Pobres poemas meus!
Mal nascem,eu,pequeno deus,
Os condeno a gaveta escura.
Também Urano sem brandura,
Aprisionava seus filhos titãs
Privando-os da luz da manhã,
numa gruta sob a Terra,
temeroso de que lhe fizessem guerra.
Uma esperança infantil
De que entre as odes mil
Uma conquiste o povo me embala,
e os homens todos venham a amá-la.
E a canção,como Zeus tonante,
Lance o poeta delirante
num esquecimento bàrbaro;
o exile eternamente no Tártaro.
Navide
Oficina Literária Alto da Glória-Gk-2006
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007
sábado, 4 de agosto de 2007
Poema com Neve,flores e Latidos
I
Os cabelos em neve
os seios sem polpa
O sexo sem pólen
Sai para admirar
A primavera
Chuva de ouro
O ipê festeja sua visita
E estende a seus pés
O tapete amarelo
Que confeccionou especialmente
para ela
(outros sonham com tapetes
vermelhos)
E nem se ressente se o cãozinho
mija em seu tronco
II
Não se sabe quem
Leva quem para passear
Quem cuida de quem
A velhinha acredita
Que seja ela
O cão abana o rabo
E ladra contente
Deve haver também
Um céu para as árvores e os cães.
Edivan Pereira da Silva
Os cabelos em neve
os seios sem polpa
O sexo sem pólen
Sai para admirar
A primavera
Chuva de ouro
O ipê festeja sua visita
E estende a seus pés
O tapete amarelo
Que confeccionou especialmente
para ela
(outros sonham com tapetes
vermelhos)
E nem se ressente se o cãozinho
mija em seu tronco
II
Não se sabe quem
Leva quem para passear
Quem cuida de quem
A velhinha acredita
Que seja ela
O cão abana o rabo
E ladra contente
Deve haver também
Um céu para as árvores e os cães.
Edivan Pereira da Silva
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