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domingo, 26 de março de 2017

me causam pânico as sombras ao vento
as disformes as inexistências
as que simulam o abismo

Margarida Di

domingo, 15 de janeiro de 2017

vazios


não é o corpo, é a alma que me dói
matei os sonhos e com ele os desejos
e joguei fora as lembranças de um dia.
e assim,
já não escrevo teu corpo
porque as laudas vazias já não são,
e as cheias de ternura deixei do lado esquerdo do meu peito onde os ritmos do silêncio não alcançam.
e hoje
o carmim que me enfeitavam os lábios, já não carimbam desejos
esvaziei-me de esperanças
apagaram-se os sorrisos
já não há brisa nas manhãs
me despedi dos desertos
e sequei os oásis com meu pranto
perdi o encanto pelo mar
e deixei ir o barco vazio de uma espera...
não é o corpo, é minha alma vazia que me dói
Margarida Di

sábado, 7 de janeiro de 2017

tudo igual
tudo é rotina
na retina do meu tempo
tudo sempre
dias e noites,
o rito que segue
o sangue que corre
só a saudade muda a paisagem
dos dias de dentro
e o desejo de me lançar ao vento
desafiando o abismo que é teu corpo

Margarida Di.
que se possa separar o sonho da realidade que fere!
o sentimento é uma fagulha que molda a paisagem de dentro sem se que altere a textura de fora.
a alma que ama é pássaro que voa...
que se abriga onde encontra abrigo.
permitir-se é dar a si mesmo as chances de voo!
por um sonho!

Margarida Di

domingo, 1 de janeiro de 2017

ano novo
deixo ao tempo o tempo ido,
as esperanças perdidas,
os sonhos desfeitos,
os desenganos...
as promessas vãs,
os desejos insanos
os amores mortos
a estupidez humana
deixo ao tempo o tempo ido
e ao novo tempo, o tempo...
o tempo de todos os sonhos
Feliz Ano Novo!


Margarida Di