sábado, 2 de março de 2013
Lenda do Homem-Coelho de Pinhais
Nos anos
setenta na cidade de Pinhais, localizada na região metropolitana de Curitiba,
existia uma mulher apelidada de Neka. Esta jovem era casada com, Marcos, um
caminhoneiro e era filha de Giulia, a melhor costureira da região. Apesar de
aparentar felicidade, Neka tinha um problema, pois estava casada há cinco anos,
com o seu marido, e não conseguia realizar o seu maior sonho que era de ter um
filho. A moça tinha consultado diversos médicos, que afirmaram a necessidade do
seu esposo fazer exames também. Mas, Marcos nunca aceitou esta possibilidade.
Então, um
certo dia, Neka resolveu procurar uma bruxa para poder engravidar. A feiticeira
pediu para que ela levasse um coelho encantado para a casa e disse:
- Este
animal tem poderes sobrenaturais e trará um filho a você. Porém, para isto é
necessário que você deixe este coelho em seu quarto toda a vez que seu marido
estiver viajando.
Neka
pagou a “ curandeira” e levou o animal para casa. Assim ela batizou o bicho de
Toby.
Naquela
mesma noite, ela deixou o coelho em seu quarto, já que seu marido estava
entregando uma carga em outro estado. Assim a dama pegou no sono com
facilidade. Porém, de repente, ela despertou no meio da noite ao ser tocada por
um homem estranho que era loiro, alto e dentuço. Naquele instante Neka iria
gritar, mas o rapaz tapou a boca dela e explicou:
- Por
favor, não grite.
- Pois,
sou Toby, o seu coelho mágico.
- Durante
o dia eu sou um simples animal. Porém, de noite eu viro um homem com o objetivo
de realizar o seu maior sonho.
Após esta
explicação o moço foi tão carinhoso com a jovem, que ela acabou cedendo aos
seus encantos. A partir daquela noite em diante, Toby e Neka se amavam,
enquanto Marcos viajava.
O marido
daquela moça só parava em casa de vez em quando, por causa de sua profissão de
caminhoneiro, o que fez com que Toby e Neka vivessem um verdadeiro romance.
Alguns
meses depois, a moça anunciou a Marcos, que estava grávida, o caminhoneiro
ficou radiante e Toby, misteriosamente, desapareceu.
Nove
meses depois, Neka deu a luz a um menino que chamou de Maurício. Porém, na
primeira vez que seu esposo viu este bebê ralhou:
- Este
menino não pode ser meu filho. Pois, nós dois temos a pele morena, estilo
jambo, e esta criança veio branca, loira e de olhos azuis!
Naquele
momento, Marcos deu uma surra tão grande em Neka, que ela decidiu
abandonar o marido e sair da cidade. Então, esta moça deixou o filho aos cuidados
de sua mãe, Giulia, que criou o neto com carinho. Na escola, o apelido do
garoto passou a ser Coelho, por causa da sua aparência física: loiro, de olhos
azuis e com os dentes da frente enormes.
Ainda
criança, Maurício fez amizade com seu Lélio, que criava coelhos em seu quintal.
O garoto ficava horas admirando aquela criação. Até que quando ele completou
dezessete anos de idade, este rapaz foi convidado para trabalhar na criação de
coelhos deste senhor.
O
problema é que neste aniversário de dezessete anos, Maurício teve um pesadelo
estranho: ele sonhou que virava um coelho nas noites de Lua Cheia.
Quando
Maurício completou dezoito anos, dona Giulia teve um derrame e parou na UTI.
Deste jeito, o rapaz entrou em uma igreja e prometeu ao Poder Superior, que
caso a sua avó saísse viva e ilesa, ele se vestiria de coelho e distribuiria
ovos de chocolate, na Páscoa, para as crianças carentes na região.
No dia
seguinte, Giulia melhorou bastante e saiu do hospital. Desta maneira, seu neto
foi até a igreja e agradeceu a Deus. Naquele mesmo ano, Maurício cumpriu a
promessa: vestido de coelho distribuiu ovos de chocolate para as crianças das
comunidades carentes de Pinhais, na Páscoa.
Porém, o
tempo correu e Maurício passou a andar com más companhias, que levaram o pobre
para o mundo das drogas. Uma vez, por causa dos tóxicos, este rapaz entrou no
quintal de uma casa e roubou a bicicleta de Alexandre, um vizinho com fama de
encrenqueiro. Hilda, a irmã do valentão, viu tudo e espalhou a notícia.
Naquele
mesmo dia, enquanto Maurício usava drogas num bosque, Alexandre e seus amigos:
Douglas e Márcio mataram o pobre a facadas.
Porém,
alguns minutos depois, o líder do crime chegou em casa e gritou para Eulália,
sua mãe:
- Matei o
coelho!
A mulher
perguntou:
- Um dos
coelhos da criação do Lélio?
Alexandre
respondeu:
- Não
- Eu
matei foi o coelho da Giulia.
Depois
desta revelação, Eulália mandou o filho e seus comparsas confessarem o crime
para a polícia. Mas, eles puderam responder ao crime em liberdade.
Numa tarde
sombria, Alexandre estava trabalhando sozinho em sua oficina mecânica quando,
de repente, alguém entrou e espancou este homem com uma chave inglesa.
Alexandre não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. A polícia notou que
existiam pegadas sangrentas de coelho no local.
Algum
tempo depois, Douglas, enquanto tomava banho, escorregou no banheiro, bateu a
cabeça no chão e morreu. Aqui o interessante é que a perícia notou que havia
pegadas vermelhas de coelho no local.
Dias após
este ocorrido, Márcio teve um acidente de moto e foi levado para um hospital.
Alguém desligou os aparelhos, com o rapaz ainda vivo, e um médico notou que
existiam pegadas carmins de coelho no quarto.
A partir
daquele mesmo ano, as crianças carentes da cidade continuaram a receber ovos de
chocolate, mas de uma forma estranha: elas acordavam na Páscoa, pela manhã, com
ovos debaixo de suas camas sem seus pais comprarem nada.
Reza a
lenda de que foi o espírito de Maurício que matou seus assassinos e que deixa
até hoje ovos de chocolate nos quartos das crianças carentes. Este causo ficou
conhecido como: A Lenda do Homem-Coelho de Pinhais.
Luciana
do Rocio Mallon
● isso a lingua não faz ●
● nem os dentes removem ●
● outro brilho pro olhar ●
● saliva e quase nada ●
● porq passa e não deixa ●
● nem o quarto e seu branco ●
● alem os travesseiros ●
● leve o lençol de linho ●
● assim nem a palavra ●
● o q não deixa nada ●
● é certo a pele sim ●
● o resto não e jamais ●
● os sinais deixam claro ●
● não se retorna mais ●
Alberto Lins Caldas
menestréis, 1
os menestréis do mundo são bem poucos.
uns arrebentam amores enlutados
outros se encantam nas paixões, já loucos."
romério rômulo
uns arrebentam amores enlutados
outros se encantam nas paixões, já loucos."
romério rômulo
fragmento
a vida como é que finda
por candeia e por cartola
pelas ladeiras de olinda?"
romério rômulo
por candeia e por cartola
pelas ladeiras de olinda?"
romério rômulo
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