inútil você resistir à resina do seu
corpo como se seus
orifícios estivessem um pouco
mais para um lado que
não vinga, todos dizem “vamos morrer” e eu não compreendo como se trocam os lados, agora que eu vejo Ulisses dizendo “eu sou ninguém” e trocamos da proa a popa, do campo de visão para algum céu de alguma boca, e se os lábios são como ilhas de migração das aves de algum lugar que reverbera “inútil você resistir ao que o trespassa” então já não lembro de não resistir às palavras essenciais e trago-as em meus orifícios