Mostrando postagens com marcador tullio stefano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tullio stefano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Diegese



Dias
grilhões do céu,
arrastados;
dissonâncias diurnas
no pisar da noite...
a retrospecção anônima
e o calar da hora.

Dias
mastigados
nos limos da língua,
o palato
estala etílico
mais um dia.

Dias
que em diegese
extrapolam
o prenúncio do ontem
e a lâmpada acesa;
um sol mínimo
rumoreja
o absoluto
na parede do segundo.

Tullio Stefano

(Tullio S.Sartini)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Caminhantes nos recortes

Caminhantes nos recortes
de ruas e milênios,
presas construídas de civilização,
solitariamente humanos,
migrantes do sono para o despertar
tão raso
quanto a poça dos calendários
tão fundo
quanto o acenar de uma brisa.


Tullio S.Sartini

(Quo)tidiano



Estranho vão,
bilhetes escritos
com os pés
selados no olhar
dissimulado,
transeuntes formigas acumuladas
descemos e subimos
degraus rasos do cotidiano,
movediços
como o sono num pesadelo.
Status (Quo)tidiano
na bússula
de qualquer passado esquecido
que se lembra,
que o futuro
começa num rosto
escondido de multidão
Tullio S. Sartini



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

UPSILON/DELTA

Se a pintura é tridimensional,minha arte tem quatro dimensões,pois a quarta é  a projeção do eu.
 Oskar Kokoschka

             
Decerro o meio
bifurcando o ponto
do alto
um delta
traz de si no raio incógnito
o intérmino começo;
velocidade do fim recomeçado
Crispa o limite
e a fantasia é a voz,
dispar o momento
naquela mesma disparidade
entre o violino e a música
entre o tempo e o calendário
o exprimível do inexprimível.
Da partida no sonho
signa o indivisível instante,
eclipse da hora e do espaço
fulminado o que estaria além
nem principio
                e nem fim
apenas o triplice descortínio
de Alfa à Omega
um ponto equilatero escreve
triplamente decerra o meio
explicito compasso
                   em forma virtual
o compasso do sentir.

                    Tullio Stefano

                    Curitiba, 9 de abril de 2005.

sábado, 19 de novembro de 2016

contra o prisma desse despertar interior, os espelhos cortam a nossa face, a cartilagem não mais cicatriza um nome, um verbo, uma noite; resta apenas os fragmentos do vidro, não vale montar o quebra cabeça, existe o sol no desenho de cada sombra, remontando o branco encardido da memória, refletindo o nome, o verbo e a noite que não cicatriza o quanto nesses cacos de face, ainda reluz o chão e a insônia de viver.

Tullio Stefano


comentário a respeito de "o espelho", de Rodrigo Madeira

sábado, 31 de outubro de 2015

Sobre Emil Cioran

 O primeiro livro que li dele foi '' Breviário da Decomposição '' em 2004, a identificação foi imediata; depois dois outro, que li em italiano, embora comprados na mesma ocasião, só iria ler alguns anos mais tarde (2009 e 2011). O niilismo e pessimismo dele, e o senso agudo da decadência ,foram marcas visíveis para mim -- então um niilista na época. Um fato perceptível , porém, não translúcido ao leitor , é sua paradoxal crença espiritual através da negação , alguém que tenha estudado Santo Tomás de Aquino , entenderá; - Cioran, ironiza o cristianismo e ao mesmo tempo acusa a modernidade de tê-lo eliminado em nossa civilização, às vezes mais parecia ser um cismático do Oriente Europeu que temia aderir o catolicismo, e não iria aderir a nada, pois entender o nada com o mesma revolta do absurdo de um Camús, foi a meta do filósofo - sem dúvida o exílio era a condição ímpar no longo percurso da reflexão que aborda a decrepitude e a inevitável autodestruição do Homem. Era um insone convicto e portanto alguém fadado a pensar demais, e ele pensou, as vigílias de seu limbo dissecam os muitos limbo da vida humana. O cardeal Gianfranco Ravasi em um excelente artigo sobre o filósofo cultor de desesperos em seus cumes, escreveu : " Este inclassificável escritor-pensador, em 1937, aos 26 anos, emigrou para Paris, onde viveu até a morte, em 1995. Foi estrangeiro para a sua própria pátria, cujo nome tinha suprimido de seu registro civil, abandonando inclusive seu idioma natal. Foi estrangeiro no país que o acolheu, por causa do seu constante isolamento: "Eliminava do meu vocabulário uma palavra após a outra. Acabado o massacre, só uma sobreviveu: solidão. Despertei satisfeito".Estrangeiro, por último, para Deus, apesar de Cioran ser filho de um sacerdote ortodoxo. Tão estrangeiro que se inscreveu na "raça dos ateus", mas viveu com a ânsia insone de seguir o mistério divino. "Sempre rondei a Deus como um delator: sem ser capaz de invocá-lo, eu o espionava". A sua obra é produto de um eremitério ora niilista, ora quase crente ... viveu tentado entre Deus e o diabo , até em seu eremitério ,era estrangeiro , todavia , não exilado.

