A aranha dança
suspensa
por fios de cristal
O sol por trás
ilumina o olhar
de quem vê
a aranha dançar
no invisível raio
de sol
que suspende a aranha
e o olhar
Hamilton Faria
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Eterno Círculo
Caminho inconcluso
Quase ocaso
Quando o Sol
Eu me concluo
Acaso?
Hamilton Faria
em Encântaros
Quase ocaso
Quando o Sol
Eu me concluo
Acaso?
Hamilton Faria
em Encântaros
Fontes
Desces agora com toda a tua beleza às fontes de água pura
Que o coraçao é uma estrela de máxima grandeza
Ainda por ser descoberta
Que nosso andar no mundo é maravilhosamente estrela
Espantosamente
Luzes que atravessam vidros
Acordo orgulhoso de pertencer ao Universo
Ser pequeno e pó
Ao mesmo tempo rei de minhas descobertas
Embaixatriz das Galáxias
Teu trabalho é além das nuvens
Hamilton Faria
Que o coraçao é uma estrela de máxima grandeza
Ainda por ser descoberta
Que nosso andar no mundo é maravilhosamente estrela
Espantosamente
Luzes que atravessam vidros
Acordo orgulhoso de pertencer ao Universo
Ser pequeno e pó
Ao mesmo tempo rei de minhas descobertas
Embaixatriz das Galáxias
Teu trabalho é além das nuvens
Hamilton Faria
Fico equilibrando a vida, como seus dedos ontem — Equilibrando-se, brancos nas cordas, na mais bela dança. Foram eles que me puxaram para perto naquela noite no palco do Hermes. Foi brancura de luz que é só beleza. Eu sei que muito tempo vai passar, sem que eu veja algo mais belo que suas mãos e sem que eu deseje ser outra pessoa, que não ela, que te tirou o cabaço, baby… Pois soa no final com uma certeza lúdica, que você a amou.
Não só o corpo entende? Como se eu quisesse um fiapo da eternidade que ela teve. Que ela queria apenas como aconchego, e que eu quero como amor…
Estas luzes que são teus dedos, como um manto de mariposas, que eu fosse um mundo inteiro para elas valsarem quando você pousasse no corpo antigo, judiado, esquecido e triste, que te alisa em um travesseiro branco, teus dedos brancos, a primavera inteira.
Bárbara Lia
Não só o corpo entende? Como se eu quisesse um fiapo da eternidade que ela teve. Que ela queria apenas como aconchego, e que eu quero como amor…
Estas luzes que são teus dedos, como um manto de mariposas, que eu fosse um mundo inteiro para elas valsarem quando você pousasse no corpo antigo, judiado, esquecido e triste, que te alisa em um travesseiro branco, teus dedos brancos, a primavera inteira.
Bárbara Lia
Profana
A cor do amor é branca,
e o amor tem uma covinha do lado direito do rosto
e o amor me olha como alguém
que jamais vai tirar a minha calcinha
e gozar o céu dentro de mim.
O amor sempre vai me olhar
como se eu estivesse num altar de papel.
Para o amor, eu sou uma rima
e rima não tem vagina.
Para o amor, eu sou uma ode
com uma ode ninguém fode.
Eu sou um verso alexandrino
jamais tocado pelo herdeiro deste nome.
Eu sou a palavra, e a palavra, a palavra é Deus
Deus ninguém come, mas
será que beber
pode?
Bárbara Lia
e o amor tem uma covinha do lado direito do rosto
e o amor me olha como alguém
que jamais vai tirar a minha calcinha
e gozar o céu dentro de mim.
O amor sempre vai me olhar
como se eu estivesse num altar de papel.
Para o amor, eu sou uma rima
e rima não tem vagina.
Para o amor, eu sou uma ode
com uma ode ninguém fode.
Eu sou um verso alexandrino
jamais tocado pelo herdeiro deste nome.
Eu sou a palavra, e a palavra, a palavra é Deus
Deus ninguém come, mas
será que beber
pode?
Bárbara Lia
Beija Suave a Minha Nuca
…”demorei a entender que és mulher
e carregas outonos na nuca”
Luiz Felipe Leprevost, em Ode Mundana
Uma pinta de beleza
brotou sob o seio esquerdo,
para o menino
devorador de sinais de beleza.
