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domingo, 9 de abril de 2017
sábado, 24 de dezembro de 2016
Fábula "quase" de Esopo
Dois tubarões brancos (pai e filho) observam os
sobreviventes de um naufrágio.
– Siga-me, filho! - diz o tubarão pai.
E nadam até os náufragos.
– Primeiro, vamos nadar em volta deles, mostrando apenas a
ponta das nossas barbatanas fora da água.
E assim eles fizeram.
– Muito bem, meu filho! Agora vamos nadar ao redor deles,
algumas vezes, com nossas barbatanas totalmente de fora.
– Agora, nós podemos comer todos eles.
E assim eles fizeram.
Quando finalmente se saciaram, o filho perguntou:
– Pai, por que nós não os comemos logo de início, pai? Por
que ficamos nadando ao redor deles várias vezes?
O sábio e experiente pai respondeu calmamente:
– Porque eles ficam mais saborosos sem bosta dentro...
Maj Menezes
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Lugar-comum pode ser Beira do Mar
>
> Como pessoas comuns podemos rir de muitas coisas que
lemos e são superficiais, tolices, piadas...mas quando compartilha com um grupo
que se especifica dentro de um título de saber, a coisa se aprofunda! Se uma
pessoa, por exemplo,conta-se entre psicólogos, qualquer auto-ajuda será tratada
como tal, exceto psicologia. Será pouco provável que circulem entre esses
pares, textos de qualidade inferior ao que o conhecimento sobre o qual se
debruçaram admite leitura, interpretação, pois passa a haver quase que
automaticamente, uma exigência qualitativa de salto maior.
> O mesmo, seria de se esperar, deveria ocorrer num grupo
de pessoas que se interessa pelas letras, pelas palavras, pela literatura. A
leitura de textos deveria passar por um crivo diverso do que usamos quando
estamos "leitor comum". Subliminaridade, intertextualidade,
singularidade estilística, o tratamento do tema, enfim, para dizer o mínimo, se
é o caso de leitores interessados pela literatura mas sem formação em letras ou
disciplinas correlatas, seria o pouco razoável
> na escolha de textos e imagens para circulação entre
tal grupo.
> Para ficar ainda mais claro, a seleção de textos passa
pela capacidade perceptiva do leitor enviante e demonstra para seu interlocutor
sua profundidade interpretativa. Primeiro, de quem o lê; segundo, do quê e o
como ele prórprio lê. O leitor depende menos da quantidade de leitura do que da
demonstração daquilo por onde ele escoa sua fruição e gozo. Se sempre ri de
texto simplório, seu riso o acompanha a esse lugar. Se geralmente se comove por
uma banalidade, ali habita uma boa parte da carga emocional que comporta.
> Considero muito importante a presença do leitor comum
se avizinhando do leitor de suas especialidades. É ele quem permite aberta uma
porta para o fora do comum, por incrível que pareça! Pois é através dele, que
pode ser o simples curioso e inicia a leitura de "uma qualquer
coisa", à partir dele é que chega o tempo do "leitor
aprofundado" que vem com a experiência. É através dele que também se pega
qualquer papel com letras num poste, numa revista esquecida no banco ao lado e
fazemos a leitura de algo que pode ser a grande idéia daquele conto
> do escritor certo! É, mas podemos lembrar dele também
como um estrangeiro que conhece pouco o idioma de outra terra que, nos
encontros do que ler à partir das palavras conhecidas, pode trazer à mente
propagandas reacionárias,equívocos distantes da humanização e até bobagens tão
inúteis que quando trazem algo pode ser a perda de tempo!
> Por isso, apesar do carinho com que trato o leitor
comum em mim, sempre verifico o trinco, pois a porta por onde ele passa leva a
um corredor por onde se pode percorrer muito mais chão!
> Sempre gostei de pegadas na areia!
> Obrigada pela leitura!
> Maria José de Menezes
sábado, 1 de dezembro de 2012
Prefácio sem importância para um conto desnecessário.
