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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O professor Antonio Candido disse que quem não souber o que é solidariedade não pode entender a obra de Mário de Andrade. Não sei se fiquei mais solidário conhecendo a sua obra, escrevendo sobre ele e até interpretando como ator este terno poeta num filme. Talvez sim... Mas sei que, lendo as cartas que ele escrevia para os amigos e para as pessoas mais desconhecidas e anônimas de todo o Brasil, eu vivi a experiência da delicadeza.
Um grande domingo para vocês!
Afetuosamente,

Jorge Miguel Marinho

Fábula


João escreveu três palavras, colocou-as numa garrafa, tampou e atirou tudo ao mar. Não se sentiu menos anônimo nem a existência melhor. Porém a sensação de abreviar espaços e aproximar pessoas o invadiu. Quando João escreveu as três palavras que um dia alguém encontrou e pouco entendeu porque apenas diziam “Eu estou aqui”, comungou com todas as mãos e todas as letras de todos os tempos o primeiro “sentido” de escrever.

Boa semana e grande abraço, amigos
Afetuosamente,

Jorge Miguel Marinho