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sábado, 20 de outubro de 2012



o que há dentro do ninho?

talvez
uma esquina de pedra
uma salmora verde
fissuras na leveza
parcos restos
Parcas cantando ausências

mais certo é que seja
um segredo branco
- cuja senha jamais revelada era “tarefa da luz” -
desmanchado
por mãos cautas

mãos que cuidam demais

do destino

Poema de Rubens da Cunha

sábado, 22 de setembro de 2012

o que há dentro do ninho?



Talvez


uma esquina de pedra

uma salmoura verde

fissuras na leveza

parcos restos

Parcas cantando ausências



mais certo é que seja

um segredo branco

- cuja senha jamais revelada era “tarefa da luz” -

desmanchado

por mãos cautas



mãos que cuidam demais



do destino


Rubens da Cunha.





sábado, 21 de maio de 2011

Eu vi uma nuvem mesmo.


Eu disse: vira tigre, nuvem!, ou então vira peixe, formiga, cavalo-marinho.

E a nuvem teimosa retrucou-me: sou nuvem, querido, nuvem! não me venha com animalidades terrenas. Sou alta e etérea, querido, alta e etérea! por que será que você tá aí embaixo, mínimo, com a cabeça levantada, tentando me animalizar? Olha pra você, seu animal incapaz de vôo!

E a nuvem virou-me as costas e seguiu, alta e etérea, como disse-me que era. Eu me curvei humilhado e mais humilhado fiquei quando percebi que um bando de borboletas rindo da minha cara