É uma brincadeira! Aqui, refiro a massa como quem usa
ingredientes diversos para um pão. Erudição do discurso acadêmico, cacofonias
da despreocupação dialógica, escritor, personagem e leitor, ouvintes, falantes
vão se integrar para formar a massa do texto. O explicador é a migalha, que
será varrida pelo vento, comida de inseto ou pássaro, e tudo o que é obra da
massa, morrerá trigo. É um retransmissor.
As falas do primeiro parágrafo estão na pág. 114 da Era dos
Extremos, de E. Hobsbawn.
É um texto sério para o riso!
DOS MOVIMENTOS DE MASSA
_ O movimento
trabalhista socialista, tanto em teoria como na prática, era tão comprometido
com os valores da razão, ciência, progresso, educação e liberdade individual
que a opção pelos sistemas até o surgimento de tal proposta experimentados
soava como seu contrário...(*)
_ Cabo c ta com
problema!
Gritou o
operador distraidamente, sem levar em conta a presença do emérito cidadão que
ensaiava seu discurso.
No momento,
pareceu que a proporção da interrupção era mínima, ele logo se desculparia e o
andamento das providências liberaria a mesa de som com meia hora de
antecedência.
Foi aí que
alguém riu.
Maria José de Menezes
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Coragem
Estive longe, na floresta carregando toras para descansar.
Entrei no rio, fui ao mar, enfrentei muitos perigos. No entanto estou vivo,
histórias para contar. Cadeira onde balanço tecendo fios em tricot, são tramas
que viram malhas entremeados que vestem quem for aonde não vou. Já fui e não
quero mais arriscar perdeu o a minhas pernas saltam menos, degraus posso
escalar. A coragem me acompanha sou dono inteiro de mim minha coragem é
permanecer para ir até o fim.
Maria José de Menezes.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
SÓ ISSO
Estou só sob o ceu estrelado polvilhado de pó prateado pensando nos anjos do Senhor pensando quanto ama o amor sentindo o amor do amor que no céu se espalhou feito o ar que entra nas narinas e me dá a vida a vida da vida imensa que nem se acaba onde se pensa de tão maior que é que eu Só mais eu sob o manto do céu da vida Só isso já é dois então nem existe só se só for dizer sozinho e só se deixar ser ser só isso.
Maria José de Menezes
COMIDA CASEIRA
Já falaram do feijão da Dinda Do vatapá da Dadá É tudo bom pra danar Mas a feijoada da Marieta tembém está nesse rol, tem um quê de festa Ela põe um tempero de batuque brasileiro os amigos do marido chegam com violão e pandeiro a couve já picada espera no tabuleiro a hora de ser refogada os pratos postos nas mão de Nicinha (lá do andar de cima) são a voz de alguém cantando como é boa a feijoada da Marieta que põe confete no vinagrete e o que seria azedinho fica gostoso e colorido limão, limonada, caipirinha, que festa a feijoada feijão, arroz e balada Baticum, baticundum, baticum, baticundum
Maria José de Menezes
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Formigomem
Vamos catar lata
vamos catar tampinha
vamos catar garrafa
papel de formiguinha
ser homem e abelha
está na mesma linha
o homem só trabalha
demais para viver
sem tempo pra pensar
cultura a fazer
pro acasalamento
já nem existe dança
ficou muito custoso
um par de aliança
Vamos catar lata
vamos catar tampinha
vamos catar garrafa
papel de formiguinha
em nome do futuro e
e da sobrevivência
no lixo levantando
do perfil de indigência
pode ser premiada
uma fotografia
bilhete de papel
lota periferia
a lata paga a conta
cota de cacaria
pois vamos catar lata
vamos catar tampinha
vamos catar garrafa
papel de formiguinha
disputa de mercado
na bolsa aplicação
barulho e agito
sebo vespa no lixão
todo mundo sem tempo
de ver se a si na vida
o man na humanidade
em mant transformado
museu de arte nem tanto
vai ter pra ser guardado.
