- Sou escritor e como tal me pronuncio. Faço da Parafrase minha arma consciente pra atingir o inconsciente de quem ainda amorfo, usa cores, tentando com embalagem, dar forma ao que sempre foi..., etérico. - Hoje, ainda com o troar de todos os sons urbanos de ontem, em meus ouvidos, penso que tenho um pouco a contribuir com a confusão existente, ou quiçá, conseguirei aumentá-la..., consubstancialmente. Meu pensamento voa com o éter fulgurante, sem que seja na Poesia Lupiciniana, para encontrar outra forma de literatura, a prosa, que de diálogo em diálogo, expressa coisas que 'muitos' com elas não ficam prosas, justamente porque..., gostam de prozas. A viagem no tempo e no espaço me leva a uma 'Re-pública'..., a Grega, institucionalizada por Platão, na verdade, 'Aristocles', que estudando incansavelmente, colocava sobre os largos ombros, a responsabilidade dos conhecimentos, sobre Politeia. Caminhando sobre pegadas Sócratinianas - Plato - começou a dialogar com Gláucon e Adimanto. Das muitas perguntas e plurais respostas, chegaram à conclusão, que o "ato de governar" é se colocar a serviço do governado, prezando que há caminhos tortuosos, para isso, em que "a justiça é superior à injustiça", contudo, para atingir tal estágio de sabedoria, "é preferível sofrer a injustiça", ao invés de "praticá-la". Ele e os demais entenderam, que no lugar que houvesse justiça, ali estaria à felicidade. Na sequência percebeu ele - Platão - pelos debates advindos das questões não clarificadas, os meios que estipulam e asseguram a existência de alguma substância fisiológica e anímica, que se adequaria a uma cidade bem ordenada, com público fiel e sempre permanente, que se re-novaria em sequitários de alguma Regentia, pois, haveria assim, o poder exercido por alguém em nome de outrem, e que em tal função usaria do libre verbo, para 'Regere' o comando e exercer o 'Poder' desde que fosse, ligado ao 'Rei'. ó que..., passou o tempo e o espaço é outro, não o da Obra de Platão, que recebeu a classe quatro, como parte bibliográfica naquela literatura. Esse ponto trata da Educação Filosófica dos Governantes que deverão 'Instalar' e 'Preservar' a 'Ordem' na existência Politeica. A 'Ordem Justa' aparece na questão mais crucial do tema – "Re-pública" – preconizando que a justiça é melhor que a injustiça, mas, abrindo espaço para a discussão se..., "O Homem Injusto Terá Vida Mais Regalada Que O Justo". Definindo a questão, o embate e findando o encalorado debate que se prolongou sobre a ordem justa, chegam os Sábios, a resposta conclusiva: - "A justiça é preferível à corrupção". A República - de Platão - tem argumentação dialética. Pensamento dialético é caracterizado por "Apreender A Realidade À Luz De Posições Contraditórias", que ao final, passam a ser conhecidas e compreendidas..., uma, como a "Verdadeira", e a outra, como "Falsa". Paralelamente a tudo isso, surge então, uma alusão à imagem da – "Lindíssima" – "Alegoria Da Caverna", que correspondente ao confronto do Ser encavernado, que num repente, descobre do lado de fora, a luz, o sol, a claridade e tenta mostrar aos que dentro da caverna – "Ignorância" – permanecem, que lá, só tem as trevas e a escuridão, afinal..., é uma caverna. Eu e a dialética que apresento aqui, damos uma ideia de confronto com todo e qualquer tipo de empirismo. Não sei se sou dialético ascendente ou descendente, e isso também não me importa, já que tal questão abriria possibilidade da tentativa de "Corrupção" da minha ideia, devido à incorporação dela em uma situação empírica. Na caverna..., estamos, mas..., "Há Luz" ! - Resta saber..., onde !
- Olinto Simões."
Mostrando postagens com marcador olinto a simões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador olinto a simões. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
segunda-feira, 25 de março de 2019
A vida é uma arte, dentro dessa qualificação, classifico
como tragicômica a cena que se desenrola dia a dia. Na parte da Comédia existe
o protagonista que faz sucesso e um coadjuvante que normalmente é chamado de
"Escada", ou seja, propicia as condições do protagonista aparecer. O
chato, é que nem sempre o tal do "Astro" é tão bom, mas, o Escada age
tão perfeitamente que desaparece em cena e faz o sucesso do outro. Assim,
deixei faz tempo de ser um degrau apenas para ser a escada de muitos.
Sabe com que vontade estou atualmente?
- De inclinar meus degraus criando uma íngreme ladeira e
ficar apreciando o que acontecerá.
Continuemos alando-nos.
Olinto Simões
QUASE PERMANENTE EQUINÓCIO
Muitas foram as águas de março que desceram de meus olhos
fechando o verão. Eu, procurando não salgar demais meu paladar com o sabor
lacrimal, tentei adoçar alguns momentos, indo à busca do que não havia perdido,
mas, do que me sentia distante. Para fazer isso, precisei me afastar de quem
tanto me aproximei ou de quem deixei que se aproximasse e não tinha notado com
isso, o quanto eu tinha sido..., usado.
Não questiono aqui as intenções dos usos, contudo,
inquiro-me no porque me permiti ser um objeto usável.
Entendo que fui para muitos um Uber Emocional, chamado
quando de mim precisavam, e não tendo eu um taxímetro a marcar o tempo bem como
os quilômetros rodados, pensavam essas pessoas passageiras de meu interior, que
pudessem elas..., fazer o preço que achassem conveniente, (não justo), e ainda
por cima, para muitas dessas pessoas, a quem frente à vida fui advogado
vivencial, depois de verem transitarem em julgado o que fora pretendido,
entendessem como não necessário pagar as corridas que eu fazia, e elas não. Se
não fizeram pagamentos, valor algum deram ao que feito foi.