Rito de oferta,
olhando este corpo mascavo com digitais
impressas,
buscando um poro virgem para plantar
a pétala,
e te oferecer depois
— rosa a ser desvirginada —
Um dia, li os versos epifânicos,
do amigo solar — profeta
sem saber —
que há em mim apenas outonos
para esfriar verões de acordes…
e o amigo do amigo solar
nem sabe,
do mantra que eu repeti meses a fio,
a caminhar por ruas e corredores e
antes de adormecer, recitando suave
como prece:
beija suave a minha nuca!
beija suave a minha nuca!
beija suave a minha nuca!…
de outonos adornada… e a pinta recém-nata,
gota de meu coração que vazou sobre a pele,
ou um prêmio extra que trouxe destas noites
em que adentro oceanos estranhos
e te procuro entre as estrelas naufragadas.
Bárbara Lia é professora de História e escritora. Vive em Curitiba-PR. Publicou os livros de poesia O sorriso de Leonardo (Curitiba: Kafka Edições Baratas, 2004); Noir (Curitiba: Ed. independente, 2006) e O sal das rosas (São Paulo, Lumme Editor, 2007). Fonte Germina.
e carregas outonos na nuca”
Luiz Felipe Leprevost, em Ode Mundana
Uma pinta de beleza
brotou sob o seio esquerdo,
para o menino
devorador de sinais de beleza.
Rito de oferta,
olhando este corpo mascavo com digitais
impressas,
buscando um poro virgem para plantar
a pétala,
e te oferecer depois
— rosa a ser desvirginada —
Um dia, li os versos epifânicos,
do amigo solar — profeta
sem saber —
que há em mim apenas outonos
para esfriar verões de acordes…
e o amigo do amigo solar
nem sabe,
do mantra que eu repeti meses a fio,
a caminhar por ruas e corredores e
antes de adormecer, recitando suave
como prece:
beija suave a minha nuca!
beija suave a minha nuca!
beija suave a minha nuca!…
de outonos adornada… e a pinta recém-nata,
gota de meu coração que vazou sobre a pele,
ou um prêmio extra que trouxe destas noites
em que adentro oceanos estranhos
e te procuro entre as estrelas naufragadas.
Bárbara Lia é professora de História e escritora. Vive em Curitiba-PR. Publicou os livros de poesia O sorriso de Leonardo (Curitiba: Kafka Edições Baratas, 2004); Noir (Curitiba: Ed. independente, 2006) e O sal das rosas (São Paulo, Lumme Editor, 2007). Fonte Germina.
Prazer e Êxtase
O prazer se
faz em êxtase
quando o
meu corpo ,
feito água,
descobre
todos os
caminhos
do seu
e deixa-se
ficar
onde você
mergulha em
mim.
Stella Fonseca
faz em êxtase
quando o
meu corpo ,
feito água,
descobre
todos os
caminhos
do seu
e deixa-se
ficar
onde você
mergulha em
mim.
Stella Fonseca
Tango Tinto
Ricardo Ruiz
No exílio do quarto escuro,
Tragando spleens de Baudelaire,
Entre três tangos e dois tintos
Redescubro meu lado impuro,
Amaldiçoado, sórdido, porém — por que não? — distinto!
Ora, sou caído, não minto…
A Decadência, velha rota, sem dentes,
Me diverte, pulando saltos frementes,
Tangueando, bêbada, só e torta…
Cambaleia a doida (coitada…) e ri, indecente…
Maldito sou! (a natureza condena)
Pois bem! Dancemos, bela bêbada velha!
Tornemos mais rota e impura a cena,
Sangremos de tinto a tela imperfeita,
Bailemos, para levarmos à Noite a cor vermelha!
E-Mail: ruiz777@brturbo.com
Ricardo Ruiz\ 1975 , Rio Grande do Sul.
Fonte Releituras
No exílio do quarto escuro,
Tragando spleens de Baudelaire,
Entre três tangos e dois tintos
Redescubro meu lado impuro,
Amaldiçoado, sórdido, porém — por que não? — distinto!
Ora, sou caído, não minto…
A Decadência, velha rota, sem dentes,
Me diverte, pulando saltos frementes,
Tangueando, bêbada, só e torta…
Cambaleia a doida (coitada…) e ri, indecente…
Maldito sou! (a natureza condena)
Pois bem! Dancemos, bela bêbada velha!
Tornemos mais rota e impura a cena,
Sangremos de tinto a tela imperfeita,
Bailemos, para levarmos à Noite a cor vermelha!