Maria josé de Menezes
vamos catar tampinha
vamos catar garrafa
papel de formiguinha
ser homem e abelha
está na mesma linha
o homem só trabalha
demais para viver
sem tempo pra pensar
cultura a fazer
pro acasalamento
já nem existe dança
ficou muito custoso
um par de aliança
Vamos catar lata
vamos catar tampinha
vamos catar garrafa
papel de formiguinha
em nome do futuro e
e da sobrevivência
no lixo levantando
do perfil de indigência
pode ser premiada
uma fotografia
bilhete de papel
lota periferia
a lata paga a conta
cota de cacaria
pois vamos catar lata
vamos catar tampinha
vamos catar garrafa
papel de formiguinha
disputa de mercado
na bolsa aplicação
barulho e agito
sebo vespa no lixão
todo mundo sem tempo
de ver se a si na vida
o man na humanidade
em mant transformado
museu de arte nem tanto
vai ter pra ser guardado.
Maria josé de Menezes
Presídio de Mulheres
Estou acorrentada
aos pés de meu marido
é isso que procuro
é disso que preciso
Estou aprisionada
ao papel de mâe dos filhos
São elos que traçãmos
cadeia, empecilhos
Estou presa na teia
Estou numa cadeia
Com droga pela veia
no vício de prisão
Tô presa a um coração
competidor, campeão
tirano alemão
anel na minha mão
sem significação.
Maria José de Menezes.
aos pés de meu marido
é isso que procuro
é disso que preciso
Estou aprisionada
ao papel de mâe dos filhos
São elos que traçãmos
cadeia, empecilhos
Estou presa na teia
Estou numa cadeia
Com droga pela veia
no vício de prisão
Tô presa a um coração
competidor, campeão
tirano alemão
anel na minha mão
sem significação.
Maria José de Menezes.
Fl'oral
Comi a rosa que estava em seu jardim
Comi a flor pra aliviar a minha dor
Me pareceu coisa tão bela
acabar a dor com ela
e comê-la foi de fato muito bom
Embora o gesto lhe pareça destrutivo
a eternidade sobressai no bom motivo
e a rosa ao que parece com isso corrobora
já que a dor de mim
pra sempre foi embora.
Maria Jpsé de Menezes
Comi a flor pra aliviar a minha dor
Me pareceu coisa tão bela
acabar a dor com ela
e comê-la foi de fato muito bom
Embora o gesto lhe pareça destrutivo
a eternidade sobressai no bom motivo
e a rosa ao que parece com isso corrobora
já que a dor de mim
pra sempre foi embora.
Maria Jpsé de Menezes
domingo, 30 de janeiro de 2011
POEMA DO DUPLO VINCO ( UM EM CADA PERNA DA CALÇA) ESCOLAR
Se pensas que Andy
andou apenas nas ruas
por onde suas pernas carregavam
sua calça
convém saber
que nada morre
e ele anda
ao seu lado
na rua, no automóvel
na nave que corre o espaço
carregando os dez mais da Forbes
Tchau Andy
E Guimarães?
Pelo sertão,
pelo certo da diplomacia,
no avião,
no casamento,
no quarto,
nos quartos de um cavalo?
Olha que pode estar aí agora
vendo diante dos seus olhos
uma vitrine
Sua nota é sua para você
procure isto e isto
vá adiante
Quanto ao seu compromisso,
os resultados de seu exercício,
a aprovação de resultados:
procure o ponto aberto.
Maria José de Menezes
andou apenas nas ruas
por onde suas pernas carregavam
sua calça
convém saber
que nada morre
e ele anda
ao seu lado
na rua, no automóvel
na nave que corre o espaço
carregando os dez mais da Forbes
Tchau Andy
E Guimarães?
Pelo sertão,
pelo certo da diplomacia,
no avião,
no casamento,
no quarto,
nos quartos de um cavalo?
Olha que pode estar aí agora
vendo diante dos seus olhos
uma vitrine
Sua nota é sua para você
procure isto e isto
vá adiante
Quanto ao seu compromisso,
os resultados de seu exercício,
a aprovação de resultados:
procure o ponto aberto.
Maria José de Menezes
O PATINHO CISNE
Houve o tempo em que os animais falavam menos que hoje como homens. Naquela ocasião, aconteceu um dia de uma patinha chocar três ovos. Deles saíram três patinhos.
Patinhos, como se sabe, aprendem rápido a andar e nadar. Assim, logo logo já seguiam a mãe pelo bosque onde viviam, e nadavam lindos todos no lago.