Com balinhas adocei o amargo de muitos, com água matei a
sede de quem sedento estava, fosse no campo que fosse, sem que nunca os
colocasse em condição de passageiros. Mal sabia eu, que eles desceriam como se
nada tivesse acontecido e eu ali nem estivesse, quando entendessem como
chegado..., ao destino pretendido.
O verão foi escaldante. Além das lágrimas, o suor que se fez
presente – também salgado – respondia a meu esforço de resolver por "outrens",
problemas que meus não eram. E os resolvi, porém, na hora de me refrescar com
os resultados, eu que me bastasse sozinho porque os beneficiados..., ali, já
não mais estavam.
É..., o verão para grande quantidade de gente foi prazeroso,
eu, posso afirmar, que no caso do vivente aqui escritor, começo a me arrefecer
e me preparo para deixar cair não mais lágrimas ou gotas de suor, mas, folhas
tristes com as quais me vesti, pensando que fossem minhas roupas. Roupas as
quais d'agora me dispo, colocando meu tronco nu à espera do rigoroso frio que
se aproxima..., tão logo passado seja o equinócio, e esse período outonal se
finde.
Para todos sempre fui um Quase Permanente Equinócio,
iluminando em igualdade o dia e a noite de quem vivendo em muitos escuros...,
me procurasse.
No tempo de verão, pensei que me alimentasse ao atender quem
me procurava, e com o intuito de atendimento às necessidades, não percebi que
ao invés de me garantir com energias satisfatórias para hibernar durante a
noite invernal, fui sugado no que tinha de néctar a oferecer.
Num repente entendi que havia premência na minha
autoproteção já que em muito me expus sem que retorno houvesse. Tive que agir
como piloto de corrida em momento de evitar uma colisão. Pisei no freio, na
embreagem, acelerei junto, puxei o freio de mão e fiz um "punta y
taco", mudando rispidamente meu rumo e direção.
Ouvi os chamados dos que habituados estavam em me ver
naquele caminho, quase que exigindo meu retorno à direção anterior, sem
perceberem que eu..., já estava em outra rota, traçando nova órbita.
Sou um inquieto iniciante de caminhos, um inveterado
reiniciante de nova jornadas, em que o reinício só aparece no ato/fato de fazer
novamente, mas, sempre com um diferente azimute.
Enquanto ouvia os chamamentos, me afastava. Parei longe.
Medi o ângulo do plano horizontal ao meridiano em que eu estava, e como bom
observador fiz um plano vertical formando com a linha imaginariamente
magnética, um novo norte traçado, que me levasse ao ponto ideal para um salto
quântico.
Desmaterializei-me, transportei-me e me rematerializei num
ponto desconhecido para os que antes, pensavam que me conheciam. A eles, não
serei diferente no amor, entretanto, não mais terão as portas de meu coração
escancaradas como sempre estiveram. Elucubrei algumas palavras de passe e
poucos serão aqueles que conseguirão decifrar os enigmas condutivos para os
umbrais dos códigos de acesso a minha sensorialidade, personalidade e
eternidade.
Foi necessário, é necessário. Se a Maratona, considerado o mais
longo esporte olímpico começa com o primeiro passo, já me fiz maratonista desta
existência faz tempo.
Permitam-me continuar meu caminhar.
Quero ver é quem vem junto.
Olinto Simões - 22/03/2019 - às 02,34 h.
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
CABEÇA FEITA
Distraído eu estava,
Quando num repente,
Comecei a ouvir vozes,
O que me preocupou,
Porque eu estava sozinho,
E isso não é coisa normal.
Procurei localizar, identificar,
De onde as vozes vinham,
Notei, como não era de esperar,
Que estavam na minha cabeça,
Entremeios as vozes, pensei:
- Estou enlouquecendo?
Concentrei-me naqueles sons,
Percebi que era uma conversa,
Dos meus hemisférios cerebrais,
Criando um fértil diálogo não senil,
Interlocutado simultaneamente,
Numa..., Perfeita Simbiose.
O direito:
- Conhecimento..., para o quê, serves?
O esquerdo:
- Sirvo, para te fazer diferente do ignórico!
O direito:
- É..., mas, com isso, o que mais sei,
é que Socratianamente..., nada sei.
O esquerdo:
- Então, passe para reações Aristotélicas,
porque menos sofrerás. Eureka!
O direito:
Não quero ser tão racional e dedutível,
O esquerdo:
Então aceite o sofrimento do apego.
O direito:
Renuncio ao sofrimento..., desapego.
O esquerdo;
Duvido que consiga, esse não é você.
Como plateia desse jogral,
Entremeios as vozes, pensei:
Não estou louco, ao contrário,
Minha lucidez é assustadora,
Consigo me perceber até...,
Inconscientemente reflexivo.
Nessa discussão do meu ego,
Questionado pelo meu superego,
Percebi-me como meu alter ego.
Éramos três num desdobramento,
Que em sentido da pluralidade,
Se fazia simplesmente, singular.
Para aumentar a confusão,
Eu me vi..., sim, eu me vi,
Eu estava fora..., eu..., alter ego,
E via juntos, embora separados,
O ego e o superego,
Isso era tramoia em festa, do Id.
Instinto da matéria instigando,
Razão e emoção se digladiando,
Espírito desgarrado do corpo, livre,
Mas, agarrado à Ariadne, fio a fio,
E eu alma verdade integrado ao todo,
Somos cinco onde apenas um existia.
E o surpreendente diálogo continuou,
Em meio a toda essa parafernália,
Quando um hemisfério ao outo falou:
O direito:
- Sim, esse sou eu porque me basto.
O esquerdo:
- Bastar-se-ia sem ação do sangue.
O direito:
Mas, o sangue correndo é vida.
