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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

sábado, 18 de janeiro de 2014

alquimia

vejo a lua que lateja, ardente
goles d'água para minhas pausas
desato o espanto exato do olho
que se condensa espelho

dançando numa ilha
um minuto é um estilhaço
e teu abraço é o que recolho

âncora de palha no abismo
ou barco de primeiro porto

árvore de chuva se esculpe
broto pende do caule
rompendo
quase miragem:
sopro agudo na retina

(Beatriz H. R. Amaral)

F A G U L H A S



hoje,
não compete à argila
depurar o monstro,
escolher recorte,
dar perfil

a quem souber a forma
cabe o assobio da
frase que o fagote
num desvão despreza

nem compete aos dedos
toda desistência
hora cifrada, balão


(Fagulha n. 1, Beatriz H. Ramos Amaral)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

I N T E R V A L O

há não-espaço
quando tenso
 
o arco da sílaba,
acento de lótus
 
e sem haver
(com)portas há:
lendas de Mercúrio
 
vogal e fósforo,
óleo e gomo
 
o não-tempo
intervale a
outro senso
 
teor de amêndoas,
figo-figura
 
de não-língua, ócio
beijo sem pronúncia
 
mel, ferrão de abelha
fio-rasura
(B.H.R.Amaral) 

sábado, 20 de julho de 2013

M A T É R I A



o que houver de trigo
ou plâncton

pela mesma letra
se descreve

em jogo de
escamas

sopro o verde,
resta o musgo:
regato

o que adere

Beatriz H Amaral