Um dos patinhos no entanto, era diferente.Nadava com as asinhas de um jeito que fazia com que a pata estranhasse sua aprendizagem e a confundisse, às vezes, com alguma inabilidade.
Pois bem, assim que os patinhos cresceram um pouco, a pata considerou levá-los para um exame de saúde. O posto de Serviço Patológico Nacional ficava do outro lado do lago; era autarquia do governo e funcionava bem como sempre quando se trata de atender aos cidadãos que dela tem necessidade.
Por precaução, decidiu levar os dois patinhos de nado sincronizado e deixar o outro para o ano seguinte, quando mais velho estaria em melhores condições para um nado de fôlego como aquele.
Preparou o ninho para o filhote, deixou instruções, indicou as comidinhas, transmitiu cuidados e partiu com os outros dois.
No Sepana as coisas demoraram...e demoraram...e preenche requerimento, e aguarda fila, e agenda por isso e por aquilo. Três longos dias se passaram.
A pata preocupada não conseguia comunicar-se com o filhote do outro lado, para dizer-lhe ao menos "meu filho, mamãe está bem, te ama, voltará logo, cuide-se".
E do outro lado o bichinho preocupado, abandonado, crescia, pois tres dias eram muito tempo para seu metabolismo.
Enfim, a pata chegou. Ao avistar a casa, deu de olhos naquele pato pescossudo, forte e grandalhão, com ares de dono do terreno.
Por Deus do céu! A primeira idéia foi que aquele emplumado atacara seu filho, comera-o e agora se abancava. Preferiu averiguar. Junto com os dois patinhos, escondeu-se atrás de uma moita e ficou espiando o bicho.
O bicho, por sua vez, já por demais preocupado com a ausência paterna - que seria materna se fosse filho da mata - resolveu entrar no lago e ir a procura da pata e dos irmãos.
Nadava maravilhosamente; sua elegância, a graça, causaram espanto e aumentaram a desconfiança parental. A pata pensou: "quem será este que não reconheço?", um patinho pensou "que nado lindo, diferente do de meu irmão"; e o outro: "esse bicho tem um quê de pato, mas é outro tipo". (Continua no próximo episódio)
Maria José de Menezes
Patinhos, como se sabe, aprendem rápido a andar e nadar. Assim, logo logo já seguiam a mãe pelo bosque onde viviam, e nadavam lindos todos no lago.
Um dos patinhos no entanto, era diferente.Nadava com as asinhas de um jeito que fazia com que a pata estranhasse sua aprendizagem e a confundisse, às vezes, com alguma inabilidade.
Pois bem, assim que os patinhos cresceram um pouco, a pata considerou levá-los para um exame de saúde. O posto de Serviço Patológico Nacional ficava do outro lado do lago; era autarquia do governo e funcionava bem como sempre quando se trata de atender aos cidadãos que dela tem necessidade.
Por precaução, decidiu levar os dois patinhos de nado sincronizado e deixar o outro para o ano seguinte, quando mais velho estaria em melhores condições para um nado de fôlego como aquele.
Preparou o ninho para o filhote, deixou instruções, indicou as comidinhas, transmitiu cuidados e partiu com os outros dois.
No Sepana as coisas demoraram...e demoraram...e preenche requerimento, e aguarda fila, e agenda por isso e por aquilo. Três longos dias se passaram.
A pata preocupada não conseguia comunicar-se com o filhote do outro lado, para dizer-lhe ao menos "meu filho, mamãe está bem, te ama, voltará logo, cuide-se".
E do outro lado o bichinho preocupado, abandonado, crescia, pois tres dias eram muito tempo para seu metabolismo.
Enfim, a pata chegou. Ao avistar a casa, deu de olhos naquele pato pescossudo, forte e grandalhão, com ares de dono do terreno.
Por Deus do céu! A primeira idéia foi que aquele emplumado atacara seu filho, comera-o e agora se abancava. Preferiu averiguar. Junto com os dois patinhos, escondeu-se atrás de uma moita e ficou espiando o bicho.
O bicho, por sua vez, já por demais preocupado com a ausência paterna - que seria materna se fosse filho da mata - resolveu entrar no lago e ir a procura da pata e dos irmãos.
