sábado, 1 de dezembro de 2012

O REFLEXO DA MÚSICA



Sabe...
Às vezes nós ouvimos as músicas e não damos o real valor às mensagens
que elas nos passam.
Muito mais do que possamos imaginar!
Eu sempre acreditei na força e na importância das crianças em sua
energia mágica, em sua vitalidade e coragem.
E se ensinássemos às crianças?
Se mostrássemos à elas o real valor que possuem, e o lado positivo de
se orgulharem de seus tesouros interiores, elas poderiam ser grandes
vencedoras...
As crianças, não só as fisicamente em desenvolvimento, mas as pessoas
que conservam seu ar jovial, descontraído e ingênuo,
podem desfrutar do que, conforme a canção descreve como sendo o maior
amor de todos.
Assim procurei e procuro viver, e sentir a vida de forma plena, sem
guardar em meu coração mágoas desnecessárias.
Todos nós procuramos sempre por heróis que nos salvem ou resolvam
nossos problemas como num passe de mágica.
Sem pensarmos que os heróis da vida se encontram dentro de nós mesmos.
O maior amor de todos é tão fácil de ser atingido, de ser conquistado
e preservado.
E eu decidi sempre caminhar sem olhar para trás, sem me preocupar com
as marcas que não deixei, ou com as que porventura tenham ficado.
E se falhei ou tive sucesso não importa, pois o que realmente vale é
que eu sempre fiz apenas o que acreditei.
Aquilo que me deu força e gana de vencer e que me fez desenvolver o
saber e o sentir de forma satisfatória.
E não me importam as críticas, muito menos os olhares desconfiados,
pois certamente vem de pessoas que me observam, mas não entendem por
que agi de forma inesperada.
Não é ótimo ser surpreendente de vez em quando?
Pois é, nessas minhas viagens musicais.
Essa foi mais uma das lições que os acordes sonoros me deram.
E refletindo pude constatar mais uma vez que caminhar é preciso, mas
amar a vida amando primeiramente a nós mesmos, como diz a música, é
essencial para uma bela passagem por aqui.
Cada um de nós temos uma letra de música que retrata a nossa vida, o
sentimento, a saudade, um grande amor, uma paixão, o sofrimento.
E diga que Não?
Como o poeta Gonzaguinha cantava: "Viver e viver e não ter a vergonha
de ser Feliz"...
Viva a sua vida, ouça música e músicas, ela faz bem para o nosso ser.
Seja criança, pois você é hoje o reflexo de uma criança do passado.
Pois o nosso próximo é uma continuação e um reflexo de nós.
Pense nisso!


DINO COSTA.

Lenda de Clóvis, o Bate-Bola




Este causo foi relatado pela professora de História, Cristina Pereira, e ela autorizou-me a conta-lo na Internet.
Na Itália do século dezessete, numa cidade chamada Veneza, existia um Carnaval onde as pessoas saíam com máscaras brancas e graciosas pelas ruas acompanhadas com suas fantasias. Naquela época só eram permitidas máscaras claras, porque as escuras eram consideradas como disfarces do demônio.
Numa destas festas de Veneza, três adolescentes amigos resolveram sair mascarados: Luigi, Giovani e Pedro. Eles estavam tão empolgados com a festa que beberam demais e acabaram saindo da cidade em direção a caminho repleto de sítios e fazendas. No meio daquela estrada, Giovani avistou algo estranho num chiqueiro de porcos e disse:
- Olhem, lá:
- Parece que existe um velhinho caído no meio dos porcos!
Os rapazes aproximaram-se do lugar e viram um idoso fantasiado de palhaço, sem máscara e sem maquiagem, caído no local. Então Luigi falou:
- Este ancião está tão bêbado que perdeu a máscara e enfiou-se no chiqueiro!
- Vamos dar um susto nele?!
Assim os jovens sufocaram o pobre velhinho contra a lama. De repente, Pedro exclamou:
- É melhor pararmos com isto!
- Pois acho que este homem morreu porque o pulso dele não dá mais sinal!
- Vamos embora daqui!
Após estas palavras os adolescentes saíram correndo e voltaram ao Carnaval de rua. No meio da festa Luigi comentou, para os amigos, apontando para uma pessoa:
- Olhem aquele homem perto do carro alegórico cor-de-rosa!
- Ele parece com o idoso que estava caído no chiqueiro. Só que agora ele veste uma máscara vermelha de diabo e carrega nas mãos uma bola feita de bexiga de porco.
Desta maneira o sujeito misterioso aproximou-se dos garotos e disse:
- I am clown ...
- I am a Hell’s clown !
Giovani pediu ao colega:
- Paulo, você que é inteligente, por favor traduza o que este homem está falando!
O companheiro respondeu:
- Eu creio que ele falou em Língua Inglesa. Mas, o problema é que não sei nenhuma palavra em Inglês.
- Acho que este ser falou que o nome dele é Clóvis!
No momento em que o palhaço misterioso jogou sua bexiga suína em direção a estes rapazes, surgiu uma nuvem de fumaça branca e eles desapareceram. A multidão pensando que a mágica fazia parte do espetáculo aplaudiu o número.
A partir daquele dia, este ser misterioso, com sua máscara demoníaca acompanhada da sua bola de porco, passou a aparecer nas festas de rua do Carnaval de Veneza. Pouco a pouco as pessoas começaram a admirar o seu traje e por isto algumas passaram a se vestir igual a esta criatura nos bailes carnavalescos. Assim esta fantasia passou a ser chamada de Clóvis, pois foi derivada da palavra clown, que significa palhaço em Inglês.
A tradição carnavalesca deste traje foi trazida, no século dezenove, pelos europeus ao Rio de Janeiro e dura até hoje.
Luciana do Rocio Mallon e Cristina Pereira

O Caminho Erótico da Felicidade




Só você tem o caminho da felicidade...

No seu corpo com paz e amizade!

Procurei tanto esta estrada de luz...

Agora achei na sua pele que seduz!



Este caminho começa em seu umbigo,

Que para minha alma serve de abrigo!

Seu umbigo tem pelos cintilantes,

Que viram estrelas radiantes...



A iluminarem a passagem secreta,

Que guia até a proibida floresta!

Estes pêlos chegam até a virilha...

E se espalham com maravilha!



Só você tem o caminho da felicidade...

No seu corpo que espanta a saudade!

Seus pêlos que vão do umbigo até a virilha...

Formam uma estrada com sabor de baunilha.

Luciana do Rocio Mallon








          
Não é Sol, nem Terra. Mais tenra, Lua crescente, nem começou a morrer. Nem desiludiu com a existência e sabe tanto - e quer saber - quanto pequenos sábios andarilhos. Método indutivo: aponta seus olhos para o alvo e "Sim, sim, concordo; Sim, sim, é verdade". Faça-se sua vontade, faça-se luz. Mostre o que tem a mostrar, mostre o que não é terrivelmente desagradável na existência - quem sabe não garimpa a realidade melhor que eu?

 Matheus Quinan  

("Tenra")

Não leve a sérios os planos ou devaneios...      

        
Não leve a sérios os planos
ou devaneios profanos
de seu deus
Que é sua própria carne
sua própria alma
não em vão.
Não abra a boca por nada
nem para qualquer cusparada
por sobre o mundo
juntar saliva aos rios
e regar toda terra
e cumprir sua missão.
Não faça qualquer trato
pode desistir no ato
que é melhor
é seguro, saudável
mais que a forca
mais que a perdição.

 Matheus Quinan   

("Ordem de Silêncio")