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terça-feira, 7 de junho de 2016

meu


Decerto, os meus poemas
São lunáticos
Visto que descerram a vida
Dos seres apáticos
Não precisam de palmas
Para subirem à tona
Vermelha é a cor da chama
Que flamba o coração do homem
Que simplesmente ama
E com o impulso da alma
Plana.


(Adelaide N.)

domingo, 21 de junho de 2015

MEU



Decerto, os meus poemas
São lunáticos
Visto que descerram a vida
Dos seres apáticos
Não precisam de palmas
Para subirem à tona
Vermelha é a cor da chama
Que flamba o coração do homem
Que simplesmente ama
E com o impulso da alma
Plana.


(Adelaide N.)

sábado, 11 de janeiro de 2014

DAS SEMENTES DE ONDE VIM



Sobre a caixa que reveste
O meu cérebro de bem te vi
Um campo de capim
Amarelo cor de ninho para por meu coração

Para dormir quando a noite vem
Olhando o céu e a sua imensidão...
Mas quem disse que esse menino dorme?
Dorme não!!

São nessas horas quando todos dormem
Que o meu coração sai de fininho
Em silêncio e sem ninguém ver
Voa para bem longe

Em busca de sementes para florir o chão
Que cobre a minha cabeça...
E pela manhã ao acordar eu não me surpreendo
Com o cheiro do mato verde que desperta os meus sentidos

É que as flores me são brotadas nas madrugadas
E durante todo o meu dia...
Eu faço de conta para poder viver em paz
Que o perfume que me inebria não é esse que vem de mim

Mas de um outro qualquer que costumo usar
Que tem no seu nome uma marca de fantasia
Para ter o que falar se me perguntam...
Os superficiais!!


(Adelaide N.)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O BOM COMBATE



Eu não estou chorando,
relembrando os meus natais
de quando eu era criança,
ao lado dos meus irmãos, meus pais..
Eu estou sorrindo, não vê, não lembra mais?
É natal, tenho dois pane-choco-tones, na mesa
E eles são divinais!!
É assim, com certeza, mordendo toras de pães
que mulher corajosa faz,
para engolir o choro, que a saudade traz!!


(Adelaide N.)

sábado, 28 de setembro de 2013

MULHER, Muito Prazer



Meu peito é o meu escudo
Minha força e o descanso roxo
Em que deitas a tua cabeça, amor
E eu te acalanto
É o alimento branco em flor de manacá
E com ele eu luto
Contra um mal que eu não escuto
Pois se
O bem que mora em mim
Tem pétalas estendidas em texturas de carmim:
Ecoa vida em meus jardins!!
Faz barulho sem ter fim!!
Qual espanto silencioso há de calar a voz
Dos meus internos tamborins?


(Adelaide N.)

sábado, 10 de agosto de 2013

MÃOS DE PEÃO


Laçam bois, e tocam boiada, como ninguém
Mãos de peão
Não sabem o que é polimento
Não usam cremes nem hidratantes
São belas de nascimento
E são com elas que fazem o sinal da cruz
Antes de partirem para a lida
Das novas empreitadas
Roçam o mato, plantam as sementes, colhem os grãos
Ou não, se a seca mata
Mata a plantação
Mas não mata a sede do peão
De ver nascer de novo, a floração
O pé de milho, o pé de alface, o pé de feijão...
E por aí vão, cantando e gemendo
As dores, e as alegrias 
De quem vive no sertão 
Não se cansam nunca, segundo eles
Homem cansado é homem fracassado
Um pingado de pinga com mel
No final do dia
Faz a mão do peão, tirar o seu chapéu
Levar o copo à boca, de uma vez só
E olhar para o céu
Como se Deus lhe sorrisse
E Deus sorri, acredito, satisfeito
Com esse povo crente, apesar de sofrido
De onde vim.

(Adelaide N.)

GUERRA E PAZ



Porque emprestas tua beleza à rosa 
Que me faz viver 
É que sorrio 
E amo-te 
Acima dos campos 
Minados de sombras, bombas que matam 
Ou de luzes artificiais 
Amo-te, com o fogo da minha alma

Essa, que me sinaliza 
Onde quer que te encontres 
Me acende os sentidos 
E me empurra ao encontro de ti 
De baixo para cima 
Ou de cima das cachoeiras 
Eu não caio 
Eu voo 

Até o arco íris 
Eu escorrego nas suas cores 
De olhos fechados 
Para sentir a surpresa do que me espera 
Flores, beijos, poemas, canções... 
O conforto que necessito 
Está em ti 
Se não estás possuído 
De outras febres e tiranias... 
Que não são minhas.