Nadava maravilhosamente; sua elegância, a graça, causaram espanto e aumentaram a desconfiança parental. A pata pensou: "quem será este que não reconheço?", um patinho pensou "que nado lindo, diferente do de meu irmão"; e o outro: "esse bicho tem um quê de pato, mas é outro tipo". (Continua no próximo episódio)
Maria José de Menezes
O PATINHO CISNE (parte II)
A pata achou mesmo que seu filhote nadava agora no estômago daquele ali. E pôs-se a chorar, baixinho, mas um soluço escapou.
Do lago, o pato que não estava ainda longe, ouviu e reconheceu um som de mãe. E gritou: "mamãe, mamãe".
Nisso, a pata reconheceu a voz do filho. E disse: " Aqui, aqui!", acenando, enquanto os patinhos repetiam-lhe os gestos.
Assim, o patinho voltou para junto dela e deles. Comovidos e contentes se abraçaram e foram contar os havidos! E foi assim que todos passaram a conhecer a história do patinho cisne, ou do cisninho pato. Que já ganhou tantas versões... mas essa é uma em que tudo acaba bem, porque termina bem!
Maria José de Menezes
Do lago, o pato que não estava ainda longe, ouviu e reconheceu um som de mãe. E gritou: "mamãe, mamãe".
Nisso, a pata reconheceu a voz do filho. E disse: " Aqui, aqui!", acenando, enquanto os patinhos repetiam-lhe os gestos.
Assim, o patinho voltou para junto dela e deles. Comovidos e contentes se abraçaram e foram contar os havidos! E foi assim que todos passaram a conhecer a história do patinho cisne, ou do cisninho pato. Que já ganhou tantas versões... mas essa é uma em que tudo acaba bem, porque termina bem!
Maria José de Menezes
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
PLETORA PLANETÁRIO
Na terra, a vida errante
Em marte, a arte
A arte da guerra
rima na terra
Os marcianos
sem oceano, rio
sem mar, sem mãe
Na terra, Netuno
Os terráqueos
vêem Vênus
multiplicada
vespertina e no
crepúsculo da tarde
Vênus que arde, que brilha
Estrela do amor
Na terra, planta planeta
que nasce ao Sol
Tempo soturno
devora os frutos da terra
à base de urânio
e,suporte,
lá se vão os anéis
ficando dedos
mais úteis e necessários
que luas exageradamente dispostas
ao redor de alguma redondeza sem vida
Há muito a descrever
e por descobrir,
desdobrar,
transcender,
inventar,
escavar,
exprimir,
prosa!
Maria José de Menezes
Em marte, a arte
A arte da guerra
rima na terra
Os marcianos
sem oceano, rio
sem mar, sem mãe
Na terra, Netuno
Os terráqueos
vêem Vênus
multiplicada
vespertina e no
crepúsculo da tarde
Vênus que arde, que brilha
Estrela do amor
Na terra, planta planeta
que nasce ao Sol
Tempo soturno
devora os frutos da terra
à base de urânio
e,suporte,
lá se vão os anéis
ficando dedos
mais úteis e necessários
que luas exageradamente dispostas
ao redor de alguma redondeza sem vida
Há muito a descrever
e por descobrir,
desdobrar,
transcender,
inventar,
escavar,
exprimir,
prosa!
Maria José de Menezes
In Questão
7 setembro latino
desfile de brigadas
povo assiste a isso
sob forte pressão solar
independência ou morte
o tanque avança
o toque de recolher
as bandeirinhas se agitam
venceu o campeonato
o adversário sucumbe
na praça da paz celestial .
Maria José de Menezes
desfile de brigadas
povo assiste a isso
sob forte pressão solar
independência ou morte
o tanque avança
o toque de recolher
as bandeirinhas se agitam
venceu o campeonato
o adversário sucumbe
na praça da paz celestial .
Maria José de Menezes
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
POEMA DO DUPLO VINCO ( UM EM CADA PERNA DA CALÇA) ESCOLAR
Se pensas que Andy
andou apenas nas ruas
por onde suas pernas carregavam
sua calça
convém saber
que nada morre
e ele anda
ao seu lado
na rua, no automóvel
na nave que corre o espaço
carregando os dez mais da Forbes
Tchau Andy
E Guimarães?
