Mostrando postagens com marcador Daniel Faria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Daniel Faria. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
domingo, 21 de junho de 2015
Últimas explicações
EXPLICAÇÃO DE RICARDO REIS
Os rios amo, lídia, lentos
E largos sobre o solo.
Que em um dia as crianças se banhando neles
Se enxugam ao sol e correm.
E pela velocidade podem
Aos astros comparar-se.
EXPLICAÇÃO DA ESPERA
Quando me sentarei ao sol
Despido
Líquen vivendo
Da inclinação dos ramos?
Quando crescerei como nuvem
Mão leve sobre a fronte
Da doença?
Quando repousarei
Ausente sem sofrer
Qualquer ausência?
EXPLICAÇÃO DO POETA
Pousa devagar a enxada sobre o ombro
Já cavou muito silêncio
Como punhal brilha em suas costas
A lâmina contra o cansaço
Explicação do amor e do orvalho
Uma fogueira no meio da noite cercada
Por um homem com os olhos rasos de água
EXPLICAÇÃO DO JUGO
O homem no corpo da mulher
Puxou todo o dia o arado
Do choro dela
Beberam os bois
E à noite
Morreram ao seu lado
Daniel Faria | Últimas explicações
domingo, 19 de janeiro de 2014
EXPLICAÇÃO DE RICARDO REIS
Os rios amo, lídia, lentos
E largos sobre o solo.
Que em um dia as crianças se banhando neles
Se enxugam ao sol e correm.
E pela velocidade podem
Aos astros comparar-se.
Daniel Faria | Últimas explicações
EXPLICAÇÃO DA ESPERA
Quando me sentarei ao sol
Despido
Líquen vivendo
Da inclinação dos ramos?
Quando crescerei como nuvem
Mão leve sobre a fronte
Da doença?
Quando repousarei
Ausente sem sofrer
Qualquer ausência?
Daniel Faria | Últimas explicações
EXPLICAÇÃO DO POETA
Pousa devagar a enxada sobre o ombro
Já cavou muito silêncio
Como punhal brilha em suas costas
A lâmina contra o cansaço
Explicação do amor e do orvalho
Uma fogueira no meio da noite cercada
Por um homem com os olhos rasos de água
Daniel Faria | Últimas explicações
EXPLICAÇÃO DO JUGO
O homem no corpo da mulher
Puxou todo o dia o arado
Do choro dela
Beberam os bois
E à noite
Morreram ao seu lado
Daniel Faria | Últimas explicações
segunda-feira, 25 de março de 2013
críticos
: "Minha impressão sobre os críticos é
que são covardes e entregam o seu trabalho nas mãos das editoras e demais
grupos. Raros são os que correm o risco de afirmar alguma coisa, assumindo o
risco do 'erro' - como se essa fosse a questão. Mais raros ainda são os
críticos leitores, leitores mesmo. Porque a verdadeira crítica é expressão de
uma leitura amorosa, sem sentimentalismo, porque não separo a inteligência do
sentimento. As críticas que saem por aí parecem: a. comentários mercadológicos
sobre livros que a pessoa deveria comprar pra ser in e não out. b. birras de
grupos que disputam as migalhas que caem do mercado.
Daniel Faria
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
PRIMEIRO DIA DO ANO
UM ARCO-ÍRIS NO CÉU
UM CHEIRO DE CHUVA NO AR
UM GOSTO DE TERRA MOLHADA
A ESPERANÇA FLUTUA COMO UMA BRISA LEVE
E MEU CORAÇÃO SONHA COM AS SETE CORES DA POESIA...
DANIEL FARIA - 01-01-2013
Assinar:
Postagens (Atom)







