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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

"O GATO E A RAPOSA"


 (Fábula de Esopo,numa adaptação minha)

Um gato,cansado de aturar o dono,resolveu ir dar um passeio.Foi andando sem destino até que entrou numa floresta onde encontrou uma raposa,que se aproximou dele dizendo:
-Com a crise que por aí anda,tens muita sorte em estares ainda vivo.
-E tu?Pensas que não corres perigo?-Perguntou o gato.
-Sei muitos truques!...Por piores que as coisas estejam eu escapo sempre.
-Muitos truques?....Eu apenas sei um.E se esse me falha estou perdido.-Respondeu o gato pensativo.
-Se eu pudesse ensinava-te os meus.Mas da maneira que as coisas andam...salve-se quem puder!-Exclamou a raposa abanando a cauda.
-Tens razão.Salve-se quem puder-Respondeu o gato olhando-a de soslaio.
Nesse instante,ouvio-se o som de um tiro de espingarda seguido do ladrar de cães.Imediatamente,o gato trepou a uma árvore fazendo uso do único truque que sabia.Enquanto isso,a raposa tentava escapar dos caçadores,mas os cães,eram tantos que depressa a apanharam,não lhe servindo de nada,os muitos truques que afirmava saber.
De cima da árvore o gato que se sentia seguro murmurava:
A tecer truques com manha|Há seres muito esquisitos|São como as teias de aranha|Só lá caem os mosquitos.

(Fábula do meu livro os "Filhos da Selva".Jacinta Lopes)


terça-feira, 5 de junho de 2018

Sombra Morta


Anseio a noite sinuosamente
E tudo se esvazia à minha volta
Abismo a sombra morta e ela me converte pavor.
Cerram-se-me os olhos
com o cintilar das estrelas
E agora; mais sensível ao segredo
projecto mistérios.

(Poema de Jacinta Lopes )

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

"TARDE DE OUTONO"


Amortece a vida rutilante
Desfalecem as árvores na tarde finda
E as folhas vão caindo lentamente
Como quem um milagre espera ainda
Incide a luz no seio da terra ardente
Expande-se o sonho em nostalgia
E a Natureza eleia-se docemente
No mais quente fulgor de alegria.

(Jacinta Lopes)