(Adelaide N.)

domingo, 4 de agosto de 2013

FLOCOS SOBRE A RELVA


 
A freqüência dos meus passos
Sobre as tuas terras em nada foram alterados
Passo todos os dias
Por tuas plantações de algodões suspensos
Todos dias...
 
Estico os braços na vã tentativa
De tocar os flocos, e os pássaros que ali passeiam,
Mas, eu não alcanço o céu, ainda
Sou pequenina e as minhas asas, sem direção
Não sabem voar sozinhas.
 
Eu não me desespero mais,
Eu te espero, deitada na relva
Com olhares di,versos para o celeste.
Hora estou sonolenta, hora estou atenta
À formação dos desenhos que o vento risca.
 
Leio palavras invisíveis por detrás das imagens
Eu choro, eu sorrio, eu extasio
Por tanta beleza vista...
Neste mundo teu, meu amor, sou estrangeira
Sem ser da vida, turista.
 

(Adelaide N.)

POSSE DE PASSARINHO

POSSE DE PASSARINHO

Um passarinho cruzou o meu caminho
Cantou tão docemente aos meus ouvidos
Que parei para escutá-lo
Ele parou também

Para o meu espanto
Voou para mais perto
E cantou um canto ainda mais belo
Apenas: Posso?

E pousou em meus cabelos
Fez um ninho em minha cabeça
Fez ali a sua morada, e hoje
Deita, canta, ama, dança, e rola solto

Em meus pensamentos
Não me deixa só
Como se adivinhasse que preciso dele
E que eu não posso mais
Viver sem ele.


(Adelaide N.)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A beleza dos escombros

O mundo dá voltas
Feito um redemoinho..
Qualquer dia desses eu te chamo
Para ver como ficou minha casa
A beleza dos escombros
Após o furacão
Que você e eu presenciamos
Do alto
Das nossas pernas bambas.



(Adelaide N.)

A BELEZA DOS ESCOMBROS



O mundo dá voltas
Feito um redemoinho..
Qualquer dia desses eu te chamo
Para ver como ficou minha casa
A beleza dos escombros
Após o furacão
Que você e eu presenciamos
Do alto
Das nossas pernas bambas.


(Adelaide N.)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

SÓ DEUS SALVA


Meu pai nunca foi bom na lida com o dinheiro.Funcionário público aplicado,o pouco que ganhava, gastava com alimentação, moradia e com a educação dos filhos seus.Se um de nós adoecia,Maria, minha mãe, nos acudia,mas era o bolso do papai que padecia pois não confiava nos serviços nem no tempo de espera do INSS.Pagava tudo particular.E lá se vai um meio século e um tiquinho mais...Nada mudou.Nossos sonhos ainda são os mesmos e a sigla SUS aparece,vez em quando,quando a gente adoece .Dói o corpo e dói a alma, principalmente,saber que nada mudou.O INSS virou SUS e Jesus Cristo é o mesmo!

O Espírito Santo, o Filho de Deus

e só o Nosso Senhor salva!




Adelaide N.

terça-feira, 23 de julho de 2013

INVOLUNTARIEDADES



Se todos os meus dias fossem meus
E eu pudesse ser somente eu
Meu coração seria teu
E quanto feliz seria
Bater apenas á alegria
Deste prazer enorme...

Meu coração não dorme
Abre a porta de mim à qualquer hora
Que resolves me adentrar
Entre um tempo e outro
Estou e estarei constante
Á te esperar, meu bem

Mas, existe o intervalo
Entre um tempo e outro, e são nestes
Que certas tristezas entram na minha casa
Oportunistas que são
Me invadem sem pedir licença
Pingam gotas de vinagre nos meus olhos

Amarram as minhas mãos, me invalidam
E no teu retorno, muitas vezes, não sou eu
A mulher que te espera
O puro fogo que arde em brasas, não apaga
Sob as cinzas de uma aparência
O meu desejo vive, e o meu desejo sou eu.


