Não fui pedra: preferi ser semente.
Registros, rastros, marcas já deixei.
Nesta vida, não fui indiferente.
Nem apenas só passei por aqui.
Chorei, sorri, cantei, sofri, amei...
Por isso posso é que posso dizer: vivi !
Adélia Maria Woellner
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Som do Silêncio
Parei
para ouvir o silêncio.
No som do silêncio,
a essência de todos
os inaudíveis sons.
Adélia Maria Woellner
para ouvir o silêncio.
No som do silêncio,
a essência de todos
os inaudíveis sons.
Adélia Maria Woellner
Indígena
O tufão civilizado
desnorteou as moradas,
devastou os rituais,
desmontou o arco
e desviou a flecha do seu rumo.
Perfurados
e esvaziados
os sonhos,
quedou-se inútil,
sem fé e sem destino.
Num gesto de rebeldia atávica,
recordou movimentos arcaicos
e danças ancestrais...
Retomou as armas e as fantasias,
refez as pinturas,
olhou os céus,
clamou por chuvas,
raios e rovões.
No auge da vibração,
cravou a flecha
no cheiro da terra molhada
e caminhou
ao encontro de seus deuses.
Adélia Maria Woellner
desnorteou as moradas,
devastou os rituais,
desmontou o arco
e desviou a flecha do seu rumo.
Perfurados
e esvaziados
os sonhos,
quedou-se inútil,
sem fé e sem destino.
Num gesto de rebeldia atávica,
recordou movimentos arcaicos
e danças ancestrais...
Retomou as armas e as fantasias,
refez as pinturas,
olhou os céus,
clamou por chuvas,
raios e rovões.
No auge da vibração,
cravou a flecha
no cheiro da terra molhada
e caminhou
ao encontro de seus deuses.
Adélia Maria Woellner
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