Mostrando postagens com marcador rita apoena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rita apoena. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

( Sobre o arrepio )



O arrepio é quando,
por serem tão leves,
seus dedos conseguem,
em cada um dos meus poros:
soerguer uma flor.


Poesia de Rita Apoena

domingo, 28 de agosto de 2016

Rita Apoena

Não tenho cadernos
tudo o que eu escrevo
escrevo nas paredes do meu quarto.
se é para estar presa:
que seja entre quatro poemas.



Rita Apoena

Procuro uma câmera
que fotografe o iminente,
e a memória revele de uma vez
essas imagens,
pendurando-as na linha do tempo,
para secar.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014


Mas o segredo que Miguel descobriu nem para o tatuzinho ele quis contar. Ficou deitado, bem quietinho, percorrendo os dedos por dentro da caixa, e sentindo as lágrimas rolando nas têmporas feito estrelas cadentes. Não era só tristeza o que estava sentindo. Eram os sonhos de menino que nasciam de novo nos olhos e iam adormecer nos ouvidos. Como se os sonhos saíssem e voltassem, fizessem a volta no rosto, mas não conseguissem escapar de si mesmo, ou do seu velho pedaço de papelão. E talvez por isso ele nunca via a Lucinha do outro lado da cerca.

Rita Apoena