quero ver no céu

certo, errado, cabeça tonta
viva quem coloca a bomba
e viva quem a desmonta

(Roberto Prado)

domingo, 17 de novembro de 2013

De repentes

vôos repentinos
poemas
tristes pétalas
desfaça as malas
belezas doem
se você quer
levá-las

Roberto Prado

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A culpa no cartório



O remorso, pesadamente,
adentrou o auditório.
Pediu a palavra,
abriu um dicionário.

Mas, como culpa puxa palavra,
que chupa outra do estoque,
sob apoio ruidoso da claque,
negou qualquer aparte.

Reclamando da sorte,
sacou do bolso do colete
a lista telefônica
de Nova Iorque.


(Roberto Prado)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

becos



 

hoje quando voltei da rua
trouxe comigo – nítida –
a ideia de não ter saído do quarto
e vaga sensação de cansaço como álibi invisível
assim como meus passos na rua:
eu entre
os invisíveis
homens
da rua
que olham através da minha carne
e passam

mas não me sinto triste
antes debruço sobre tudo que enxerguei
e me perco em avenidas que não conheço
e nem deixo rastro
(por isso não sei voltar)

estou tranquilo
e o abajur escancara
minhas retinas
os barulhos
da casa
são dispersos

estou tranquilo
enquanto tudo
dança

(meu coração é um
hospício e meu
passo à casa)

calmo abro todas as portas de entrada
e à rua vou como quem procura portas
como quem se perde em ruas que não conhece

mas
sem
saudade

(Marcos Prado)


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

panorama da ponte que partiu





eu tinha lá minhas dúvidas
naquele tempo nada mais normal
passaram toneladas cúbicas
debaixo da ponte sobre o rio tao
guardo ainda uma ponta de súbitas
o tempo teima em não me fazer mal
ideias doem, algumas ainda úmidas
vai, água suja, ardo mas digo tchau

(Roberto Prado)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

brindo


saúdo

louvo

aleluia



honra

e glória

a todos os que ave

e dão vida e graça

a este meu

salve salve



(Roberto Prado)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Dez Mandamentos

Delire na criança
não bula na flor
pense estrelas
não rele no bicho
gire o sol
não zombe do bem
sofra uma lua
não duvide do amor
acredite nos amigos
e não saia da sua.

Roberto Prado