Porque trago os dígitos da pele
confrontantes como um delito, e
a lava da memória sob a chuva,
cevam-me no pasto seco onde
os bezerros bem o leite amargo.
Da penumbra,os corvos de túnica
branca seguem a disfarçar sua
fome de vísceras. Mas não me
veem. Estou líquido como os
rios que tombam muros.
SALGADO MARANHÃO
(Do livro Avessos Avulsos).
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