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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Jose Eduardo Mendonça

Se um dia fosse
o que nunca assim seria,
eu lavaria as mãos de seu corpo,
eu pararia de buscar sua pele,
eu cessaria meu desnecessário choro,
partiria com minha nau
em busca do não sabido,
do que quiçá me confortasse.
Mas não.
Há um muro logo adiante,
pichado, eu te amo.

7/7/2017

sábado, 13 de agosto de 2016



Os pelos se enroscam
E deles se escorre amor.
As peles se arrepiam a partir dos pés
E esta é a lembrança que importa.
Lábios mordidos, peles molhadas,
Calor de graus suados,
Gritos mal abafados num quarto exíguo e o mar abaixo treme.

Jose Eduardo Mendonça