E-Mail: ruiz777@brturbo.com
Ricardo Ruiz\ 1975 , Rio Grande do Sul.
Fonte Releituras
Diferença
Maria Teresa Horta
Aquilo que é secreto
à tua beira
e longe de ti se torna
tão corrente
Aquilo que é vulgar
longe de ti
mas se estás perto
se torna tão diferente
Aquilo que é mistério
indecifrável
se te aproximas até à minha
cama
E que se torna
raivosamente instável
se por acaso não dizes que me amas
Aquilo que é segredo
se o não escutas
e a tua beira fica
desvairado
Destino, Quetzal Editores, 1998 - Lisboa, Portugal
Aquilo que é secreto
à tua beira
e longe de ti se torna
tão corrente
Aquilo que é vulgar
longe de ti
mas se estás perto
se torna tão diferente
Aquilo que é mistério
indecifrável
se te aproximas até à minha
cama
E que se torna
raivosamente instável
se por acaso não dizes que me amas
Aquilo que é segredo
se o não escutas
e a tua beira fica
desvairado
Destino, Quetzal Editores, 1998 - Lisboa, Portugal
Canção para o Inverno
Perdem-se palavras
no precipício
do desinteresse disfarçado
em interesse,
do escárnio disfarçado
em consternação,
da frieza disfarçada
em ebulição.
Meu amor,
qual de nós não
usou as travas de segurança?
Já quase dorme a esperança;
desperta o terror.
Ricardo Pozzo
no precipício
do desinteresse disfarçado
em interesse,
do escárnio disfarçado
em consternação,
da frieza disfarçada
em ebulição.
Meu amor,
qual de nós não
usou as travas de segurança?
Já quase dorme a esperança;
desperta o terror.
Ricardo Pozzo
Pintarei céus e terra...
e também o inferno,
caso seja aprovado.
Encarnarei mãos e mestres
por aqui passados.
Retumbarei vibrantes
cores e brumas.
Cintilarei o mundo
de tons e matizes.
Refrearei a vaidade
louca e solitária
dos que se sabem luz
Não!
Não acordarei jamais!
Serei polén e mármore
no infinito
Deisi Perin
e também o inferno,
caso seja aprovado.
Encarnarei mãos e mestres
por aqui passados.
Retumbarei vibrantes
cores e brumas.
Cintilarei o mundo
de tons e matizes.
Refrearei a vaidade
louca e solitária
dos que se sabem luz
Não!
Não acordarei jamais!
Serei polén e mármore
no infinito
Deisi Perin
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Ilusões do Amanhã
Por que eu vivo procurando
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar
Sem nem ao menos me olhar
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê? Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer
Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito
E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor.
PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de
excepcional.
Excepcional é a sua sensibilidade!
Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e peço que divulgue para
prestigiá-lo.
Se uma pessoa assim acredita tanto porque as que se dizem normais não
acreditam?
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar
Sem nem ao menos me olhar
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê? Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer
Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito
E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor.
PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de
excepcional.
Excepcional é a sua sensibilidade!
Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e peço que divulgue para
prestigiá-lo.
Se uma pessoa assim acredita tanto porque as que se dizem normais não
acreditam?
Por Perto
Estarei por perto
na dança do vento
nas folhas que caem
no teu pensamento
nas ondas serenas
a me propagar
Estarei por perto
no brilho do sol
na claridade da lua
na areia
na espuma
nas estrelas do mar
Estarei por perto
na fina garoa
na tempestade que assola
na emoção que devora
nos momentos
nas horas
que hás de contar
Estarei por perto
mais perto que nunca
pois eternizo o momento
neste branco violento
e só eu sei o quanto me custa...
Estarei por perto
por já não estar
por ter ido sonhar
Enfim estou por perto
Estou por perto por ter coragem
Estou por perto por seguir viagem
Estou porque posso voltar
Lúcia Gönczy
http://www.pensador.info
na dança do vento
nas folhas que caem
no teu pensamento
nas ondas serenas
a me propagar
Estarei por perto
no brilho do sol
na claridade da lua
na areia
na espuma
nas estrelas do mar
Estarei por perto
na fina garoa
na tempestade que assola
na emoção que devora
nos momentos
nas horas
que hás de contar
Estarei por perto
mais perto que nunca
pois eternizo o momento
neste branco violento
e só eu sei o quanto me custa...
