Mostrando postagens com marcador matheus Quinan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador matheus Quinan. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Acalmadiçoada Luz

Matheus Quinan
Dor nos pés
dos turnos mal calculados
de alegria;
quem seria
o falso anjo
que fala e que
faz questão
de tombar?
Até meu mar
de desespero
é mais real e conciso
que sua luz fraca
de crepúsculo.
Só de não dizer
aqui seu nome
meu demônio já come
e se nutre
do pouco que
você tem.



Chamariz

É agora
é
ainda
é o
fogo
queimando as
letras
sagradas
piadas
que contam sobre
o fim do mundo.

Vem o vento
pra apagar
mas é tão fraco que
alimenta
a chama;
e o mundo clama
por qualquer
maldito salvador.


Matheus Quinan

Éon

Matheus Quinan
Ainda sobram
muitas horas para
o céu cair
sobre nós
e após
tanta loucura
toda a energia
já se foi.
Vejo gente que
ainda não
existia;
vejo a pia
com o olho
colado ao ralo.

Lá caiu aquele mundo
dividido em
concreto e abstrato;
todo fato
nada dinâmico.
Lá caiu o mundo e
acho que não
o encontro mais.


Inócuo pela manhã

Café sem açúcar
catarrei o tempo
cinza ausente
que tristeza essa desses dias?
perguntavam escondendo o sol na
boca fechada
não havia calor algum
não havia parte alguma na qual
procurar
gotas finas como punhais caindo
do céu
eu lembro de ter esse mesmo
negro nos olhos
filme mudo em um tempo
moderno
estavam se multilando no ápice do
comodismo
se havia alguma esperança
se havia alguma garrafa ainda
cheia
que porra de sorte era essa?
estávamos procurando no lugar

errado

Matheus Quinan

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Presente

Essas coisas que estão na minha mão. É isso que me incomoda.

Não que as coisas me incomodem, mas o fato de eu não saber se foi o mundo que me deu de presente ou se eu roubei dele e ele vai querer pegar de volta e me colocar de castigo. Quando fecho o olho e imponho minha vontade, quando aproveito a embriaguez para facilitar o vazio, quando jogo no mundo o que eu quero jogar e mexo meus paus para ter o que eu quero. Não que eu sempre tenha, mas de vez em quando dou a sorte de ser obedecido. Geralmente acho que fiz um bom trabalho.

E quando há uma punição? Eu que me puno ou o mundo que me pune? Ou alguém me pune, fechando os olhos e soprando a fumaça do cigarro com sua mensagem para os céus? Dando mais um gole e deixando-se quase desmaiar com o excesso, pedindo para qualquer deus interno que faça uma conexão com as estrelas e coloque o diabo sobre minha coluna vertebral? Algum bruxo-piadista obcecado que me dá um castigo e coloca um pequeno prêmio dentro dele.

Quem será ou quem serei?

Matheus Quinan


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rasante


Preciso aprender a
negar a mim mesmo
honrar o siso
olhar a Morte
com mais coragem
Todos agem
por impulso
menos eu
pro meu azar.
E se eu falar
que ontem quase
me joguei
do topo da minha
própria estrela
representante?
Em rasante
olharia
tua janela
e talvez
caísse bem
no teu telhado
desesperado
e catando
minha alma
com os dedos
sem unha.
Mas eu supunha
que meu tórax
nem de longe
racharia
e eu ainda ria
da minha sorte.
Que sorte?
Que risada
já foi minha?

Matheus Quinan

terça-feira, 30 de abril de 2013

Inaniciático


Devem ser as traças
que moram no céu da boca
com gosto de remédio
que destroem por intermédio
da inatividade
talvez também pela
inanição forçada
ao longo da estrada
pela pouca experiência
poucas e boas ou
poucas e más
o frio que a vontade trás
não é fácil de
conter.

Matheus Quinan

O Amigo do Mickey foi só um Presságio


Desculpe a estranheza. Desculpe como o vento se dobra quase jogando os copos no chão. Desculpe como as folhas voam e quase cortam seu cabelo. Como eu quase rio quando as coisas são preocupantes, além das minhas próprias coisas. Desculpe como o chão não para quieto quando eu sirvo a dose. Desculpe como o caos me segue em plena segunda feira. Desculpe como empino o ego como uma pipa e logo após, quando a linha se rompe e tudo vem ao chão, eu piso nele e o carrego na sola do meu tênis velho como um chiclete mascado por qualquer pessoa a quem não devo a mínima. E desculpe como pareço ridículo ao me deparar com qualquer problema. Um dia ainda resolvo, mesmo que não haja ninguém para ver e aplaudir além de mim.

Matheus Quinan

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Malfeitoria


Sou eu quem vaga
acompanhado da minha
medula envenenada
erguendo cada
tijolo que
se põe a cair
com pressa
Não meça
o que estou dizendo
meu mundo está
ruindo
Deus está
rindo
de mim.

Matheus Quinan

Semprefalha


Desculpe a vontade
de sujar de preto
o pano branco
da paz ao luto
refuto
a necessidade de
guardar sangue
dentro de mim
E ainda assim
vagar para sempre
passo por passo
estrela a estrela
falho em entretê-la,
dependendo do vento
serei bom ou ruim
em acreditar.
Matheus Quinan

Mato


Estou de castigo porque
fui pego correndo
em meu próprio quintal
e não tenho aval
para brincar um pouco
para estar louco
com o mato que brota
atrás do portão

Matheus Quinan

sábado, 20 de abril de 2013

Dois Passos por Segundo



Não mais quatro, mas dois passos por segundo. O diabo costurou minha boca e é por isso que dela não sai uma palavra que eu gostaria de dizer. Vez ou outra ele tira os pontos e eu consigo apenas respirar ou proferir um xingamento. Ele soprou isso em meu ouvido e saiu direto pela boca. Depois tenho tudo costurado de novo e de mim não sai uma palavra. Poderia ficar ali 7 dias seguidos esperando as linhas puírem. Eu poderia esperar. Mas quem mais esperaria?

Matheus Quinam

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desanuviar




Sem línguas de cobra

entre mim e a lua

entre um gole e sua

saliva

Entre um trago e seu

hálito

Dentro das nuvens apenas

sorte

para que eu corte

más intenções

ao meio

No anseio

de haver mais que

fala

de esquecer mais que

meu nome

como me faz a semente

ou loucura

latente

que me vem

quando quero

desanuviar.

Matheus Quinan

terça-feira, 16 de abril de 2013

Breve Observação Acerca da Certeza


Certeza também
apedreja o ego
se acerta o alvo
fico cego
de um olho
então me nego
a aceitar que eu talvez
não possa existir.

Matheus Quinan

sábado, 13 de abril de 2013

Nada tão Forte Quanto um Tiro Mental



Um gole para
puxar o gatilho
ligando o verbo ao
fato
nenhum desacato
a divindade alguma
nenhuma palavra
impura
Enquanto dura
minha fumaça
para espalhar o
intento
porque invento
o que quero
como quero e como
vou realizar
 
Matheus Quinan