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domingo, 7 de abril de 2013



"Presente em tudo e sempre oculto, serpente / verde e imóvel entre a folhagem, imagem / que não se vê nem ouve-se mas sente-se / perpassar todas as formas que armam / nosso breve arco riscado à giz de nuvem / sobre a impalpável escuridão do mundo" 
(Antonio Moura)


 “Nunca buscamos as coisas / mas sim a busca das coisas. / O rei está rodeado de gente / que não pensa senão em divertir o rei / e impedi-lo de pensar em si mesmo. / Com o coração oco / e cheio de imundície / corremos despreocupados / para o abismo / -- o último ato, / sempre sangrento, por mais belo / que tenha sido o resto da comédia.
 (Antonio Moura)


"A morte desmonta relógios. A cada dia, a cada hora, mundo afora, por onde passa. Relógios-pássaros atravessados por dardos – ponteiros -- certeiros – em pleno vôo. Relógios-leões com vastos minutos de juba, nuvens-relógios que brisam um só segundo”.

 (Antonio Moura)