Tullio Stefano Sartini

domingo, 21 de junho de 2015

Vcs maldizem Curitiba, mas a autofagia urbana, é uma das inexorabilidades de um mundo que se quis pós-moderno. Sou carioca, nasci e me criei na cidade do R.J., não tenho lá muito gosto de voltar para minha cidade, exatamente por ser testemunha que o Rio de Janeiro é um dos lugares mais agredidos a despeito do que foi e do poderia ainda ser. Hoje, se encontra num estado de confisco geral (sobrevive na prostituição de uma Rede Globo),e cada vez mais arruina a sua natureza, sua cultura e sua urbanidade.

O domingo é um presságio da segunda-feira em todos lugares, e o destino de Ctba de se diregir no próprio alimento, é o destino do ser humano que se rendeu a plástica do cotidiano, por isso (não à toa) se intoxica.

Valeu!


T.S.

terça-feira, 2 de junho de 2015



O brasileiro tem problemas de sair do clima uterino, ora tá quente demais, ora tá frio, ora vai chover e aí não sai de casa, ora ta seco demais; debatem o tempo inteiro o climatempo da metereologia prosaica dos elevadores e esbarros casuais dos corredores e escadarias.

Tullio Sartini

Precisa-se morrer para ser lembrado, as pessoas gostam de epitáfios, pois querem um dia tê-los, hoje em dia (especialmente) na internet, com aqueles minutos de fama garantidos pela era da grande mídia; mal sabem que não passam de epigramas do homicida que são, ora altruístas até quando os bolsos lhes fazem contar as moedas, ora egoístas porque amam o aplauso, e não o reconhecimento; o ego está no cadáver de se ser quem é porque o outro, não é exatamente o inferno, como diria o Jean Paul, um imbecilizador de páginas, mas o limbo de amar o outro como gostaria de ser amado, o legado judaico-cristão é egoísta, eis porque ele foi deturpado entre positivistas e as instituições eclesiais e seus afins, elas preferem o louvor, e não o mérito.



 Tullio Sartini

um carioca é um surfista
dois carioca são dois surfistas,
três cariocas uma boca de fumo
quatro cariocas um arrastão!
Um paulista é um empresário
dois paulistas uma empresa

três paulistas um desastre ecológico!

Tullio Sartini

São deveras interessantes esses grupos ideológicos do facebode, em cada qual parece que tô dentro de um quartel onde são todos recrutas, e aí aparece um cabo vestido de sargento falando: esquerda ! direita! esquerda! direita! esquerda! direita.! e todos marcham marcham Marcham, e acabam no centro, bem no meio da zona gravitacional venérea de suas vidas.




Tullio Sartini

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Bem vindos hatianos à Belindia, Terra de Santa Cruz.



