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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

P R O C U R A


Ah...se eu fosse você
Iria compreender
que este meu coração
É feito de amor
É feito de paixão
Por querer ter você, menina
E o meu querer é por estima
Com a intenção de mostrar somente
Que o amor que a gente sente
É feito uma estrela cadente
Que descreve uma tangente
Se eu pudesse na vida
Tê-la dividida
Feito um malmequer
Com outro amor qualquer
Meu coração batendo portas
Pelas ruas desertas...mortas
De sola fina, as minhas botas
Encontrassem você... Mulher!

Geraldo Aguiar

domingo, 17 de janeiro de 2016

POSTERIDADE

Quando me leres e já me não teres
Aí então, talvez perguntarás:
- Por que tantas paixões, tantos prazeres
Se tudo o que sentiu não sente mais?
Quando eu já não for mais coisa alguma
Além da lápide que traz meu nome
Quando o ódio, o frio, a dor, a fome...
Forem iguais a flor que não perfuma
Quando esta feia e lúgubre caveira
Já esquecida de qualquer lembrança
Não deixou mais do que uma quimera
Feche Meu livro mais do que depressa
Pois, um defunto muitas vezes cansa
Quando o que ele escreveu, nada interessa!

Geraldo Aguiar

sábado, 10 de outubro de 2015

EU... RIO!


Valham-me versos sinceros
Vem mostrar que a vida é um rio
Que nos leva a navegar
Porquê tudo o que eu quero
É vencer o desafio
De remar, remar, remar...
Venho das grotas das serras
Quebrei pedras, abri montes
Rasguei meu corpo no chão
Carrego o cheiro da terra
Procuro o meu horizonte
Sou ave de arribação
Quem quer matar sua sede
Procura seguir seu rumo
Sabendo onde quer chegar
Porquê nada lhe impede
De andar sempre no prumo
E assim, saber se guardar
Valham-me versos sinceros
Mostrem-me a trilha correta
De eu encontrar o meu mar
Porque o mar que eu quero
Não há fragata ou corveta
É o mar do verbo amar.

Geraldo Aguiar

domingo, 12 de julho de 2015

MELÔ DO CABRUNQUINHO


Sou um cabrunco de Campos,
Terra santa do Amaro
Santíssima do Salvador
Embrenho-me nos aceiros
Das preás e das serpentes
Trago meu corpo marcado
Por serras-folhas de cana
Que o fazendeiro sacana
Bebe o caldo e suga o sangue
Sou curumba estradeiro
Faço morada no tempo
Meu nome é tempestade
Meu apelido é relento
Sigo assim, tocado ao vento
Passarinho sem destino
Caminhante sem fronteira
Mato a sede nos brejais
Desta planície imensa.
E pelos canaviais
Vou curtindo a minha sina
O Paraíba é o meu rio
A Catedral é a fé
Que o povo reza pra deus
Traz o nome de Jesus
Santíssimo Salvador
Carrego a minha cruz
Com a fé em Nosso Senhor
Minha planície é o meu chão
Minha terra, meu rincão
Minha vida, meu amor!!
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Geraldo Aguiar