O esquerdo:
Não. Vida é o que faz o sangue correr.
O direito:
Então a vida é o que sinto.
O esquerdo:
Não. A vida não pode ser sentida.
Entretido na audição da conversa,
Eu estava quando noutro de repente,
Nova voz ouvi:
Ei..., silenciem-se..., o corpo se mexe,
Disse o Id Instinto da matéria instigado,
Quando em movimentos espasmódicos,
Células vivas se contraíram profundamente,
Durante uma inspiração mais profunda,
E relaxaram quando houve a expiração.
A respiração sequencial foi percebida,
Entre um espreguiçar e outro renovar,
Despertou o olhar antes adormecido,
Foi quando entendi que havia dormido,
E o que em normal é chamado de sonho,
Eu vivi em inteiro, por ter..., a cabeça feita.
Olinto Simões – 26/06/2018 – às 3,40 h.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Todo dia o FACE me pergunta..., "No que estou pensando". Resolvi responder:
- Sou escritor e como tal me pronuncio. Faço da Parafrase
minha arma consciente pra atingir o inconsciente de quem ainda amorfo, usa
cores, tentando com embalagem, dar forma ao que sempre foi..., etérico.
- Hoje, ainda com o troar de todos os sons urbanos de ontem,
em meus ouvidos, penso que tenho um pouco a contribuir com a confusão
existente, ou quiçá, conseguirei aumentá-la..., consubstancialmente.
Meu pensamento voa com o éter fulgurante, sem que seja na
Poesia Lupiciniana, para encontrar outra forma de literatura, a prosa, que de
diálogo em diálogo, expressa coisas que 'muitos' com elas não ficam prosas,
justamente porque..., gostam de prozas.
A viagem no tempo e no espaço me leva a uma 'Re-pública'...,
a Grega, institucionalizada por Platão, na verdade, 'Aristocles', que estudando
incansavelmente, colocava sobre os largos ombros, a responsabilidade dos
conhecimentos, sobre Politeia.
Caminhando sobre pegadas Sócratinianas - Plato - começou a
dialogar com Gláucon e Adimanto. Das muitas perguntas e plurais respostas,
chegaram à conclusão, que o "ato de governar" é se colocar a serviço
do governado, prezando que há caminhos tortuosos, para isso, em que "a
justiça é superior à injustiça", contudo, para atingir tal estágio de
sabedoria, "é preferível sofrer a injustiça", ao invés de
"praticá-la".
Ele e os demais entenderam, que no lugar que houvesse
justiça, ali estaria à felicidade.
Na sequência percebeu ele - Platão - pelos debates advindos
das questões não clarificadas, os meios que estipulam e asseguram a existência
de alguma substância fisiológica e anímica, que se adequaria a uma cidade bem
ordenada, com público fiel e sempre permanente, que se re-novaria em
sequitários de alguma Regentia, pois, haveria assim, o poder exercido por
alguém em nome de outrem, e que em tal função usaria do libre verbo, para
'Regere' o comando e exercer o 'Poder' desde que fosse, ligado ao 'Rei'.
ó que..., passou o tempo e o espaço é outro, não o da Obra
de Platão, que recebeu a classe quatro, como parte bibliográfica naquela
literatura. Esse ponto trata da Educação Filosófica dos Governantes que deverão
'Instalar' e 'Preservar' a 'Ordem' na existência Politeica.
A 'Ordem Justa' aparece na questão mais crucial do tema –
"Re-pública" – preconizando que a justiça é melhor que a injustiça,
mas, abrindo espaço para a discussão se..., "O Homem Injusto Terá Vida
Mais Regalada Que O Justo".
Definindo a questão, o embate e findando o encalorado debate
que se prolongou sobre a ordem justa, chegam os Sábios, a resposta conclusiva:
- "A justiça é preferível à corrupção".
A República - de Platão - tem argumentação dialética.
Pensamento dialético é caracterizado por "Apreender A Realidade À Luz De
Posições Contraditórias", que ao final, passam a ser conhecidas e
compreendidas..., uma, como a "Verdadeira", e a outra, como
"Falsa".
Paralelamente a tudo isso, surge então, uma alusão à imagem
da – "Lindíssima" – "Alegoria Da Caverna", que
correspondente ao confronto do Ser encavernado, que num repente, descobre do
lado de fora, a luz, o sol, a claridade e tenta mostrar aos que dentro da
caverna – "Ignorância" – permanecem, que lá, só tem as trevas e a
escuridão, afinal..., é uma caverna.
Eu e a dialética que apresento aqui, damos uma ideia de
confronto com todo e qualquer tipo de empirismo. Não sei se sou dialético
ascendente ou descendente, e isso também não me importa, já que tal questão
abriria possibilidade da tentativa de "Corrupção" da minha ideia,
devido à incorporação dela em uma situação empírica.
Na caverna..., estamos, mas..., "Há Luz" !
- Resta saber..., onde !
17 de Março de 2016
Olinto Simões.
domingo, 29 de novembro de 2015
EU FRACTAL DE MIM
Há átimos de tempo vivido por mim,
Nos quais não sei ao certo quem sou,
Sou inteiro em alguns momentos,
E apenas partes em outros instantes.
Em lentas caminhadas evolutivas,
Vejo-me sob uma constante luz clara,
E nas rápidas fugas mundanas,
Perco-me na escura sombra projetada.
Quando estou na minha integridade,
Sei-me suficiente para não vacilar,
E se me fraciono de alguma maneira,
Sinto-me fraco por pensar-me bipolar.
Há aqueles pensamentos que passam,
E em fugacidade deixam registros,
Há presenças que perene se mantém,
E melhor seria se não deixassem marcas.
No agora fugaz que o pensei presente,
Que de pronto se postou perene passado,
Penso, ou pensei, talvez..., pensarei,
No que é, e já foi, ou talvez ainda, será.