Já disse aqui e reitero, não tenho pena nenhuma de pobre, ser pobre é uma condição de força; eu nasci em uma familia abastada e tradicional, mas conheci (e conheço) o revesso, mesmos meus pais e avós conheceram os altos e os deliizes com quedas nem sempre soerguidas. Um interessante exemplo desses reveses é do legtimo herdeiro da casa real brasileira, ao ser repatriado, se estabeleceu no país em condição precária, e tendo os bens há anos confiscados, tudo que lhe restou foi o trabalho na lavoura, onde educou seus filhos.. Ser pobre economicamente , confirma aquilo que Nietzsche diz: ''O que não me mata me fortalece''. Sou visceralmente contra qualquer medida compensatória e ''afirmativa'' que apenas serve para desequilibrar a já criminosa receita fiscal, do mais, não resolve nada! resolve sim, as garantias das planilhas eleitorais. A dignidade não se permite à esmolas. Compadece-me sim , a violação dos direitos individuais e seus pressupostos deveres; compadece-me a miséria social no bojo de uma penúria monopolizada, e esta não é resolvida por privilégios e / ou planos de comiseração, têm solubilidade por medidas estruturais, e é nessas potenciais medidas estruturais em que a América latina vem há anos sendo o topo de uma pirâmide da ineficiência.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Infância


Tudo estala
descenso do acordar
nas praias do absoluto.
É grave a pedra
a pele desgarrada
o esqueleto do silêncio,
mas,
caminhos recordo
vida minha
de cada rua
espectro espanto
da melodia arfante.
Infância
sonho do cais
onde apenas foi
e que agora

não há ninguém.
________________ T.S.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


um carioca é um surfista
dois carioca são dois surfistas,
três cariocas uma boca de fumo
quatro cariocas um arrastão!
Um paulista é um empresário
dois paulistas uma empresa
três paulistas um desastre ecológico!

Tullio Sartini

domingo, 2 de fevereiro de 2014


Enquanto a economia do país e do planeta afunda; a sociedade sofre as maiores iniquidades ,a galera do face bock está discutindo o ''beijo técnico'' conforme o meu truta Mizael disse, ou então agora fica de blábláblá com a pedofilia do Woody Allen, como todo artista devesse pleitear auréolas no Vaticano; eu estou  me lixando pra tudo isso, e que a vida privada fique nas latrinas , existe muita coisa podre (pedofilia, peIdofilia ,hemorróidogamias e tretafobias mil) por dentro dos bastidores , quer seja da cena ou debaixo da poltrona, quer seja pelas mansões dos bilionários ou pelos cobertores dos mendigos,; mas o que assombra e me dá asco é a ignorância social de uma maioria entorpecida e também dos doutos senhores que têm solução para tudo nas salas de aulas e nos restaurantes de luxo ou nas lanchonetes McIdeologias, as quais frequentam despudoradamente, comem caviares ou hamburgers e gostam de arrotar hóstias ; apontam o dedo com a esquerda, mas usam a direita com seus cartões de débito, não sabem equacionar nada, pois são ativistas ineptos e estupefacientes da esperança, continuam a marcha da história com par de antolhos, fermentando uma massa que entende mudanças ora pela violência, ora pela passividade, a de a de se distinguir passividade de pacifismo; a de se distinguir o que violenta, e onde começa a violência, passivamente aceita por leis da espoliação e pelo aparato militar do Estado.

Ah, se você não interessa por política e economia, alguns se interessam, e cuidado! alguns desses mandam em você.


T.S.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014



Schopenhauer disse: '' os primeiros quarenta anos da vida de um homem, são o texto, os próximos anos até sua morte, são os comentários''
por isso antes dos quarenta anos, eu quero ser o personagem do meu texto, e se eu chegar a essa idade, quero deixar meus comentários para um posfácio.
Tullio Stefano.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Auto-retrato de um livre pensador Tullio Sartini


