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quinta-feira, 16 de março de 2017

"Em dias de carência, lê-se poesia
ancestral amiga que ao primevo
sagrado me religa;
Em dias de vazio, lê-se poesia,
velha companhia que me renova,
de fio a pavio, a alma em trova,
entusiasmo e fantasia.
Em dias de desalento, lê-se poesia,

Sutil instrumento, ferramenta do dia."

 (Ademir Martins)

O Brasil dói

"O Brasil dói que nem dente
O Brasil dói que nem ouvido
O Brasil dói que nem falta
de dente e de ouvido
O Brasil dói que nem pau-brasil, cana, gado, borracha, ouro...
O Brasil dói que nem pindorama
O Brasil dói de história
O Brasil dói de falta de história
O Brasil dói de carochinha, de boi dormir...
Boi morto... tempo morto...
O Brasil é quase aborto
O Brasil dói de ter sido descoberto
O brasil dói de ter sido encoberto

O Brasil dói pra caralho!" -

(Ademir Martins)