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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

a escolha da estrada certa
temos tudo pra dar certo
temos tudo para não dar
o caminho, meu amigo
somente nós decidimos trilhar
os atalhos , perigosos
a distância não importa
mesmo andando descalço
prefiro a exaustão do que convém
a facilidade de uma estrada torta...
Airton Polak Júnior


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É PROIBIDO PROIBIR ?

É PROIBIDO PROIBIR?

nossas escolhas tem efeito
tem defeito, tem virtude
simular amor não permitido
é sofrer em vão, quietude...

não te iludes a fogueira?
a chama do proibido?
faz sentido estar feliz
matar os sonhos de um amigo?

por instantes me embriago
em teu colo, em teu perfume
e me perco em tua boca
só consigo ver teu lume!

foi tão louco, surreal
me perder nesse teu corpo
parecia tão normal
e o desejo não era pouco...

era carne, era sexo
pensamentos sem nexo
almas na lama, no drama
de se viver o impermitível...

Polak
poesia

fantasia

melancolia...

Polak

02.06.07
os pés sujos
lavava na suja pia
a cozinha vazia
sem almoço, filé ou sardinha,
e a barriga cheia de fumaça e ar!

Polak

02.06.07
O desgraçado morre cedo
E já vai tarde quem diria
O pobre homem não sentia
Não falava , não ouvia, não comia
Só havia uma coisa
Que trazia a alegria
Era a voz que se escondia
O homem que renascia
Do eu-lírico se desprendia, se despedia
Matando de vez, poesia...

Polak

02.06.07

Leminskiando

lambia letras
- [leminskiava]
tocava flautas
e girava tonto

e no entanto
- entre os tantos
tanto faz, tanto fez, tanto fazia!


Polak

02.06.07

O Vazio do Som nos Cala a Voz

Emudecemos em silêncio bruto
Apática mudez / palidez estática
Ausência percebida, doída, ferida
Tristeza calada entre estrelas cadentes
Acalmamos os gritos, evitamos os berros / os ecos já não ecoam por esse lugar
Aprisionando palavras amarramos línguas / sufocando angústias em nossos lençóis

Estamos tão sós...

-

O sol renasce e não brilha para o meu amor, não brilhou
Luz se escondeu em úmido jardim, e fez-se assim um jardim sem cor
Amarelou este roseiral, sem qualquer razão amarelou
Ausência do teu sabor, a amargura em meus lábios secos

Os meus tormentos, os medos
Da solidão nas estradas
Das luas, das madrugadas
Envoltas em tédio e dor

No tato cego da tua voz emudecida, enlouqueci
Em meus sentidos te senti , em sentimentos vivi
Esqueci-me de mim, embranqueci corpo, alma e coração
Abandonei a razão tocando teu peito amiúde, dilacerando a emoção...

Polak