hoje não sou
estou aqui sem soul
fui, serei ou era azul o dia ruge mal-estares
amanhã sem sol ex-eu de agora não fui lá antes estarei sendo blue em olhares... o dia foge
ontem não fui a lugares sem sal aluguei uma lounge sem som e estacionei sensações na garagem
hoje estou sem sins ontem não estive bem amanhã será cem sins eu serei o verbo ser conjugado em rouge
Sempre amei por palavras muito mais do que devia. são um perigo as palavras. quando as soltamos já não há regresso possível ninguém pode não dizer o que já disse apenas esquecer e o esquecimento acredita é a mais lenta das feridas mortais espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo e vai cortando a pele como se um barco nos atravessasse de madrugada e de repente acordamos um dia desprevenidos e completamente indefesos um perigo as palavras mesmo agora aparentemente tão tranquilas neste claro momento em que as deixo em desalinho sacudindo o pó dos velhos dias sobre a cama em que te espero.