(Adelaide N.)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

pro W



Deverias vir, como não?
Para debaixo das minhas transparências
Estes véus com que me cubro
Desejam-te, tanto
Com um amor pintado de rubro
E sete flores tatuadas
Salpicadas neste corpo
Ameaçam desprenderem-se, juntas
Com o suor que brota dos meus poros
Por pensar-te, querer-te...
E não te ter aqui
É mostra que não me convence
Posto que vejo-te, sinto-te
Preso nos contornos
Dos meus olhos embaçados
De vapor e água
Sim, são estas, as minhas lágrimas
As nascidas das minhas certezas
Que apenas tu, vida minha
Compõe-me, incessantemente
E a minha natureza
Não me deixa dizer mais nada
Cala a minha boca
Com o teu beijo que vem de longe.  

Julia Ninck


domingo, 30 de junho de 2013

Poeta e Poesia


Menino, eu não morro, nunca
Se tu vens ao meu encontro e me conta,
Sobre os dias teus

Esta ternura com que me olhas
Esta candura com que me falas
Diz-me, meu anjo, sobre esta imagem:
Serás tu, verdadeiramente, ao lado meu?
Ou serei eu, que de tanto pedir à Deus
Mais poesia sobre a face terra,
Vejo-te, ou começo enxergar miragem?
E todo o meu amor à tua beleza encerra.

Menino, eu te amo, amo
Quando chegas assim
No começo do dia, BOM DIA, VIDA!!

Beijas à minha mão, e eu te abençoo
De alma e coração
Dá-me o teu sorriso, e eu estendo-me
Em teus braços infantis, te escrevo
E em meio às tuas estripolias,
Meu coisa mais linda, a minha juventude vive
No reino eterno da poesia
Deixo correr nossa vidas, minha vida..!!


(Adelaide N.)

sábado, 15 de junho de 2013

CIÚMES??? ESPIA SÓ...


É um muso rebelde esse
A quem chamo de meu amor
E para quem dedico os versos
Deste meu pobre coração pregresso
Nessas questões do sempre amar, amar
Sem muito ter que reclamar

Porém eu não sabia
Que o porém já existia nas belas terras da poesia.
O meu muso todo prosa
Envia beijos para outras moças, corações, canções
Entrega cartas, bilhetes, poemas, em outras freguesias
E para mim, oh ironia, nem um olhar de espia!!!


(Adelaide N.)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MMXIXMMVXXLMCIIIX...



Quisera eu pudesse ser, seria
Dentre todas que te querem, eu me queria
Em sendo tua, e mais ninguém
Única companhia.
Pudesse eu te ter, teria
Só para mim.

(Adelaide N.)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

SER IMPERFEITO




Não sou perfeccionista
Deus me livre de tal benfazejo
O vicio está na excelência
Do mundo que vejo
E nas coisas que realizo
No silêncio
Eu centralizo-te
E tento, com os meus desejos
Cometer maus feitos, pequenos delitos
Para ganhar atenção dos aflitos
Iguais a mim
Eu faço de tudo, para me aproximar de ti
E ganhar a imperfeição, no GRITO!!!

(Adelaide N.)


sábado, 13 de abril de 2013

CONFISSÕES



 
para o tanto de amor que te tenho, aqui
tenho-o guardado
o tanto que ainda não me ofereci, assim
como sou, como nunca viste
sentiste, algumas vezes
que de mim fugiste?
 
fugiste!? sentiste!?
pouco, muito pouco...!!!
belo, nada há que eu te possa comparar:
nem o tanto que te tenho
nem a dor que me devora a carne
nem a alma que só te quer amar
 
vivo, a suspirar teu éter
e quando me desapareces...
vertigens, confissões de êxtases
segregam mortes
mas o corte que o instante encerra
diz à vida, que teu ser enterra, em mim.
 
(Adelaide N.)

sábado, 16 de março de 2013

Sombras e Jasmins



Poderes eu tivesse
De invadir tua alma, por certo
Eu invadiria, sem temer a minha morte
Ou qualquer tipo de sorte
Pela minha extrema ousadia, e destemor
Diante do amor
Passava horas sem fim, dentro de ti
Em francas discussões de mim
Das minhas pretensões, ao pensar jardins
Naqueles teus lagos mais obscuros
Onde as sombras, por vezes
Impedem jasmins.

(Adelaide Ninck.)