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sábado, 9 de maio de 2020


ora, não me querias distante?
pois toma, agora,
mais um trago de ausência
já que, da minha permanência,
nada valeu, nem foi o bastante.
Lúcia Gönczy

sábado, 16 de fevereiro de 2013



Eu vejo através da lente do passado.
Você vê? Você sente? Você pode entender?
Tudo tão claro...
O mesmo roteiro...
A história que se repete, se repete, se repete...
E, de repente, a natureza vem - dá o troco.
O mais triste?
-"A gente "parece" que nunca aprende"!
Lúcia Gönczy

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

contrato

quero a pérfida palavra

o sumo, a acidez da verdade

e no mais,

não quero nada

a não ser a essência

do último trago

e se isso significa veneno,

não me importo;

prefiro a morte rápida

a ser enganada de forma

homeopática

pensas: fazendo assim talvez

ela sofra menos...

saiba: este teu jeito absurdo

de entender o mundo

desacata meus sentimentos

e não me poupa a fragilidade;

compulsiva-me sim, a odiar-te

bem mais do que te amei.





Lúcia Gönczy

Condicional

para a moldura

[paredes]





para o silêncio

[a fúria das cores]





para a liberdade

[o ventre]





para a vida

[intensidade]





no caminho

[somente]





aqueles que pulsem juntos









Lúcia Gönczy

Rotina

A onda passa

nas costas, girassóis ...

fúlvio é o caminho;

as moradas.

O sono adverte:

sonhar é bom;

use com moderação.

Depois,

a onda vem

meio louca meio turva meio nada

Quem sabe dos meios

conhece o fim.

Amanheço.

Só.

Amanheço só.



Mais um dia.
...



Lúcia Gönczy

(ST)

nem todo ritmo é luz

nem toda onda nada

o etéreo nem sempre vaga

a pista nem sempre ata

o beijo nem sempre é língua

a transa nem sempre é gozo

fugaz não quer dizer nada

o corpo nem sempre é osso;

sonoro também é ausência

de nada que nada vale

presente não é passado

senhor das horas, do tempo

nem toda ferida sangra

nem todo ungüento sara

aurora quase boreal espalha

vento fumaça fuligem

no ser que tudo abraça

nem todo abraço afaga

traço meu traço vago

à lápis à vida

cansaço

no punho,

aço.



Lúcia Gönczy

cálice

ora, não me querias distante?

pois toma agora

mais um trago de ausência

já que da minha permanência,

nada valeu, nem foi o bastante.


Lúcia Gönczy

terça-feira, 22 de março de 2011

Porque hoje é verão


e o silêncio faz inverno

no meu peito,

Deixo-me preencher

deste vazio inexorável

da tua ausência

absoluta



Lúcia Gönczy

ENGANO (ME)

Finjo que não ligo



Meu pensamento

me condena



A verdade é bem maior

do que este quarto escuro



Quanto mais afirmo

que não amo



Minto.



Lúcia Gönczy

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Capitu

Capitu




Nunca mais

olhos de ressaca

desejos, inconstâncias

nem sonhos pueris

em mim, esta lagoa rasa

afoga memórias

cuja profundidade

fazia valer o perigo.



que se guarde sempre:

para continuar vivendo -

viver!





Lúcia Gönczy

[In] Confissão

Continuo escrevendo pra você...



certo que, bem menos.

menos tempo

menos entusiasmo

menos amor

mais cansaço.



Entretanto, conservo-o

vivo e quente na memória

da pele, do cheiro, do tato.



Certo...

Cada vez menos reticências,

carências e síndromes de abstinências-

que ratificam a espera impugnada;

os laços em nós, desatados.



Não sinto mais ausência nem

dor;

Só apuro os fatos, e ...sem querer,

novamente me delato:



Sim, eu ainda te amo!



Lúcia Gönczy

domingo, 12 de setembro de 2010

Joio

vivo na cidade

[grande]

o asfalto me engole toda

[todo dia]

junto, apatia- ignoro

...como vou?...

sou um tsunami de sentimentos

incertos

onde a verdade é só um pano

de fundo

poucas pessoas fazem

parte do meu mundinho

de resto, deleto direto -

papai-noel não existe!



Lúcia Gönczy

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ora, não me querias distante?


pois toma, agora,

mais um trago de ausência

já que, da minha permanência,

nada valeu, nem foi o bastante.

Lúcia Gönczy

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"sem que isso


te diga nada"

o que transpiro

já não é suor nem mágoa

é só água salgada

gotejando do meu peito

Lúcia Gönczy

http://luciagonczy.blogspot.com/

domingo, 8 de agosto de 2010

já não conto.


há tempo que horas

são segundos

meses - dias

também não falo alegrias

minhas tolices são

todas pueris

ainda gosto de brincar

com a boneca que

existe em mim

mesmo que

deslizem as pedras

e a vida

nem sempre tenha

as matizes que colori



ainda assim

eu cuido de ser feliz

sábado, 12 de junho de 2010

Grau

sorte sua,

a minha

hipermetropia.

por conta disso,

de perto,

nunca enxerguei

direito

seus defeitos.



Lúcia Gönczy

quinta-feira, 13 de maio de 2010

afeto

não quero

cometer

um

novo

suicídio

.

.

.
cansei de morrer


Lúcia Gönczy

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Condicional

condicional


para a moldura

[paredes]

para o silêncio

[a fúria das cores]

para a liberdade

[o ventre]

para a vida

[intensidade]

no caminho

[somente]

aqueles que pulsem juntos

Lúcia Gönczy

*

http://luciagonczy.blogspot.com/

segunda-feira, 3 de maio de 2010

se...

se...

se teu coração desenhasse
sonhos
madrugadas proibidas
fossem memórias
quentes
invólucros naturais
de sensações palpáveis
notas que por si só
vibrassem
loucas línguas
salivassem
partículas heterogêneas
desprendessem
transmutassem
e entre si
amalgamassem...

...seria a química perfeita
meu amor!


Lúcia Gönczy

segunda-feira, 26 de abril de 2010

se...


se teu coração desenhasse

sonhos

madrugadas proibidas

fossem memórias

quentes

invólucros naturais

de sensações palpáveis

notas que por si só

vibrassem

loucas línguas

salivassem

partículas heterogêneas

desprendessem

transmutassem

e entre si

amalgamassem...

...seria a química perfeita

meu amor!

Lúcia Gönczy

http://luciagonczy.blogspot.com/