Quando não sou tudo..., sou nada,
Mas, é justamente quando me sinto nada,
Que me percebo como tudo que me sei,
Parte integrante do todo desconhecido.
Assim o são..., o Micro e o Macro,
O Universo e dois versos do anverso,
No que é lado, côncavo e convexo,
Na Poesia o verso com quem converso.
Um desses muitos duos plurais,
Em singular sem o outro não existe,
A ilusão teimosa ao sonho seduz,
Mas a vida valorosa, a tudo subsiste.
Concluo..., contudo..., na dúvida fico,
Se sou..., inteiro..., parte..., ou sou meio,
Impar, dual, factível, verossímil ou falho,
Completo, incompleto, vazio ou repleto.
Sei que como 'Ser'..., na senda evoluo,
Que como 'Humano'..., na vida me poluo,
Sei que nada existe, entretanto, tudo acontece,
Como sei que a sombra..., não existe sem luz.
Olinto Simões - 26/11/2014
quinta-feira, 28 de maio de 2015
RESPOSTA DADA À PERGUNTA NÃO FEITA
Cheguei sem saber o que era o quando,
E não me importava como tinha sido a viagem.
Havia sim, uma luz que mostrava o caminho,
Porém, não havia rota,
Mapa ou manual de orientação.
Se..., cheguei a esse 'aqui'..., algum lugar,
Foi porque de um 'lá'..., parti.
Se..., parti foi porque onde era o lá,
Aconteceram desencontros.
Se..., os encontros salutares fossem,
Teria eu lá permanecido.
Será ?
A existência mostra paradigmas,
Mais antagônicos que conformes,
Mas, Socratianamente..., 'nada sei'.
Será ?
Do que me é mostrado ou identificado,
Por quem nada sabe e muito menos quem é,
Em nenhuma palavra posso acreditar.
Nem nas minhas ?
Incertezas fazem parte de minha certeza,
Nenhum sentimento me tira a lucidez,
Contanto que eu mantenha a coragem,
De arriscar e racionalmente, jogar.
A vida é um jogo impar de trunfo emocional,
Em que o instinto dá cartas e esconde o naipe,
E sem me roubar, blefa sobre minha jogada,
À espera que meu crescimento se mostre maturo.
Sem ser louco me alço a alto voo e flano,
De cima não admiro os que no chão se mantém,
Ao contrário me preocupo com cada um,
Pois, é mais difícil entender e aceitar,
O padrão antagônico da infelicidade,
Que ser livre, tirar os pés do chão e sonhar.
Sou aquilo que sozinho me fiz,
Por não ser sequitário não tenho culpas,
Meu passado é meu juízo de reconciliação,
Com um futuro que não sei..., se é certo,
Sendo que a ambivalência do hoje presente,
O divide num ontem que não mais existe,
E quando ontem..., se mostrava amanhã.
Minhas tomadas de decisões, ou escolhas de vida,
Meu livre arbítrio, ou meus erros a serem cometidos,
Traçaram meus novos passos de onde estava,
Para o aonde vim, sem que com isso,
Aqui deva eu permanecer, salvo dileto encontro.
Minha realidade é a estática vida física temporal,
E atualidade é minha essência dinâmica permanente,
Minha vida se esvai na conduta que degrada matéria,
Mas, meu 'Ser' espiritual se gradua na mesma proporção.
Enfim..., sei que são os reveses,
Que compõem os degraus íngremes,
E que patamares de muitos "Não's"
Ou corrimãos de alguns "Sim's",
Constroem a escada que...,
Todos..., subimos..., indo,
Ou descemos..., ao voltar...,
Sem ao menos sabermos..., por quê.
Resta, portanto, seguir a caminhada,
Subir a escada, escalar a montanha,
'Sonhar' e 'Voar' para que haja o viver,
Fazer poesia, e amar, e amar e sentir,
Que no mínimo..., tudo isso vale à pena!
Olinto Simões – 24/05/2015 – às 03,12 h.
Quem leu até aqui, e serão bem poucos, entenderão porque não
vivo postando textos meus. É que não sei escrever..., pouco.
Risos.
Quem quiser comentar, inclusive o que escrevi no final,
agradeço. Serão amigos, poucos bem os sei, que terão a 'Pachorra' de perder um
tempão..., com poesia.
Abraço e meu respeito a você, que..., repito..., leu tudo
até aqui.
domingo, 14 de dezembro de 2014
sábado, 15 de março de 2014
A felicidade do Fotógrafo.
Poucas cenas falam mais que essa. Se uma imagem vale mais
que mil palavras, essa vale um milhão de versos, e..., alguns eu fiz:
Leiam e comentem.
Meu carinho a quem tiver a pachorra de ler até o final.
Olinto Simões
Todo Poeta que se preza, não recusa convite pra Poetar sobre
o belo, mesmo que esse belo, seja profundamente feio, pela situação que
apresenta e pelos comentários infelizes, dos infelizes que Poetas não são.
ESTÁTUAS CARENTES
De costas pro belo,
Plantaram o Poeta,
E o mar não reclamou,
Por sabê-lo mais próximo,
Mesmo que de costas.
Com a Estátua do Poeta,
De costas pra costa,
A costa ficou mais bela,
E quem ali passa,
Nota a estátua de frente.
Contudo não há quem enfrente,
O sofrimento do outro,
E pra isso dá as costas,
E não há quem comente,
A conduta da Estátua.
O carente que carente segue,
Deu as costas pra costa,
Sentou ao lado do Poeta,
Ficando de frente pras pessoas,
Que como estátuas dinâmicas,
Passavam e seguiam em frente.
É..., não há quem enfrente,
A cena que de frente,
Dá as costas pra costa,
E todos que são pessoas,
Agem como se estátuas fossem.