Estarei por perto
por já não estar
por ter ido sonhar
Enfim estou por perto
Estou por perto por ter coragem
Estou por perto por seguir viagem
Estou porque posso voltar
Lúcia Gönczy
http://www.pensador.info
terça-feira, 14 de julho de 2009
Cantada
Me advertem que ver-te me diverte,
que te adoro dum modo que ignoro,
que maquino um destino de entreter-ter
e, de contente, eu nem tento me conter...
Eu, por isso, preciso que precisa
E subalterna e mais terna me governes
Que me mimes, me animes, me domines
E que amamentes e que aumentes um sentimento
De deleite que eu verto ao te ver!
Altair de Oliveira
– In: O Lento Alento.
que te adoro dum modo que ignoro,
que maquino um destino de entreter-ter
e, de contente, eu nem tento me conter...
Eu, por isso, preciso que precisa
E subalterna e mais terna me governes
Que me mimes, me animes, me domines
E que amamentes e que aumentes um sentimento
De deleite que eu verto ao te ver!
Altair de Oliveira
– In: O Lento Alento.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Calle
12/05/09
Calle-
El seco mar de tus ojos
Impide en la gesta de los pasos
Entrever las redes
Del extranjero extravío-
Yaces en paz
Y en guerra
Escribo la tú-
Ni salir a la superficie
De otras manos que
Llamen llamas-
El tremor que aísla
La dureza de tus aguas
Nos ablanda,
Moribundos tuyos-
La sospecha de no vernos
Ocurre de improviso-
Ciegos en todas direcciones
Sin ese modo y color
De lo latente verdadero-
Sé morir de palabra,
Compañera ángel-
Morir y venir-
¿Cuál tu dolor?
¿Qué tal tu color?
Volaré. volará
En mil pedazos negros
Por amor a
La múltiple boca
Del enigma
Que eras, que fui
Por los siglos de los siglos-
El cielo cayendo-
El cielo callando-
Cruzando la calle-
La calle siendo la
Acallada-
Rezamos en la verja-
Por ello respiramos-
Esto es lo que somos
Bajo la
Máscara, cáscara,
Espina esperando
El fruto sin,
Cuerpo de alma-
La infanta devorada
Lanza la flor-
El monstruo arroja la niña-
El mundo lancea un monstruo-
Todos flotan en las algas-
Hasta el infinito,
Tu misericordia
Como punto de fuga,
Hoja por hoja,
Minuciosamente
Arrojadas-
Mora donde otro,
Ánade ángel-
Compañera, nadie
y sin embargo-
Dentro de la espiral,
Cerco del centro,
Da su brazo a torcer
Por la ternura de un gesto
Que arroje los ojos
Que hablan sin mí
Bajo las aguas-
Marea mareas,
El ángel lejos,
El ángel cerca-
Si tu sí,
Si tu no-
Una vez
Limpió
Lo pez
El pie de
La hetaira-
Pero estabas sola
Como toda vida
En el mundo-
Antonio López Medinilla,
sajando el SUR-sub, XV
http://elsursub. blogspot. com/
sur bajo las aguas o Europa sin aire
respira sin aire
Calle-
El seco mar de tus ojos
Impide en la gesta de los pasos
Entrever las redes
Del extranjero extravío-
Yaces en paz
Y en guerra
Escribo la tú-
Ni salir a la superficie
De otras manos que
Llamen llamas-
El tremor que aísla
La dureza de tus aguas
Nos ablanda,
Moribundos tuyos-
La sospecha de no vernos
Ocurre de improviso-
Ciegos en todas direcciones
Sin ese modo y color
De lo latente verdadero-
Sé morir de palabra,
Compañera ángel-
Morir y venir-
¿Cuál tu dolor?
¿Qué tal tu color?
Volaré. volará
En mil pedazos negros
Por amor a
La múltiple boca
Del enigma
Que eras, que fui
Por los siglos de los siglos-
El cielo cayendo-
El cielo callando-
Cruzando la calle-
La calle siendo la
Acallada-
Rezamos en la verja-
Por ello respiramos-
Esto es lo que somos
Bajo la
Máscara, cáscara,
Espina esperando
El fruto sin,
Cuerpo de alma-
La infanta devorada
Lanza la flor-
El monstruo arroja la niña-
El mundo lancea un monstruo-
Todos flotan en las algas-
Hasta el infinito,
Tu misericordia
Como punto de fuga,
Hoja por hoja,
Minuciosamente
Arrojadas-
Mora donde otro,
Ánade ángel-
Compañera, nadie
y sin embargo-
Dentro de la espiral,
Cerco del centro,
Da su brazo a torcer
Por la ternura de un gesto
Que arroje los ojos
Que hablan sin mí
Bajo las aguas-
Marea mareas,
El ángel lejos,
El ángel cerca-
Si tu sí,
Si tu no-
Una vez
Limpió
Lo pez
El pie de
La hetaira-
Pero estabas sola
Como toda vida
En el mundo-
Antonio López Medinilla,
sajando el SUR-sub, XV
http://elsursub. blogspot. com/
sur bajo las aguas o Europa sin aire
respira sin aire
Duas pessoas se sentaram lado a lado.
