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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

domingo, 18 de outubro de 2009

Temo
temo a tu
temo a mim
temo a todos
quero mim
a mim mesmo
distúrbios mentais
físicos
olhares grades
prisões da minha vida
não tenho mais nada
a tecer
tenho a tu a querer
tenho a tu a viver
visto
o cheiro
o olfato
o tato
desnutrido
velhice
Abner Paessens

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Chocolate

Entre terras de balas
encontra-se um pequeno doce
diferente dos outros
feliz para si
pequeno aos outros
grande aos fracos
exclusões por diferenças
seus ombros açúcar
entre a cana amarelada de cimento
sofre vive
em grandes embalagens
sujas e destruídas
viva-se o amargo
do doce
que não é mais doce
do amargo dos cantos
dos cantos da língua
Abner Paessens

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Esperança

Vida cartilaginosa
Escura
Iluminada
Triste

Feliz
Querida
Vagabunda
Porque desprezar o inevitável ?
O único
Aproveite enquanto é vivo
Porque curta a morte não é
Mas curta mesmo a esperança
esperança do ser
esperança do viver

Abner Paessens

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vida

Nas profundezas da minha alma

vejo meu corpo estraçalhado no chão

Na discórdia a confusão

Na superioridade o meu próximo eu


até a inferioridade da minha vida

tudo o que tinha foi perdido

aos escombros do castelo

na porta da minha carne

a porta de minha vida

o que me resta é esperar

Do acaso me proteger

Da razão a verdade.


Abner Paessens

A Chuva

Chuva

A porta da curiosidade é encontrada nas fechaduras do obscuro,no chuveiro pelado.

A gorducha vista como puta ,vista como prostituta é a vida tranquila atormentada

A curiosidade nada mais é que insegurança do ser, insegurança da alma.

A curiosidade pode ser pura como a dos que leem e dos que se conectam na mídia.

Tudo é visto como aventura , algo a mais, algo a menos a se humilhar .

Abner Paessens

Molestada

ME CUIDA ,ME AMA, ME ADORA ,ME COMA, ME PISE ,ME DESTRUA

Tenho um ursinho de pelúcia chamado fofinho

ele é carinhoso e fofo

ele me adora e me atormenta

as vezes quando estou sozinha no chuveiro ele me olha me pedindo abraço

molhado

quando durmo ele me abraça mais

quando como ele me cheira

quando vomito ele sai de perto

ele me adora

ele as vezes fica atrás de mim fazendo coisas estranhas

escuto gritos a noite …

meus pais sumiram

o que me resta é o meu ursinho

pena que ele seja meu único pai

porque a liberdade já não quero mais.


Abner Paessens