Eu salto do ônibus, não desço! dou dois beijos no rosto, não um só. pronuncio É e não ê. Falo italiano (idioma o qual aprendi antes mesmo de saber ler) e também falo alemão muito bem! Mas, não sou catarinense e nem paulista. Como sanduba de carne assada, sodas, biscoitos e cavacas; detesto café exprésso; odeio dias nublados! no entanto adoro o frio ! mas longe daqui de Therê ! Nasci em Laranjeiras (Praça São Salvador e meu registro é da 4ª circunscrição [ pessoas nascidas nas freguesias de Laranjeiras, Glória, Flamengo e Santa Thereza] apesar de eu ter sido nascido e criado na zona sul, foi na Maternidade Dona Carmela Dutra, bairro do Lins (Zona Norte ) próximo ao Meyer, considerado subúrbio, que a minha senhora mãe me pariu.Fui batizado na igreja NS da Paz em Ipanema (as minhas tias moravam pelos limítrofes de Ipanema-Copacana) . Cresci entre a Glória (quando eu estava c/ cinco anos meus pais se mudaram para esquina da rua da Glória com a rua Cândido Mendes).E assim fui me criando entre Laranjeiras ,Cosme Velho, Botafogo-Humaitá, mas vivi mesmo entre a Lapa do Desterro, Santa Thereza e a Praia do Leblon, sem porralouquices boemias naqueles anos; mas sobretudo cresci de fato nos sumos da região central ! [Castelo, Candelária e zona portuária]. Freqüentei Petrópolis desde neném ( onde a minha familia paterna tinha casa no bairro do Mosela,nunca tive coragem de ir lá pra saber se casa foi demolida). Paquetá e Urca são meu sonho de finitude, embora o fim, talvez esteja alhures. Adoro falar palavrão, os falo em meio a palavras ditas ''eruditas'' porque sequei livros desde pequeno, e porquê transgrido o 'status quo' a convenção dos metrificados em réguas esqueléticas. Nasço onde me reconheço, e raramente me reconheço, fora da hora que mijo longe,pelas árvores e viadutos, e quando esporro, ejaculo e gozo! Amo a solidão! como amo todos os copos de cerva, breja, bera que tomei nesta vida, e além vida a qual termina no poeira de ser eu, -um instante humano que está naqueles q acham ser meus semelhantes.

 Tullio Stefano

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

parece que o flamengo venceu uma jogo qualquer, e a situação econômica do brasil é a melhor possível, teremos copa , e o rio de janeiro continua PODRE! não, está ótimo, tem um dos melhores índices de eqüidade social do país, e digo com absoluta certeza, um dos lugares mais devastados do planeta, não, erro meu; apenas lhes digo:o Rio de Janeiro tem uma rede de televisão que esnoba a ignorância do populacho coitados....,- que assim são e gostam de ser; sim, o futebol ''alegria do povo'' e o itacarerão está lindamente desabado para o povo, então eu quero que se foda o povo! e viva a alienação !salve o governo! comam a merda que aduba seus gramados!
em uma cidade chamada teresópolis [que até hoje sofre sérias conseqüências de uma catástrofe] algumas pessoas se reúnem em frente à prefeitura, reivindicando direitos, mas os bares se aglomeram de povo que quer ver o mengão jogar. sim, o mengão pode ter vencido, mas o custo da passagem é baixíssimo na cidade,o I.D. H local está cada vez melhor, e possivelmente nem enchentes haverão mais, afinal deus é brasileiro, o que houve foi uma provação soterrada em bairros, onde jazem alguns elementos do ecossistema.


ah, talvez hão de me perguntar do menino anônimo eternizado por mim no face_bock, através da foto de Farkas, e do goleiro que fui dos 14 aos 16 anos, do rugbier que também fui, e não pude prosseguir.dirão que sou um ''frustrado'' - Que se DANEM! já disse e reitero sou do time '' tô cagando e andando!'', sou quem sou porque continuo goleiro diante do mundo, havendo em mim o scrum-half a cada milionésimo do segundo que existo sem precisar de um deus ou de uma bola.



T.S.

sábado, 9 de novembro de 2013

Vocês maldizem Curitiba, mas a autofagia urbana, é uma das inexorabilidades de um mundo que se quis pós-moderno. Sou carioca, nasci e me criei na cidade do R.J., não tenho lá muito gosto de voltar para minha cidade, exatamente por ser testemunha que o Rio de Janeiro é um dos lugares mais agredidos a despeito do que foi e do poderia ainda ser. Hoje, se encontra num estado de confisco geral (sobrevive na prostituição de uma Rede Globo),e cada vez mais arruína a sua natureza, sua cultura e sua urbanidade.
O domingo é um presságio da segunda-feira em todos lugares, e o destino de Curitiba de se digerir no próprio alimento, é o destino do ser humano que se rendeu a plástica do cotidiano, por isso (não à toa) se intoxica.
T.S.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

'' As equações não explodem'' disse o Herr Einstein; e eu acredito que as economias também, se fossem menos financistas, e sim mais equacionadas, as equações são lindas! não precisam de fissões! além das que podemos conhecer nos papéis; as economias não explodem, quando mais ensolaradas e mais ventadas.

Tullio Stefano