Pelo sertão,
pelo certo da diplomacia,
no avião,
no casamento,
no quarto,
nos quartos de um cavalo?
Olha que pode estar aí agora
vendo diante dos seus olhos
uma vitrine
Sua nota é sua para você
procure isto e isto
vá adiante
Quanto ao seu compromisso,
os resultados de seu exercício,
a aprovação de resultados:
procure o ponto aberto.
Maria José de Menezes
andou apenas nas ruas
por onde suas pernas carregavam
sua calça
convém saber
que nada morre
e ele anda
ao seu lado
na rua, no automóvel
na nave que corre o espaço
carregando os dez mais da Forbes
Tchau Andy
E Guimarães?
Pelo sertão,
pelo certo da diplomacia,
no avião,
no casamento,
no quarto,
nos quartos de um cavalo?
Olha que pode estar aí agora
vendo diante dos seus olhos
uma vitrine
Sua nota é sua para você
procure isto e isto
vá adiante
Quanto ao seu compromisso,
os resultados de seu exercício,
a aprovação de resultados:
procure o ponto aberto.
Maria José de Menezes
sábado, 5 de junho de 2010
Nome
O homem agiu sem dúvida. Nascida a primeira filha, sem consultar a mulher, partiu para o cartório já com o pensamento obstinado a inaugurar um nome que, faltando alcance geral para torná-lo algo como uma linhagem, seria ao menos causa de admiração pela beleza e ineditismo. Assinatura. Nasceu Assinatura apesar dos esforços escrivãos em dissuadir o pai. Uma ameaça calou mais que mil palavras e imprimiu a certidão com um sêlo, muito a contragosto.
Já a mulher se acostumara ao jeito do marido. na segunda gravidez acompanhava aquele remoejo de boca à elaboração do nome do filho ou filha, cujo segredo o pai impunha, ao calar com um simples olhar as investidas da mulher em torno do desejo de um nome. Ela, a mãe, não tinha direito ao nome já que tinha ao feto; calava-se.
A mesma história se repete. Do hospital, assim que vê a criança, examina-lhe a saúde, a normalidade, o sexo e dirige-se ao cartório. Dessa vez batizou Rubrica. O mesmo escrivão flexibilizou-se perante à logica das escolhas; balbuciou uns prós e contras, mas a repelência das lembranças deu causa ganha ao registrante.
E assim, ali estavam as duas certidões. Assinatura e Rubrica, como irmãs na carne, unidas pelo sobrenome comum, exercendo um forte laço e significado entre ambas. Mais que isso, faziam às vezes a representação uma da outra, papel este mais recorrente à Rubrica.
A terceira gravidez não foi adiante. A criança, um menino. Para frustração do pai, que não pode repassar seu legado. Que aliás, poderia não ser para o filho algo a que pudesse assumir. Afinal, quem seria ele de fato sendo Pseudônimo?
Maria José de Menezes
Já a mulher se acostumara ao jeito do marido. na segunda gravidez acompanhava aquele remoejo de boca à elaboração do nome do filho ou filha, cujo segredo o pai impunha, ao calar com um simples olhar as investidas da mulher em torno do desejo de um nome. Ela, a mãe, não tinha direito ao nome já que tinha ao feto; calava-se.
A mesma história se repete. Do hospital, assim que vê a criança, examina-lhe a saúde, a normalidade, o sexo e dirige-se ao cartório. Dessa vez batizou Rubrica. O mesmo escrivão flexibilizou-se perante à logica das escolhas; balbuciou uns prós e contras, mas a repelência das lembranças deu causa ganha ao registrante.
E assim, ali estavam as duas certidões. Assinatura e Rubrica, como irmãs na carne, unidas pelo sobrenome comum, exercendo um forte laço e significado entre ambas. Mais que isso, faziam às vezes a representação uma da outra, papel este mais recorrente à Rubrica.
A terceira gravidez não foi adiante. A criança, um menino. Para frustração do pai, que não pode repassar seu legado. Que aliás, poderia não ser para o filho algo a que pudesse assumir. Afinal, quem seria ele de fato sendo Pseudônimo?