Começaram uma comunicaçaõ que transgredia as normas da comunicação
Ao invés de passar por todos os elementos comunicativos, foram direto a dois essenciais, código e mensagem.
Os receptores inexistiam porque eram parte inerente ao processo.
Seus olhos sentiam o que o corpo traduzia em pequena gotícula de um suor que penetrava a pele e fazia um desejo mais que verdadeiro.
De repente se deitaram, os olhos fitos um no outro... Não percebiam as reações provocadas em partes intangíveis ao olho humano. Dentro dela e dele havia mais que o ardor dos olhos . E ram mentes ardendo em vontade de estrapolar aquilo que vinham sentindo.
Logo, as mãos decidiram participar do processo criativo e começaram a roçar o corpo dela, primeiro as costas, depois as mãos vieram em direção ao sexo dela que embora coberto, estava quente como o olhar que tinha desde o primeiro momento em que ela lhe vira.
O delírio passou à realidade.
E ela então aproximou-se dele. Fez-lhe sentir com os seus seios também sentiam tudo o que ela já tinha dito sem palavras
Ambos se apertavam num ritmo cadenciado e sincronizado. Pareciam ter ensaiado e o balé natural das mãos dela no seu tórax , misturava-se as caricias que ele lhe fazia na cintura, enquanto lhe beijava os ombros.
Uniram-se pouco a pouco e deram origem a algo mais que sexo, algo mais que desejo, algo mais que loucuras e prazeres.
Deram origem a cumplicidade
Começaram uma comunicaçaõ que transgredia as normas da comunicação
Ao invés de passar por todos os elementos comunicativos, foram direto a dois essenciais, código e mensagem.
Os receptores inexistiam porque eram parte inerente ao processo.
Seus olhos sentiam o que o corpo traduzia em pequena gotícula de um suor que penetrava a pele e fazia um desejo mais que verdadeiro.
De repente se deitaram, os olhos fitos um no outro... Não percebiam as reações provocadas em partes intangíveis ao olho humano. Dentro dela e dele havia mais que o ardor dos olhos . E ram mentes ardendo em vontade de estrapolar aquilo que vinham sentindo.
Logo, as mãos decidiram participar do processo criativo e começaram a roçar o corpo dela, primeiro as costas, depois as mãos vieram em direção ao sexo dela que embora coberto, estava quente como o olhar que tinha desde o primeiro momento em que ela lhe vira.
O delírio passou à realidade.
E ela então aproximou-se dele. Fez-lhe sentir com os seus seios também sentiam tudo o que ela já tinha dito sem palavras
Ambos se apertavam num ritmo cadenciado e sincronizado. Pareciam ter ensaiado e o balé natural das mãos dela no seu tórax , misturava-se as caricias que ele lhe fazia na cintura, enquanto lhe beijava os ombros.
Uniram-se pouco a pouco e deram origem a algo mais que sexo, algo mais que desejo, algo mais que loucuras e prazeres.
Deram origem a cumplicidade
Kunguru Kuna N'Gozi
(La no cimo ha perigo)
ou
Gorongosa
(Na versao aportuguesada)
No continuo deleite do ar
Ontem, meus compatriotas
Partiram a pe sem parar
Com a fome em maos rotas
De Barue, norte de Manica
Aqueles autoctones de Hosi
Radicaram e deram bica
Insuflando Kunguru Kuna N'Gozi
Nossas terras alusaram
Nossas linguas suaram
Mas a nossa identidade
Pertence a toda eternidade
Pedro Lavieque
Moçambique
08.Julho.2009
(La no cimo ha perigo)
ou
Gorongosa
(Na versao aportuguesada)
No continuo deleite do ar
Ontem, meus compatriotas
Partiram a pe sem parar
Com a fome em maos rotas
De Barue, norte de Manica
Aqueles autoctones de Hosi
Radicaram e deram bica
Insuflando Kunguru Kuna N'Gozi
Nossas terras alusaram
Nossas linguas suaram
Mas a nossa identidade
Pertence a toda eternidade
Pedro Lavieque
Moçambique
08.Julho.2009
Hálito
Cumbre de estrellas
el mundo:
Hereda los ojos
sin rostro de las lágrimas
hereda la angustia de las nubes
y la voluntad desnuda
y blasfema
del hombre que yace
entre el escombro.
