Mostrando postagens com marcador lara amaral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lara amaral. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de fevereiro de 2013

algo agora denuncia



algo agora denuncia
: ausência
abre as cortinas no escuro para olhar lá embaixo
noves andares de exposição
uma silhueta à mostra
qualquer movimento a mais pode ser
:
ficar nas pontas dos pés
procurar a lua debruçando o corpo
mas são retângulos demais à frente
e tantos deles acesos às 2h da madrugada parece
:
no entanto, alguém o abraça por trás
não era para cá que olhava
pode terminar logo isto
você que é uma estrela
só que dessas que já morreram
que escreve assim de: mim
para: ninguém
aproveita enquanto o resto de luz
chega tardio ao demais esquadros
a esta hora confundido-se com o programa
que saiu do ar, ou
com o computador descansando a tela
no filme inacabado
você que se apaga a qualquer momento
quando te veem de perto
assista aqui ao chiado, comece da metade
para chegar logo ao final feli...

(Lara Amaral)

sábado, 5 de janeiro de 2013

À espera da faísca que rasga o céu de festim




O plano é não ficar parado
Deixar a mente atravessar
a perspectiva da bala
Nada disso é exato ou uma
psicopatia que sempre esteve ali
O gatilho são essas pupilas inquietas
vibratórias na hora do escárnio
Agora está tudo calmo e nem pisca
o ponto de luz no canto superior direito
Em que se está pensando nessas horas
de puro terror controlado?
Qualquer arma letal se transforma
numa extensão do corpo
à falta de... Excessos são amputados
Quem precisa perpassar chamas no asfalto
diariamente nem presta muita atenção
nas letras queimadas dos painéis noturnos
São caminhos anônimos que se cruzam e
destinos desovados entre os becos de
renomadas avenidas. Sob o teto lunar
de paredes imundas escorrem os símbolos
pichados das sequelas. Atônitos
transeuntes desconhecem os limites do breu
rasante engolindo a cidade
sem estrelas.


Lara Amaral