O carente se aninha ao colo da estátua,
Mas, na verdade o que mostra é mais feio,
Longe do carinho frio e do belo demonstrado,
Mostra a ausência de colo e a falta de ninho,
Em cada pessoa que passa e dá as costas.
Pessoas de coração duro mostram-se carentes,
Estátuas humanas, duras, inflexíveis, feias,
Movem-se muitas vezes ao longo da costa,
Sem ao menos se olharem de frente,
Pois, não há quem o olhar carente enfrente.
E assim resta a foto do feliz fotógrafo,
Que de frente para o belo,
Enfrenta o belo da costa,
De costas pras pessoas de costas,
Olhando em segundo plano o mar,
Gravou em imagem estática,
Em plano primeiro, o feio.
Feio sim, o não movimento do Poeta,
Que como estátua não abraçou,
O carente que na estátua se aninhou,
Afinal, ela é estátua e não sente,
A dor que na foto não aparece,
Mas é sentida por quem de frente,
Tenha coragem e enfrente,
Quem por medo de sofrer,
Dá as costas pra frente do belo.
A foto fica,
A imagem fica,
A estátua fica,
Os carentes continuam,
A carência permanece,
E não há quem assuma,
Que carente é..., e a isso..., enfrente !
Olinto Simões – 14 de Março
domingo, 5 de janeiro de 2014
Olinto Simões ...,
..., Fabio Campana...,
Excelente texto. gostaria que eu o tivesse escrito,
contudo..., sou 'Obeso', mas bota obeso nisso.
Foi de minha parte, uma..., digamos escolha involuntária,
mas, minha noção de ridículo me serve como anteparo à inconsequência. Por isso,
em épocas já sabidas como praianas, lá você não me encontra.
Tenho justificado minha ausência, aqueles que me cobram o
fato da não participação, explicando o que creio, sejam os poucos tópicos que
você não citou na sua hábil crônica. Aí estão e da maneira que os exponho:
A - Nessas épocas a estrada fica um inferno.
B - Se optar por 'Ferry boat', leve uma cabana para
acampamento durante a espera.
C - Escolher um lugar melhor pra comer, nem pensar. Tudo...,
"Entulhado".
D - Se você sentar pra comer em qualquer lugar, antes de
acabar, o garçom, (quando tem), já dará um jeito de quase...,
"Expulsar" você, porque tem mais gente querendo sentar.
E - Você pede uma porção de camarão e lhe é servida uma ilha
de camarão cercada de prato por todos os lados, e lhe cobram caro por isso.
E vou parar por aqui, só pra justificar o que faço, porque
teria mais a escrever.
Minhas justificativas de ir à praia, fora da temporada.
A - Estrada maravilhosa. O passeio é prazeroso.
B - Se optar pelo 'Ferry' antes de você se aproximar, já tem
um cara embarcado, cuidando da sua entrada, monitorando seu estacionamento, e
agradecendo sua presença.
C - Como a praia está vazia, escolher um lugar pra comer é
uma tranquilidade. Quando você estaciona, alguém do restaurante, começa a lhe
'espanar' com toda gentileza, desde a hora que sai do carro.
D - Você adentra ao restaurante, um garçom lhe puxa a
cadeira, com a gentileza dos anos 50, e fica praticamente a disposição pra lhe
atender no que desejar.
E - Você pede uma porção de camarão e lhe é servido um prato
generosamente abastecido, e se bobear, ainda lhe dão como brinde, uns pedaços
de filé de peixe a milanesa, como amostra do que está a sua disposição.
Enfim, entendeu agora porque sou "Obeso" ? -
Risos.
Gosto da Paz de Curitiba nesse período em que estamos,
segundo você, até março. Gosto das pessoas cultas, que não vão fazer parte de
um 'Mundo inconsequente' só pra dizer que 'Faz "Parlte" '.
Aqueles que sabem aproveitar o que é bom, sabem antes
distinguir o que deve 'e pode' ser aproveitado. Portanto, meu amigo,
permaneçamos inteligentes, sarcásticos e com um bom humor acima da média.
Viveremos longos anos, a desfrutar da oportunidade de escrever sobre os
descaminhos que nos assustam, porém, nos dão materiais fabulosos para nossas
criações literárias.
Meu abraço e admiração.
Olinto Simões - 5/01/2013
(Assinado e datado por causa da Síndrome de Xerox que
existe). - Risos.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
UMA MENSAGEM PARA REFLEXÃO
O NATAL ?
- Já Passou !
Será ?
- É ANO NOVO !
Será ?
- Sim. Hoje, é o último dia do ano ... !
Será ?
- Amanhã estaremos em JANEIRO ... !
Será ?
- Que coisa..., já é 2.014 !
Será ?
- Esse diálogo é uma chamada para a reflexão. Não faz muito
tempo, há apenas alguns dias passamos por uma data, 24/12, (será ?), em que as
pessoas diziam Feliz Natal, referindo-se ao Nascimento, do mais importante nome
da Humanidade.
Durante a Festividade Natalina, grande número de pessoas
carregava pendurado ao pescoço, um crucifixo, Símbolo De Uma Morte, imposta a
um grande homem; e justamente em nome daquele mesmo Grande Homem, diziam como
citado na abertura desta mensagem Feliz Natal, que quer dizer..., Seja Feliz No
Seu Nascimento. Em suma..., diziam uma coisa e ostentavam outra.
No dia seguinte, o assunto não mais existia. Era hora de
preocupação com o Reveillon; com o que vestir, com o que comer, com o que
beber, enfim, onde passar o Ano Novo, e nisso incluem-se congratulações e votos
de Um Ano isso, Um Ano Aquilo.
Dentro de horas..., 1º de Janeiro de 2.014, (será ?), se
formos honestos, veremos que nada mudou. Tudo continua na mesma, como era e
sempre foi.
