Vestindo esta carcaça feita em vida Ainda não consigo a liberdade Na morte com certeza rompo a grade Enquanto este delírio se decida,
Há tempos a minha alma vai perdida Vivendo a cada dia enquanto brade Apodrecida face diz metade Completa-se em total insanidade E prepara feroz a despedida.
No cerne da questão ser ou não ser Sentindo a cada dia envilecer O que restara ainda deste nada
No não ser me completo e assim percebo Que cada vez bem mais disto me embebo Até que a noite chegue, em vão... Nublada.