Edgar Hernández Zúñiga.
el mundo:
Hereda los ojos
sin rostro de las lágrimas
hereda la angustia de las nubes
y la voluntad desnuda
y blasfema
del hombre que yace
entre el escombro.
Edgar Hernández Zúñiga.
¿Quién eres?
Por qué te chorrea el puño derecho
y te tiembla el aire
y temeroso viajas en esta nube
Nube blanca de memorias
De un cuerpo sin poros
Quién te trajo del viento,
con ese motor imparable del pensamiento
Y esa pena cenicienta
que te traiciona en tus ojos
Quién eres, con el rayo de luz
partiéndote el alma
y con la cara de niño melancólico
mirando pasar el agua
quién eres, señalando la hierba
culpándola de tu cicatriz en la cara
porque arañas la canción de las montañas
quién eres
y de dónde has venido
con la furia retrasada
y los remolinos de miedo
aquí ya se acabo la guerra
aquí ya quemamos las banderas
y olvidamos tus palabras
quién eres,
con ese alfil en las manos
y ese ruido podrido en tu piel
quien eres?
porque cargas la muerte
como su fuera tu almohada
DANIEL LUNA
www.danpoe.blogspot .com
Por qué te chorrea el puño derecho
y te tiembla el aire
y temeroso viajas en esta nube
Nube blanca de memorias
De un cuerpo sin poros
Quién te trajo del viento,
con ese motor imparable del pensamiento
Y esa pena cenicienta
que te traiciona en tus ojos
Quién eres, con el rayo de luz
partiéndote el alma
y con la cara de niño melancólico
mirando pasar el agua
quién eres, señalando la hierba
culpándola de tu cicatriz en la cara
porque arañas la canción de las montañas
quién eres
y de dónde has venido
con la furia retrasada
y los remolinos de miedo
aquí ya se acabo la guerra
aquí ya quemamos las banderas
y olvidamos tus palabras
quién eres,
con ese alfil en las manos
y ese ruido podrido en tu piel
quien eres?
porque cargas la muerte
como su fuera tu almohada
DANIEL LUNA
www.danpoe.blogspot .com
Adiós Khyra
ADIÓS KHYRA
Partiste de mi lado al infinito
y me oprime la angustia de esta pena
que abruma cuando veo tu cadena
colgando solitaria: ¡qué inaudito!
Mitigo en mis adentros aquel grito
de impotencia y rebelo ante la escena
que el destino implacable me condena
a estar sin ti... ¡que tanto necesito!
Los ojos tengo hinchados por el llanto
en tierra se hunde mi alma al extrañarte:
¿adónde estás? pregúntome entretanto.
Quizá algún día vuelva a encontrarte:
yo quien mueva la cola con tu encanto
tú mi dueña, y de ti jamás me apartes.
©SKORPIONA
Inés de la Puente Spiers
http://skorpiona. webcindario. com/adios_ khyra.htm
Partiste de mi lado al infinito
y me oprime la angustia de esta pena
que abruma cuando veo tu cadena
colgando solitaria: ¡qué inaudito!
Mitigo en mis adentros aquel grito
de impotencia y rebelo ante la escena
que el destino implacable me condena
a estar sin ti... ¡que tanto necesito!
Los ojos tengo hinchados por el llanto
en tierra se hunde mi alma al extrañarte:
¿adónde estás? pregúntome entretanto.
Quizá algún día vuelva a encontrarte:
yo quien mueva la cola con tu encanto
tú mi dueña, y de ti jamás me apartes.
©SKORPIONA
Inés de la Puente Spiers
http://skorpiona. webcindario. com/adios_ khyra.htm
domingo, 12 de julho de 2009
Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis...ora !
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A mágica presença das estrelas !
Mário Quintana
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A mágica presença das estrelas !
Mário Quintana
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