Abrem-se lojas. Comércio faz liquidações. Empresas
reiniciam. Chefias, supervisões e gerências, avaliam o lucro do último ano e
planejam as cotas de vendas a serem cobertas. Nos seguimentos, superiores
hierárquicos podam as reuniões e comentários sobre festividades e férias, para
que seja possível fazer render o serviço. Uma moça nota à colega de trabalho,
uma nova joia, novo modelito, sapato diferente, etc. Entre homens o comentário
à boca pequena é que as mulheres e filhos estão na praia, e surge a pergunta:
- "Onde é que a gente vai... ?"
E aqueles votos 'Natalinos' e do 'Fim De Ano'..., tão
elevados..., ficaram no passado.
O "Agora" está totalmente comum como sempre foi o
'presente' vivido. Assim também será embasada a continuação da iniquidade.
Assim, as pessoas permanecerão falando do que não conhecem, enaltecendo
frivolidades, fugindo da própria realidade, pensando que tudo está como deveria
ser, pois vivem..., como se mortas estivessem, isso no sentido espiritual,
porquê no sentido material todas ..., "São Muito Vivas".
É triste, mas É Verdade. Por isso convido Você para algumas
reflexões:
- "O que leva ou induz o Ser Humano, a procedimentos
pouco..., ou nada dignos ?"
- "Por que a pessoa vê no semelhante, um Inimigo que
deve ser temido, combatido e sempre que possível, derrotado ?
- "Por quê, a forma mais importante de todas as Obras
da Criação, trilha caminhos outros que não os da Felicidade, se só, e
unicamente para isso, foi criada ?"
A resposta para estas Reflexões..., é uma só.
I - G - N - O - R - Â - N - C - I - A !
Ignorância À História Da Humanidade; Exemplos De Grandes
Almas; Às Palavras Dos Grandes Mestres, Aos Fatos Da Vida; À Verdade.
Ignorância Ao Amor. Não do Amor Físico, Carnal, tão
apregoado e tão recriminado como Ato Pecaminoso. Isso não é Amor, como também
não é Pecado; mas..., ao Único e verdadeiro A-Mor; que quer dizer..., Não
Maior. Isso refere a não ser maior que o Semelhante, como também indica ser Não
Menor, apenas Igual. Iguais em tudo.
Outros exemplos poderiam ser colocados, mas, fiquemos com
esses para facilitar o entendimento, compreensão e discernimento, que por
Consciência são fatores preponderantes para uma Vida Feliz..., tão pouco comuns
nos dias de hoje.
O sentido de igualdade foi esquecido ou perdido no tempo,
não pelas pessoas comuns, nem como algo a ser encontrado, mas, parece ter sido
irremediavelmente ceifado, por outras mal intencionadas, com obscura intenção;
o queimaram como erva daninha e não satisfeitas, secaram com Cal Da Maldade o
coração humano, como a querer cauterizar o Solo e não mais permitir que dessa
maneira fosse possível proliferar, o único sentimento que poderia impedir os
mesquinhos propósitos dos Bucaneiros De Almas.
À contrapartida, vivem as pessoas comuns as imensuráveis
tristezas; uma infelicidade assumida pela ausência de autoestima e a certeza
autorizada de serem e viverem Ad Eternum, manipuladas pelos Maquiavélicos
Senhores Da Hipocrisia; que falsamente fantasiados de Bons Samaritanos;
protegem-se com escudos de palavras sabidas como Santas e Benditas por outros,
escritas.
Transferindo responsabilidades se multiplicam pelo mundo com
várias e diversas denominações. Ocultando as verdadeiras intenções e obstruindo
a Verdade, espalham Mentiras. Conseguem o que querem, disseminando Discórdias,
em nome de Deus.
Ignorância é Falta De Conhecimento, vontade de Não Ver o que
é mostrado dia-a-dia pela criação agindo na Natureza. É viver em sintonia e
consonância com o Absurdo e fechar os olhos à Beleza. É cultivar mágoas e fazer
a apologia da tristeza.
Meu Igual. O Ser Humano Foi Criado Para A Felicidade !
Em nome do Verdadeiro Amor convidei você a Refletir, pois,
muitas pessoas estão Adormecidas, e você também pode Despertá-las.
O Despertar pode ser um Espetáculo De Luz para quem sempre
usa óculos escuros; mas, essa Luz, não ofusca, porque ela não brilha de fora
para dentro, e é no sentido de tirar as vendas, que foram colocadas no seu
coração, para não deixar seus olhos verem, que eu digo:
Seu Nascimento é no Agora, então..., Feliz Natal !
É o Inspirar a cada momento que faz você..., um Ser Vivo.
Seu Ano começa no Agora, então..., Feliz Ano Novo !
Seu tempo é o Agora. Então..., a Eternidade..., é o Agora !
Curitiba, PR., 31 de Dezembro de 2.013
Olinto Simões.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Baseado nas suas duas atuais fotos:
- Fuga atemporal !
Ah..., se a pequena morsa de bancada,
Pudesse prender o tempo...,
Ah..., se os carrilhões não batessem,
os minutos passados...,
haveria necessidade da presença,
Do relojoeiro antigo,
Do profissional cuidadoso,
Da lupa no olho,
Da pinça na mão.
Haveria o Pai..., à mão,
Haveria o filho mais feliz...,
haveria o não passar do tempo,
E finalmente haveria o sempre.
Mas, a morsa está aberta,
os carrilhões saíram da moda,
Contudo, ainda há necessidade,
Da presença do relojoeiro.
Hoje, ao filho que ficou,
A lágrima serve de lupa,
E ele pinça pedaços de saudade.
