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sábado, 4 de março de 2017

MORCEGOS



Entre os surcos da vida
Ratos espalham sementes do ódio
enquanto nas calçadas todos os dias
Os desencantos arrastam suas sombras
Desempregados, mendigos a pobreza e a fome.

Morcegos hematófagos
Inquisidores da vida e da morte
Buscam injetar taxas
Sobre os desavisados trabalhadores

Até nas entranhas podres da política
O trovão ruge em catástrofe letal
castelos de areia em ruínas
A convulsionar os escritórios ministeriais

Entre os bonecos do poder
O dançar sombrio
Da ambição dos bancos

Adiciono a minha indignação a outros indignados
E choro com eles a indigna corrupção
Que infecta e nos afeta
Não,isto não é demagogia
É só um louco indignado metido a fazer poesia


         (Orides Siqueira)

domingo, 18 de novembro de 2012

ESCRAVIDÃO DISFARÇADA




Prefiro a fúria dos trovões
A tranqüilidade do ostracismo

A escravidão
Não foi radicada
Apenas foi disfarçada
Com a falsa democracia
Sem idealismo
Cheia de capachos do capitalismo

Existe um abismo dominante
Sobre pobres e deserdados
Ditados por abastados

Não se justifica
Nem de quem exerce
Nem de quem claudica
Por se calar
E cabisbaixo não reivindicar

       (Orides Siqueira)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MORADOR DE RUA




Anda de cima para baixo
E vice verso
Sem voz nem espaço

Enriquecem gráficos
Da miséria
São  flashes da falta de cultura
Não Tem cor nem etnia
Apenas  barriga vazia
Sem vaidade
Longe do consumismo
Deserdados  pelo  Deus do capitalismo

Suas existências
São pequenos fluxos
Onde tudo se confunde
Sujos e de parcas aparências

Vitimas de um progresso
Mal programado
Que  enriquece a poucos
E transforma milhares em favelados

      (Orides Siqueira)

domingo, 1 de maio de 2011

TRABALHADOR BRASILEIRO

Trabalhador

Tu que trabalhas o dia inteiro

Um grande Brasileiro

Trabalhando de janeiro a janeiro

Este é o seu destino

Um lutador te atino

Trabalhando desde menino

Para vida melhorar

E falar com voz forte

Enfrentar até a morte

Enfrentando o ônibus lotado

Elevador quebrado

Este senhor esforçado

Quando ao sol fica exposto

Tem a alegria no rosto

Com o celular a tocar

Contas sempre a chegar

Alguém diz que o trabalho dignifica

Ele nem sabe o que significa

Não entende a lógica da questão

Sequer conhece o patrão

Condenado a passar fome

Neste mundo, quem não tem, não come

Pensa um momento

Será que termina este tormento

Este senhor ordeiro

É o trabalhador Brasileiro

Orides Siqueira

SOU A FAVOR

Sou contra ao contra

Não sigo dilema

Sem emblemas

Não me coloco algemas



Sou livre sem persuasão

Quero sempre ser cidadão

Não sou contra pelo contra

Sou sempre situação



Não sou sistemático

Torço para dar certo

O bom para o bem

Sou prático



Quero tudo em ação

Sem alimentação de graça

Mas quero saúde

Lazer, arvore na praça



Gado é que é marcado

Estou do teu lado

Quero viver sem horror

Se houver governo sou a favor



Orides Siqueira