Maria José de Menezes
sábado, 16 de janeiro de 2010
Repare
O REALISMO É CADA VEZ MAIS FANTÁSTICO:
O capitalismo,
o neoliberlismo,
o seu apetite voraz
pelo direito exclusivo
de gozar o mundo,
gozar no mundo,
cria seus monstros
e suga e suga o peito de Agar
Repassando os custos
para debaixo do tapete
O crack de 29
é a droga de hoje
quebrando o indivíduo
com impostos, empresas fictícias
dominando a comunicação, a telefonia
O mundo é que está pagando,
passando
Crianças expostas aos ladrões de pirulitos,
recebem alfinetadas
nesse ritual
negro do mercado
Vejamos a listagem da Forbes,
as propostas da fantástica
fabrica
de chocolates
Mais e mais e mais e mais
e mais e mais e mais
para poucos o gás
o combustível para exploração
O pré sal e antes do sal
antes da força plenamente desenvolvida
explorar menores e mulheres
e água, e o vento
explorar, explorar para não distribuir
para ganhar, mais e mais e mais e mais e mais
e nós?
Maria José de Menezes
COLETÂNEA DE ESCRITOS
O capitalismo,
o neoliberlismo,
o seu apetite voraz
pelo direito exclusivo
de gozar o mundo,
gozar no mundo,
cria seus monstros
e suga e suga o peito de Agar
Repassando os custos
para debaixo do tapete
O crack de 29
é a droga de hoje
quebrando o indivíduo
com impostos, empresas fictícias
dominando a comunicação, a telefonia
O mundo é que está pagando,
passando
Crianças expostas aos ladrões de pirulitos,
recebem alfinetadas
nesse ritual
negro do mercado
Vejamos a listagem da Forbes,
as propostas da fantástica
fabrica
de chocolates
Mais e mais e mais e mais
e mais e mais e mais
para poucos o gás
o combustível para exploração
O pré sal e antes do sal
antes da força plenamente desenvolvida
explorar menores e mulheres
e água, e o vento
explorar, explorar para não distribuir
para ganhar, mais e mais e mais e mais e mais
e nós?
Maria José de Menezes
COLETÂNEA DE ESCRITOS
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
O Poder Coercitivo
Nas duas últimas semanas a guerra esquentou
depois que um grupo de hackers capturou
mensagens de e-mails dos cientistas
do orgão principal sobre mudanças climáticas
trocadas nos últimos treze anos
entre manos pra derrubar outros manos
O alvo do ataque foi a Universidade de East Anglia'na Inglaterra
o principal centro climatológico do mundo
Os e-mail divulgados na internet pra toda a terra
revelaram combinações entre integrantes da Universidade, respeitados e profundos,
para manter o mais longe possível os cientistas céticos
das revistas especializadas,como a Nature e a Science,
de um jeito imperceptível, nada ético
Ao mesmo tempo, faziam crer a quem pense,
que o principal argumento contra os céticos
residia na escassez de artigos por eles publicados
assim, além de postos de lado, os céticos serviam no futuro
ao argumento de que não aproveitavam a oportunidade.
Maria José de Menezes
COLETÂNEA DE ESCRITOS
depois que um grupo de hackers capturou
mensagens de e-mails dos cientistas
do orgão principal sobre mudanças climáticas
trocadas nos últimos treze anos
entre manos pra derrubar outros manos
O alvo do ataque foi a Universidade de East Anglia'na Inglaterra
o principal centro climatológico do mundo
Os e-mail divulgados na internet pra toda a terra
revelaram combinações entre integrantes da Universidade, respeitados e profundos,
para manter o mais longe possível os cientistas céticos
das revistas especializadas,como a Nature e a Science,
de um jeito imperceptível, nada ético
Ao mesmo tempo, faziam crer a quem pense,
que o principal argumento contra os céticos
residia na escassez de artigos por eles publicados
assim, além de postos de lado, os céticos serviam no futuro
ao argumento de que não aproveitavam a oportunidade.
Maria José de Menezes
COLETÂNEA DE ESCRITOS
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