Há pois, vazio na mão filho...,
Mas, há o Pai feliz no coração,
Essa fuga atemporal,
Marca indelével,
Segundos, minutos, horas,
Tempo referencial,
Porém, a ausência,
É sempre presente,
E esse tempo...,
Não passa.
Olinto Simões - Ao meu amigo Tullio ,
por saber do Amor que ele tem pelo Pai.
Grato, meu amigo, por sua transparente
verdade.
Abraço.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Ei..., você...,
Que está se livrando da saudade,
Deixe que ela tranquila se esvaeça...,
Nem procure notar se ela se dissipa,
Simplesmente, deixe que vá... !
Na passagem do tempo,
Venha para o futuro,
É venha..., porque aqui estou,
Muito depois da sua dor.
Nunca, jamais em tempo algum,
Outro alguém aqui esteve,
Sou eu quem a espera,
E que não seja de passagem.
Pois comigo Você sentirá,
Que não haverá sofrimento,
Caminhe na minha direção,
Sorrindo, e disso não se esqueça.
Pois com meu amor,
Um dia no passado,
Pensei assim e resolvi,
Colocá-la nos meus sonhos.
Olinto Simões - 29/10/2013 - às 17,23 h.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Narrativa De Um Momento
Fotografia do fotógrafo,
Foto da fotografia.
Frase sem palavras,
Texto sem parágrafo.
Consciência do Inconsciente,
Presença do oculto.
A inércia do movimento,
A Paz da violência.
Uma imagem,
De mil imagens.
Um momento,
Átimo de tempo,
Não redundante,
momento de um instante.
O fato, o foco, a foto,
Memória registrada,
O fotógrafo imortaliza a lembrança,
E imortalizado fica.
Qual o momento importante ?
- A fotografia do fotógrafo,
Ou a foto do fotógrafo fotografando.
O Ato passou, o fato ficou,
A foto demonstra,
O fotógrafo..., segue.
Olinto Simões
domingo, 8 de setembro de 2013
do jeito que a coisa anda, só por ser "Politicamente"..., já não é nada correto.
do jeito que a coisa anda, só por ser
"Politicamente"..., já não é nada correto.
Atualmente, com tanta tecnologia, para ser reacionário basta
atender ao celular dizendo..., "Alô"..., ou como ainda tem muita
gente falando..., "Hi..., "Disquei" o número errado.
Doutro lado, um seu amigo, frisou..., "ética de
trabalho" e isso é voz corrente, mas incorreto, porque "Ética" é
ética e não precisa de complemento. Na sequência completou com...,
"autoajuda utópica militante".
Aí..., borrou tudo de vez, porque 'autoajuda' já é uma
"utopia", e ainda por cima..., "Militante"..., que é quem
trabalha em alguma coisa, ou seja, "Milita" fora do quê, normalmente
faz.
- QUE MERDA DE PORRA É ESSA ?
Risos.
R, você sabe que eu, 'Reacionário' que sou, pela
idade, (Risos), nem falo palavrão, escrever então..., por que foi que o fiz?
- Porque o mundo está tão maluco, tão desvairado, que
conseguir sobreviver sendo diferente do comum, está cada vez mais difícil, e,
por pensar assim, resolvi experimentar e senti-me muito mal.
O Resultado, foi eu ter sentido, que fazer o comum é me
permitir ser vencido pela mediocridade.
Portanto, jamais baixarei minha bandeira. Afinal sou,
(somos) Poetas !
Que morram todos, pois, "Eu Sou" - (Somos) -
"Imortal" - (Imortais) - pela minha - (Nossa) - Poesia.
Abraço.Olinto
sexta-feira, 14 de junho de 2013
CONFISSÃO:
Chega um tempo, em que certas palavras precisam ser postas
pra fora, senão, nos sufocam a garganta, e a sensação é a mesma de morrer...,
entalado com alguma coisa, que não foi dita.
Tenho, como todo Poeta, uma 'Paixão'... escondida..., embora
não tanto, pois, a pessoa em questão, sabe disso, e por minha condição, e a
dela, nos mantemos afastados.
Quando resolvi postar o que pra ela escrevi, no dia de
ontem, 'Dia Dos Namorados' também esclareci, o seguinte:
- Muita gente quererá saber quem é você, mas, a meu ver,
basta que nós saibamos, pelo menos por enquanto. (E..., 'Esperança' teimosa).
Creio que foi com muita verdade de sentimentos que escrevi esse texto.
Portanto, quero que o mundo conheça a "Musa", sabendo que ela existe,
porém, sem fazerem a menor ideia de quem seja.
Vamos ao "Texto":
E quase chega o final do dia, mas, antes que isso
acontecesse..., me fiz presente.
Quem sou eu, nessa conjuntura?
- Quem é você?
- Que 'Plato' é esse que se impôs a nós, a nossa vida, que
nos faz amantes e ao mesmo tempo, distantes ?
- Como viver o inatingível ?
- Como viver o inverossímil ?
Aprendizado sem conclusão de curso, não diploma, nem aprova,
apenas..., ensina.
Mas, enquanto aprendo, me faço presente..., para não levar
falta. E presente, sinto o quanto eu falto, até mesmo para mim. Eu falto, na
falta que você me faz. Então hoje, quase no fim do hoje, resolvi responder,
'Presente', mesmo que ausente, contudo, para dizer que ainda continuo, que
sinto, e que não me entristeço.
Isso, quem sabe, já foi vivido, e viemos para entender o
quanto ainda nos queremos, ou pelo menos, de uma parte, a minha, ainda quero.
Amo Você.
É..., agora 'Eu' como 'Réu confesso', muita gente que me
conhece ficará espantada, outras pessoas mais conservadoras, se sentirão
indignadas, mas, saibam de uma coisa..., 'Também Sou Gente'..., e falho, falho
muito, contudo, dessa vez, fiz questão de acertar. A pessoa em questão...,
merece !
E que se danem os curiosos de plantão.
Olinto A. Simões
domingo, 26 de maio de 2013
Para você que dá aula de alemão, que tal um pouco de especialização ?
A língua alemã é relativamente fácil. Todos aqueles que
conhecem as línguas derivadas do latim e estão habituados a conjugar alguns
verbos podem aprendê-la rapidamente. Isso dizem os professores de alemão logo
na primeira lição.
Para ilustrar como é simples, vamos estudar um exemplo em
alemão:
Primeiro, pegamos um livro em alemão, neste caso, um
magnífico volume, com capa dura, publicado em Dortmund, e que trata dos usos e
costumes dos índios australianos hotentotes (em alemão, "Hottentotten").
Conta o livro que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em
jaulas (Kotter), cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-los das
intempéries. Estas jaulas, em alemão, chamam-se jaulas cobertas com tela
(Lattengitterkotter) e, quando possuem em seu interior um canguru, chamamos o
conjunto "jaula coberta de tela com canguru" de
Beutelrattenlattengitterkotter.
Um dia, os hotentotes prenderam um assassino (Attentäter),
acusado de haver matado a mãe (Mutter) hotentote (Hottentottenmutter) de um
garoto surdo e mudo (Stottertrottel). Esta mulher, em alemão, chama-se
Hottentottenstottertrottelmutter e o seu assassino chamamos, facilmente, de
Hottentottenstottertrottelmutterattentäter.
No livro, os índios o capturaram e, sem ter onde colocá-lo,
puseram-no numa jaula de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter). Mas,
incidentalmente, o preso escapou. Após iniciarem uma busca, rapidamente vem um
guerreiro hotentote gritando: Capturamos um assassino (Attentäter). Qual??
pergunta o chefe indígena. O Beutelrattenlattengitterkotterattentäter, comenta
o guerreiro. Como? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela?
- Diz o chefe dos hotentotes. Sim - responde a duras penas o indígena - O
Hottentottenstottertrottelmutteratentäter (o assassino da mãe do garoto
hotentote surdo e mudo). Ah, demônios - diz o chefe - você poderia ter dito
desde o início que havia capturado o
Beutelrattenlattengitterkotterhottentotterstottertrottelmutterattentäter.
Assim, através deste exemplo, podemos ver que o alemão é
facílimo e simplifica muito as coisas. Basta um pouco de interesse!!!!!!
Abração.
Olinto A Simões
sábado, 20 de abril de 2013
"Confissão..., de Consciência Limpa".
- Esse texto seu, eu gostaria que fosse meu.
Inveja ?
Sim..., inveja.
Mas não aquela inveja perniciosa, que denigre quem a
cultiva. Tenho inveja de você, agora, (?), fazendo essa reflexão aos seus 30
anos de teatro.
Eu, com agora, (?), meus 54 anos de teatro, não tive aos 30,
essa 'clarividência' de um 'iluminado Jiddu'. Por isso a inveja, por isso uma
consciência que brota, mostrando que os 'Mestres' muitas vezes nascem bem
depois dos discípulos.
Eu entendo assim, porque nós, simples 'Aprendizes', devemos
nos preparar anos e anos a fio, para sermos dignos da unção de um Mestre.
E os ensinamentos..., o Mestre nos passa de cara limpa, pelo
caráter de 'Quem' os mostra; com a cara pintada de 'Quem' os pratica; de mãos
limpas pela glória de saber estendê-las; com as mãos enluvadas pela honra de
'Quem' fisicamente, não nos toca, mas nos marca na alma.
Sinto um desmedido orgulho de um dia tê-lo conhecido; tenho
uma profunda alegria de poder chamá-lo de 'Meu Amigo'.
Tenho a consciência que ainda muito aprenderei, e por esse
motivo, quero sempre poder 'Honrar', ao Mestre que conheci, quando eu estive
preparado para isso.
Hoje, distantes geograficamente, habita você uma terra que
minha foi, e eu, habito a sua, numa troca injusta..., para os daqui.
Mas, passam as horas, correm os dias, segue a vida, e a
esperança, de quem sabe em fortunada oportunidade, poder eu dividir com você,
um espaço de apresentação, interagir em ato e fato, onde e quando me sentirei
um pouco mais próximo do que é ser grande.
Contudo, minha admiração não para:
- Sinto-me um gesto perfeito da mímica; uma palavra dita na
força da emoção de um simples contar de história; uma fotografia revelada pela
sensibilidade poética do fotógrafo; a rima preciosa do Haikai; a pincelada
certa no local exato de uma pintura inesperada, personagem do melhor filme de
um cinema possível. Sou a flecha que bem lançada pelo 'Arqueiro', voa em
ansiedade à busca do alvo.
É, nasci primeiro porque tinha muito que aprender. Você veio
muito depois, porque o que precisava ensinar..., necessitava de discípulos
preparados.
Sigamos..., pois, ainda..., as aulas não terminaram. Eu e
muitos temos sede de aprender.
Por enquanto, o meu..., muito obrigado.
Olinto Simões - 20/04/2013.
sábado, 23 de março de 2013
POETAS & poetas
Poetas que leem poesias,
Sentem aromas e veem flores da vida,
Ao invés das pessoas comuns,
Que recebem flores depois de mortas.
Poetas perfumados pela vida,
Acariciam as cicatrizes urbanas,
Ouvem o cântico das estrelas,
E descansam recostados em nuvens.
Sob intenso sol ou pingos de chuva,
Em reflexos de cristais dos arcos Iris,
Iluminam letras de beleza acesas,
Queimando a pureza do papel.
No entanto, poetas que não leem,
Poetas não são, e no tempo certo,
Receberão as flores e não as verão.
Olinto Simões - 23/03/2013
Assinar:
Postagens (Atom)